Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

 

 

Gonçalo Pires, no Trovas de Bandarra


29 comentários:
De cr a 25 de Junho de 2009 às 17:04
mas quem precisa de programas, essa coisa de papeladas chatas? podemos relançar as " conversas em família " e á noite adormecermos lentamente no calor do nosso (de cada um) sofá enquanto as palavritas desta senhora, se vão esfumando ao longe até desaparecerem completamente do nosso cérebro, no dia seguinte nova dose, e no outro, nova dose também e finalmente anestesiados podemos finalmente ascender ao reino dos " burros " esses simpáticos animaizinhos desmemoriados...


De O Principe a 25 de Junho de 2009 às 17:06
o problema aqui é a falta de renovação séria no PSD e PS, como podemos acreditar que quem governou Portugal nos últimos 35 anos e é responsável por esta situação de calamidade económica , agora nos vai tirar dela.....a não esquecer nos últimos 15 anos, 11 anos quem governou foi o PSD e 4 anos de Sócrates , eu não gosto de Sócrates e tem feito disparates imensos, mas sejemos sérios o PSD onde Manuela Ferreira Leite teve responsabilidades governativas não trás nada de novo.


De Pedro Almeida a 25 de Junho de 2009 às 20:04
Não sabia que o António Guterres tinha chefiado um governo do PSD.
Estamos sempre a aprender...

(bem sei que é dificil distinguir entre uns e outros)


De David Fernandes a 25 de Junho de 2009 às 23:43
Caro Pedro Almeida

Não se canse com a realidade; há pessoal que não se conforma com a realidade e não há nada a fazer.

Deixe lá 'O Principe' continuar a acreditar que "nos últimos 15 anos, 11 anos quem governou foi o PSD"; dá-lhe jeito a ele e aposto que, como essa "verdade", tem outras do género nas quais baseia o seu raciocínio.

Bem haja.


De joão a 25 de Junho de 2009 às 22:40
# XIII Governo Constitucional (1995-1999), PS, Guterres
# XIV Governo Constitucional (1999-2002), PS, Guterres
# XV Governo Constitucional (2002-2004), PSD, Barroso
# XVI Governo Constitucional (2004-2005), PSD, Santana
# XVII Governo Constitucional (2005- ), PS, Sócrates

De 1995 a 2009 vão 14 anos, 11 anos de PS, 3 anos de PSD.


De Anónimo a 25 de Junho de 2009 às 17:51
Muito bem. E para quando a entrevista imaginária a José Sócrates?


De Catarina Miranda a 25 de Junho de 2009 às 17:57
Porque não a faz o senhor, anónimo? Adorava ler.
E para quando fazermos aquilo que exigimos aos outros?

Está gira a entrevista imaginária à ferreira leite. No fundo tudo se resume a isto.


De Jairo Entrecosto a 26 de Junho de 2009 às 00:10
Vamos então à entrevista imaginária ao Sócras:

Pergunta:
Quando frequentava um curso de engenharia reconhecido pela Ordem dos Engenheiros, numa das melhores universidades públicas e que tem horário pós-laboral; qual a razão para ter mudado para uma universidade privada que se encontra a quinhentos metros de distância da primeira, cujo curso de engenharia não é reconhecido pela Ordem?
Resposta: Tenha tento na língua!

Pergunta:
Se a distribuição de computadores no programa Novas Oportunidades e no Ensino Secundário é feita ao abrigo das contrapartidas que os operadores que ganharam o concurso da terceira geração de redes móveis teriam de dar; qual a razão para os operadores não darem coisa alguma, mas lucrarem com os contratos de adesão por três anos à Internet, obrigatórios para quem recebe o computador, ligação essa que fica escandalosamente mais cara do que se for feita em qualquer outra modalidade fora dessa suposta "benesse" social?

Resposta:
Para além desses computadores também oferecemos Magalhães à luz de um contrato adjudicado de forma transparente e do qual não me pergunte mais nada. Trata-se do primeiro computador português e que mais ibero-americano não poderia ser porque desde logo se chama Magalhães. Quer comprar um? Todos os meus assessores usam-no, porque não precisam de mais e o Chavez até já deu uma cabeçada e uma dentada num e ele continuou a inteiro...


Pergunta:
O Keynes teorizou a intervenção do estado para resolver as ditas "crises"; num contexto de não moeda única, mercado fechado, contas públicas em ordem e investimentos que beneficiem as pequenas e médias empresas. Quando é que admite que não pesca nada de economia e que de Keynes só leu o artigo da wikipedia e o que repetem os jornaleiros ignorantes?

Resposta: Sabe, eu não me deixo derrotar pelas tempestades. E até gosto muito do cinzentismo de Cesário Verde, para além de que a liberdade de dar um murro termina no nariz do parceiro. Veja bem que nunca tive momentos favoráveis na minha governação, e luto por uma país mais justo e mais pobre...pe..perdão, eu não sou dos que acham que o casamento serve para procriar, assim é que é!

Pergunta:
O senhor gaba-se de ter investido 1% do orçamento de estado em investigação científica, mas como não resolveu o problema do facilitismo no ensino básico e secundário, antes agravou-o, não acha que essa medida equivale a investir em centros de alto rendimento para modalidades desportivas, quando a maioria da população não tem campos nem ginásios para praticar desporto, o que faz com os que cheguem aos centros de alto rendimento, mesmo sendo os melhores, não são tão bons como poderiam ser se a fasquia e exigência geral fossem mais elevadas?
Resposta: Só me arrependo de não ter investido mais em cultura.

Pergunta: Temos meio milhão de desempregados. O que tem a dizer a essas pessoas?
Resposta: A culpa é da crise, até 2007 já tinha criado 123 mil empregos com os meus superpoderes socialistas que controlavam a economia de mercado.
Estou muito contente comigo mesmo.


Perguntas:
Aqui há tempos o ministério da educação propôs aos pais de umas crianças portuguesas a participação destas num video promocional da tutela. Os pais concordaram mas as imagens das crianças acabaram num tempo de antena do Partido Socialista, onde se ouvia, entre outras coisas, "O Magalhães é o meu melhor amigo".
O senhor apresentou as desculpas por escrito quando percebeu que deu barraca.
Como é que sabia as moradas das pessoas?
Acha que algo tão grave como a utilização de um espaço público como é a escola, e a imagem de crianças para fins de um partido, sem o consentimento dos pais das mesmas, resolve-se com um pedido de desculpas e já está?
Que raio de socialismo é esse que promove seres humanos em idade de crescimento a dizerem que o seu melhor amigo é uma máquina?

Resposta:
Mas porque é que me faz essa pergunta?
Eu vejo bem onde quer chegar.
Está a tentar chamar o assunto do Fripór à discussão, eu percebo-o...




De Catarina Miranda a 26 de Junho de 2009 às 13:23
Acho que os leitores se recusam a ler perguntas tão compridas. Quando chega ao final de cada uma, nem o entrevistado se recorda já como começou.

Acredito que o pm lhe respondeu de forma a despachar-se de tanta tralha.

acho que o senhor quando entrevista um governante, qualquer que ele seja, tem de "encostá-lo à parede" e não adormecê-lo.


De Jairo Entrecosto a 26 de Junho de 2009 às 15:56
Está enganada, primeiro dá-se linha e depois puxa-se, antes de escanhoar, é necessário algum sabão.
De resto, uma entrevista é um exercício que exige algum rigor nas perguntas.
Claro que a senhora deve estar limitada a informar-se através do jornal O Crime e adormece à primeira pergunta que envolva mais de dois verbos.

E apreciei que tenha perdido tempo a ler a entrevista que partilhei, com o bónus de ainda ter comentado aquilo que tem como "tralha".

Mas não quero deixar de a satisfazer. Vamos lá a "encostar o homem à parede", se é que já não o fiz anteriormente, e desta vez de forma mais explicadinha para a senhora perceber o que está em causa. Fiquemo-nos pela primeira questão, o curso do Sócras; disposta em várias perguntinhas, para lhe facilitar a compreensão:

Pergunta:
Porque mudou do curso de engenharia do ISELl para o da Independente?

Resposta:
Queria estudar em regime pós laboral no período nocturno.

Pergunta:
Mas o ISEL também tem regime pós-laboral em período nocturno. Qual foi a verdadeira razão?

Resposta:
A distância.

Pergunta:
Mas o ISEL fica a meros quinhentos metros da Universidade Independente. Qual foi a verdadeira razão?

Resposta:
Por causa da qualidade do Ensino.

Pergunta:
Mas os cursos do ISEL são reconhecidos pela Ordem dos Engenheiros e os da Independente não.Qual foi a verdadeira razão?

Resposta: Tenho tento na língua!

Quando perceber, avise que depois eu explico-lhe as outras.

E leve mais um comprida como brinde:

Senhor Engenheiro Técnico Sócras, quem pesquise o que o senhor disse há dez anos sobre a necessidade e benefícios da construção de dez estádios de futebol, para a nossa economia futura, não pode deixar de encontrar assustadoras semelhanças com a sua actual fé em mais obras faraónicas.
Sabendo-se no que resultou a brincadeira dos dez estádios e o quanto beneficiámos com eles, fica a questão:
Os países mais modernos também têm programas de investigação espacial. Não acha que já é hora de acompanharmos o progresso; e que depois dos estádios desportivos, dos comboios, aeroportos e pontes de última geração, só ficará a faltar um foguetão ou vaivém português para o socialismo se concretizar e a Educação e Formação das Pessoas, bem como o Interior do país e o respectivo futuro desta piolheira que se lixem?

Resposta:
Bem-visto. Realmente, eu nunca achei que as gerações anteriores tivessem feito demais pela minha. Sabe quem foi o Keynes? É um tipo porreiro que me foi apresentado pelo Malhador ontem à noite....









De Rui Herbon a 25 de Junho de 2009 às 17:57
Não está disponível. Foi para a Wonderland gravar o novo filme de Tim Burton. No papel de Alice, claro.


De Catarina Miranda a 25 de Junho de 2009 às 18:09
Não invejo o cargo de primeiro-ministro seja de onde fôr.
Ter de levar com estas cenas todas, tentar governar e passar uns domingos horríveis em inaugurações e em salas com luzes fluorescentes.
No nosso caso, não dei por mim a votar no José Sócrates até agora. Mas estes ataques pessoais e os ataques parlamentares quase me mudam a intenção de voto. Quase.
O homem está nitidamente cansado...daqui a pouco admite uma culpa que não tem ou nunca teve só para se libertar do cargo e, no entanto, formam-se a cada esquina, novos pelotões de fuzilamento. Como se quisessem abater gratuitamente um animal cansado.
Ossos do oficio.
Se o pm se safar desta, deve safar-se do resto.
Contra todas as minhas expectativas, desejo-lhe boa sorte seja já no que fôr.
Também não invejo o cargo ocupado pela Manuela Ferreira Leite cuja essência, mais uma vez, reside nesta entrevista imaginária do Gonçalo Pires.


De josé serra a 25 de Junho de 2009 às 19:30
chego quase a ter pena dele, coitadinho. e o seu maternalismo, catarina, é confrangedor.


De Catarina Miranda a 26 de Junho de 2009 às 09:54
o senhor pm tem idade para ser meu pai. Era mais uma coisa filial.
A minha cena é sempre ser demasiado filha.


De josé serra a 26 de Junho de 2009 às 10:21
ok, aceito essa cena do demasiado filial... mas não me parece que o PM precise que lhe passem a mão pela cabeça...

a vida política ainda é a melhor maneira (mais civilizada) para gerir a conflitualidade inata do viver em sociedade... se ele não tem estaleca tem alternativas. por exemplo, ir-se embora.

dito isto, catarina, não transformemos o homem em vítima: para além de ter o seu percurso académico todo engatilhado e confuso, e os seus projectos roçarem a parolice, ainda tem histórias mal contadas em áreas como freeport e a história do apartamento da mãe...

acha que precisa de alguém para lhe fazer de mãe? não me parece: ele safa-se muito bem!


De Catarina Miranda a 26 de Junho de 2009 às 13:16
Era o que lhe tentava dizer com a cena do filial.
o sentimento de filha tem tendência para perdoar as "distracções" do papá.

Repare, estou de acordo com o que diz.
Se ler bem o meu comentário verá que eu faço questão de manter a distância mesmo na intenção de voto.
O que quis dizer sobretudo e talvez não tenha ficado claro, é que tanto ataque ao PM até pode funcionar a favor dele.
Foi um comentário genuíno mesmo nalguma ironia que contém.

Fazer de mãe?
Eu?
De um homem?

Se fizesse de mãe seria da manuela ferreira leite quanto muito garanto-lhe.
Nunca tive feitio maternal com um homem. NOT.

De um homem só fui filha e neta e faço questão de me manter assim.

O pm safa-se muito bem? O senhor é que talvez esteja a ser paternal com ele não lhe parece?
Pelos vistos tem-o em grande conta, pareceu-me.



De "David Fernandes a 25 de Junho de 2009 às 23:47
"O homem está nitidamente cansado...daqui a pouco admite uma culpa que não tem ou nunca teve só para se libertar do cargo"

Catarina: muito bem visto.


De jorge c. a 25 de Junho de 2009 às 19:18
João Galamba,

o endividamento não é uma brincadeira de crianças. Eu vi a entrevista toda, não sei se viu. E na entrevista que eu vi não ouvi ninguém dizer que era contra o TGV e muito menos contra o aeroporto. Tenho o João como uma pessoa rigorosa.
Noutro plano, também o governo decidiu tomar medidas de grande relevância em relação às PME's porque se apercebeu da sua importância. O João e o seu amigo ainda vão a tempo. O que MFL discutiu ontem na entrevista foi a forma de as apoiar. A forma, João. As PME's, o emprego e desemprego gerado por elas e as suas dificuldades são uma realidade.
Na questão fiscal, nem me pronuncio. Talvez o João goste de ser enganado. Bom proveito. Eu, pelo menos, não gosto.
Quanto ao resto, são questões de pouca relevância e que certamente irão ser bem exploradas por vocês que estão do lado do marketing e que vivem da imagem e da aparência. Gente gira e jovem e dinâmica. Nada contra.


De Tiago Moreira Ramalho a 25 de Junho de 2009 às 19:41
Honestamente, não percebi o objectivo. Estarei apanhado pelo sol?


De Nuno Gaspar a 25 de Junho de 2009 às 19:44
Se esta entrevista passa da imaginação à realidade votarei MFL.


De ingénua curiosa a 25 de Junho de 2009 às 20:30
Estou ansioso para ver o diálogo que o João Galamba vai imaginar com os tipos da PT a falarem com o primeiro.ministro.


De oops a 25 de Junho de 2009 às 20:48
Parece que no fundo, ninguém viu a entrevista, porque senão saberiam que a entrevista não é imaginária. A senhora respondeu EXACTAMENTE aquelas palavras. Assim, e isto sim é confrangedor, conseguiu passar a imagem de um velho psd que diz invariavelmente as mesmas coisas, arranjando contra-bandeiras no mínimo deslocadas. Vamos, oposição, em frente!

P.S. por oposição refiro-me àqueles que não fazem parte do bipartidarismo governamental das últimas décadas.


De aorta a 25 de Junho de 2009 às 21:28
eu, que sempre votei ps e que até votei no engenheiro, não consigo voltar a votar no mesmo senhor. tenho pena. imensa pena. mas vou votar em branco.


De Nuno Gaspar a 25 de Junho de 2009 às 22:10
Se a entrevista foi exactamente assim, estou completamente de acordo. Votarei em MFL ou quem me disser coisas semelhantes.


De oops a 26 de Junho de 2009 às 01:42
Ah ca Burrro!


De Catarina Miranda a 26 de Junho de 2009 às 09:48
olhá minha oops. é tão linda. muito espertinha. tenho saudadinhas tuas oops tonta :)


De Nuno a 26 de Junho de 2009 às 12:28
Vota pois em quem lhe diz vacuidades! Então votará sem dúvida nesta alminha e tb no lider da oposição qdo ele se candidatar a um 2º mandato para Belém!
Qto a mim, para as legislativas, voto em quem me disser o que faria diferente ou melhor que este governo. Não acredito q haja melhor alternativa, pelo menos MFL está a provar que é simplesmente do contra não se constituindo como alternativa credível!
Acho que já todos vimos do que MFL é capaz: de mto pouco! Quem a ouve a dizer q a consolidação se faz pela despesa poderia ter-lhe perguntado então como faria, onde cortaria a despesa, e pq não o fez qd lá esteve de 2002 a 2004? Aliás pq é q aí o déficit disparou para 7%!


De David Fernandes a 26 de Junho de 2009 às 14:28
"e pq não o fez qd lá esteve de 2002 a 2004? Aliás pq é q aí o déficit disparou para 7%!"?!?!?!

Talvez porque foi entre 2002 e 2004?!?! Não???


De David Fernandes a 25 de Junho de 2009 às 23:51
O vosso esforço é louvável; tudo indica que inglório mas louvável; confesso que as minhas visitas aqui ao vosso espaço são em busca de inspiração. O jugular é um poço de perseverança.


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