Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Hoje e amanhã, sempre!

por vr, em 24.04.14

Quem como eu nasceu em África pode ter passado muito tempo sem perceber o que foi, como se fez e porque se fez o 25 de Abril. consciente ou inconscientemente, mais ou menos amargamente, a maioria das famílias de portugueses das colónias acabou por viver a consciência da Revolução como símbolo do princípio do fim – um símbolo de perda e não de conquista. naquele meio da década de 1970, muitos dos milhares de portugueses que chegaram a Portugal vindos de África estavam a aterrar sem nada num país pequeno e escuro ao qual tinham já poucas ou mesmo nenhumas ligações. muitos, provavelmente a maioria, não percebiam sequer a política nacional – não tinham vivido a ditadura ou tinham-na esquecido e a convulsão social do PREC, em vez de um caminho rumo à luz, provavelmente não diferia muito, a seus olhos, de uma continuação do estado de alerta da guerra que tinham deixado para trás. de resto, por aqueles dias tinham mais o que fazer do que pensar em política: para eles, era o momento do tudo ou nada da sobrevivência – a luta pela vida era omnipresente e omnipotente. para nós, os filhos, foi um vazio que as escolas também não serviram para preencher quando nomes como o de Salgueiro Maia não constavam dos livros ou chegavam sequer a ser mencionados. Acho que só a partir dos 20 anos comecei a perceber o 25 de Abril. fiz por perceber. e percebi. e não vejo que haja desculpa para que alguém não perceba. o 25 de Abril é todos os dias – é todos os dias que as suas conquistas devem ser exercidas e defendidas, contra tudo e contra todos. e sair à rua hoje e amanhã para celebrar o direito a essa constante luta que é a vida em democracia é um dever, uma responsabilidade de todos os que acreditam na liberdade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Só umas palavrinhas à conta da efeméride de amanhã

por Ana Vidigal, em 24.04.14

Amanhã faz 40 anos que houve a revolução do 25 de Abril e que a minha vida deu uma volta de 180º. Assim de repente (e à época) para pior. Fartei-me de perder privilégios, que a bem dizer nem sabia que o eram, pois pensava que toda a gente vivia como eu.

Como já várias vezes referi assisti à revolução pela televisão, a preto e branco e de robe aos quadrados, estupefacta, eu e os meus irmãos com tanta gente aos gritos em cima de carros de combate, soldadesca sorridente e barbudos que nunca mais acabavam. Cravos à mistura. Não saímos de casa durante quatro dias. 
Rapidamente percebi (graças aos neurónios e não a deus) que a liberdade era a melhor coisa que havia no mundo. E que dali para a frente, tudo aquilo que me via a ter de aturar por estar naquela "gaiola dourada" ia pró galheiro. Lá por casa sempre diziam "o futuro a deus pertence". Mas eu sabia que o meu futuro era eu que o ia decidir. E decidi. Graças ao 25 de Abril (e à minha teimosia). Tinha treze anos.
E teimosamente repito, hoje aos cinquenta e três, 25 DE ABRIL SEMPRE!

(homem  lê o Jornal, sentado num candeeiro público, enquanto a revolução acontece, debaixo dele

Lisboa, 25 de Abril de 1974 - Fotografia de Carlos Gil)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vamos lá ver se nos entendemos, senhores das leis

por Ana Matos Pires, em 23.04.14

Ainda a propósito do tema já aqui e aqui referido julgo que é importante deixar uma nota - e sim, falo como psiquiatra.

 

Li no Público que o advogado responsável pela defesa do homicida de Valongo dos Azeites (pediu escusa pouco antes do sucedido) terá declarado "que este deveria ter sido internado para tratamento, logo na altura da condenação". Ora vamos lá a saber, mas internamento para tratamento de quê, a quê e porquê? A lei da Saúde Mental, que prevê a possibilidade de internamentos compulsivos, não se destina a substituir a justiça, antes a ajudar quem precisa de ajuda e não tem capacidade de ajuizar e de se auto-determinar de acordo com o juízo que faz da situação. O eventual diagnóstico psiquiátrico, por si só, não pode servir de álibi para que um qualquer sujeito não responda perante a justiça pelos seus actos e os advogados deveriam conhecer a lei e saber isso, sob pena de ela ser aplicada errada, leviana e injustamente. Não se pode advogar e reforçar o ganho secundário da vitimização, vamo-nos lá deixar de fitas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

(intervalo) Conferência A Ditadura Portuguesa @ Gulbenkian

por Ana Vidigal, em 23.04.14

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Otelo.....@ Gulbenkian

por Ana Vidigal, em 23.04.14

Autoria e outros dados (tags, etc)

A acontecer neste momento: O "Marcelismo e a Transição para a Democracia" @ Fundação Gulbenkian na "Conferência A DITADURA PORTUGUESA porque durou porque acabou"

por Ana Vidigal, em 23.04.14

 

 

 

 

 

 

 

 Na mesa, da esquerda para a direita, Maria Inácia Rezola, Werner Herzog,

Maria Flor Pedroso, Ana Maria Caetano, Emílio Rui Vilar e Rui Rui Bebiano

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Factos vs verdades

por vr, em 22.04.14

Diz a f. que uma das minhas frases preferidas foi em tempos "em frente, em frente que atrás vem gente!". nada como os amigos para nos servirem de memória. não me lembro. nem me lembro de alguma vez lha ter dito. nos últimos tempos, uma das minhas frases tem sido "os factos tendem a obscurecer a verdade". por exemplo, é um facto que me juntei ao Jugular para escrever sobretudo sobre política cultural. isto parece indicar que ela exista neste momento em Portugal... lá iremos. hoje vim só dizer olá e agradecer ao Jugular por me receber. obrigada. aqui estarei a partir de agora.   

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tinha-lhe cuspido nas trombas, ponto.

por Ana Matos Pires, em 22.04.14

Animal de cabelo!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Da minha memória

por Paulo Pinto, em 22.04.14

(e a professora a ensinar-nos "o povo é quem mais ordena, o povo é quem mais trabalha...)

Autoria e outros dados (tags, etc)

E o soldadinho lindo lutou

por Ana Matos Pires, em 22.04.14

Autoria e outros dados (tags, etc)

COMEÇA AMANHÃ (A Abertura é feita por IRENE PIMENTEL)

por Ana Vidigal, em 21.04.14

Autoria e outros dados (tags, etc)

Do JOÃO CÓIAS!!!!! (eu só sou a mensageira) | (1)

por Ana Vidigal, em 21.04.14

 

Na zona dos frescos, mas não muito longe do talho...

Autoria e outros dados (tags, etc)

em frente em frente que atrás vem gente

por f., em 21.04.14

a frase é uma das favoritas da nova jugas (ou se não é disse-ma uma vez e achei que era) e é um belo mote para um blogue: toca a postar mas é, que pode haver alguém a pensar no mesmo e além do mais, como dizia o frederico, as cenas que calamos envenenam. 

 

leides ande gêntlemén, ai guive iu vanessa rato, da uane ande ôneli. vanessa, uélcame, dálingue. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Benfiiiiiiiica!

por Ana Matos Pires, em 21.04.14

33.

Autoria e outros dados (tags, etc)

WORKSHOP PRÁTICO PARA FAZER UMA ESCULTURA BÁSICA EM MADEIRA / de 1 a 7 de Maio / Moinho da Fonte Santa/ Alandroal

por Ana Vidigal, em 21.04.14

 

Durante uma semana, um grupo de participantes, de qualquer sexo, idade e/ou profissão, trabalharão com o objectivo de fazer uma escultura básica em madeira. A cada participante será entregue um tronco, previamente recolhido nos arredores do Moinho da Fonte Santa, com uma goiva e uma maça, as ferramentas essenciais para talhar. 

Cada um poderá eleger o tronco que mais lhe aprouver. O objectivo será transformar esse tronco numa escultura, mediante a técnica da talha directa. Serão ensinados os gestos básicos necessários para poder usar as ferramentas e conseguir talhar a madeira., porém o foco incide sobre entender o que significa talhar a madeira. O desafio será criar uma forma determinada a partir de um tronco (que, por sua vez, já contém uma forma especifica) num determinado período de tempo (5 dias de trabalho intensivo). O participante terá então que assimilar que o fazer de uma escultura talhada à mão requer sobretudo tempo e labor. 

Este workshop está dirigido aos interessados em conhecer e apreender o material dado (a madeira) e aos preocupados com a economia de meios como parte integrante do processo de trabalho. 

Esta proposta vem no seguimento do trabalho desenvolvido pela artista Claire da Santa Coloma, apresentado recentemente na Galeria 3+1 em Lisboa, na exposição, Guia Prático para fazer uma escultura básica em madeira

DATAS: de 1 a 7 de Maio

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

não querendo incomodar

por f., em 20.04.14

estou boquiaberta com o facto de um homem com pulseira electrónica que era suposta servir para não se aproximar da ex mulher ter ido ao encontro desta munido de caçadeira para a matar -- e matando a mãe dela e uma tia, ferindo a ex mulher e a filha, que terá conseguido salvar a mãe pondo-se à sua frente.

 

a pulseira electrónica serve para que, finalmente? é que não é a primeira vez que uma coisa destas sucede -- só este ano é mesmo a segunda. dizia, a propósito de outro caso ocorrido em março, a direcção-geral de reinserção e serviços prisionaisque que esse seria 'o único caso em que um agressor vigiado com pulseira electrónica tentou matar a ex-companheira.' mas reconhecia as limitações: 'do alerta até que a polícia chegue ao local demora tempo e muito pode acontecer nesse intervalo.' pois parece que muita coisa mesmo. inclusive matar duas pessoas e ferir outras duas e pôr-se em fuga -- até agora.

 

portanto, das duas uma: ou a pulseira electrónica da pessoa em questão está estragada (de outra forma deveria servir para o localizar) ou ele, como se lê hoje no dn (versão papel), a cortou antes de cometer os crimes. mas se a cortou isso não deveria ter determinado a sua imediata detenção? 

 

percebo que haja um tempo de resposta, mas só pode ser o razoável. das duas uma: ou a pulseira serve para evitar precisamente estes crimes que visa evitar ou não serve para nada e é preciso tomar outras medidas. é completamente inaceitável que se dê às vítimas a noção de que estão em segurança pela existência de uma medida de coacção que como se constata nada impede -- e parece-me óbvio que neste caso, como noutros, o estado português deve ser responsabilizado por não ter, como lhe competia, assegurado que um agressor identificado e submetido a uma medida restritiva estava realmente restringido na sua liberdade de matar.

 

e confesso que gostava de ver um pouco mais de indignação perante isto. 

 

nota: passaram quase 5 anos sobre a morte de manuela costa, um caso ainda mais pungente de responsabilidade do estado -- e no qual o estado fez de conta nada ser consigo

Autoria e outros dados (tags, etc)

"Ó Anibal tens cá disto?" | (faltam 5 dias para os 40 anos do 25 de Abril)

por Ana Vidigal, em 20.04.14

 

(é tão excitante a vida ali ao lado dos pastéis)

Autoria e outros dados (tags, etc)

«A Ditadura portuguesa, porque durou, porque acabou.» Faltam três dias. É já nos dias 22 e 23 de Abril. Na Fundação C. Gulbenkian

por Irene Pimentel, em 19.04.14


Entrada livre

22 e 23 de Abril de 2014, na Fundação Calouste Gulbenkian

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por Shyznogud, em 19.04.14

 

(clicar na imagem para ver o programa)

Autoria e outros dados (tags, etc)

"Ó Anibal tens cá disto?" | (faltam 6 dias para os 40 anos do 25 de Abril)

por Ana Vidigal, em 19.04.14

Autoria e outros dados (tags, etc)




Pesquisar

  Pesquisar no Blog


calendário

Abril 2014

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930


Comentários recentes

  • Ana Matos Pires

    Vamos fazer assim, João, informa-se, pergunta, elu...

  • Niamey

    O advogado até pode fazer o "pino de pés no chão" ...

  • Niamey

    há cenas que só despertam a simplória que há em mi...

  • joao m

    O dever do advogado é fazer tudo o que legalmente ...

  • f.

    se calhar é prá frente, sim. e lembro-m bem, vanes...


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2007
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D



Links

blogs

media


subscrever feeds