Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Dificilmente haverá qualquer eleição, na qual a Casa Branca tenha um interesse significativo, em que a derrota eleitoral do candidato pró EUA não seja denunciada como ilegítima por todos os políticos e mass media da elite (...) As eleições concluídas a 12 de Junho de 2009 no Irão são um caso clássico. O candidato à reeleição, o nacionalista-populista presidente Mahmoud Ahmadinejad (MA) recebeu 63,3% da votação (ou 24,5 milhões de votos), ao passo que o principal candidato da oposição liberal, apoiado pelo Ocidente, Hossein Mousavi (HM) recebeu 34,2% (ou 13,2 milhões de votos).
Resistir.info
Dizem-nos que houve fraude eleitoral. Também nos disseram que havia armas de destruição em massa no Iraque. E genocídio nos Balcãs. E que os fundamentos das economias eram «sólidos». Porque havemos de acreditar neles? Também na Venezuela foram capazes de pôr milhares na rua (sobretudo das classes médio-altas) a exigir o derrube «do ditador» que tem ganho legitimamente eleição após eleição (com o voto popular).
Avante
Esta (suposta) esquerda continua a não ter um pingo de vergonha: instrumentalizam a luta pela liberdade em favor da sua visão de mundo maniqueísta. Nesta narrativa só há lugar para uma forma de mal: o imperialismo do grande capital liderado pelos EUA. Isto diz tudo sobre a sanidade e, se dúvidas houvesse, sobre as credenciais democráticas desta gente.
De nuvens de fumo a 26 de Junho de 2009 às 17:20
é o delírio completo.
De aorta a 26 de Junho de 2009 às 18:10
para estes gajos as democracias esgotam-se no momento do voto. será que eles nunca ouviram falar de democracias totalitárias? será que estes gajos nunca leram rousseau? ou será que leram e gostaram?
o bom da democracia não está no governo da maioria. o bom na democracia está em não serem sempre os mesmos a mandar, ou seja, na rotatividade. se não serve, vai com os porcos. venha outro.
estes comunas mostram ser aquilo que sempre foram: inimigos convictos da liberdade.
colectivismo nunca mais!
De Nuno Palha a 26 de Junho de 2009 às 21:45
Concordo a 100%!
Uma pessoa pode ser de esquerda e ter vergonha de ser associada a este tipo de opiniões.
A tal "(suposta) esquerda" presta un serviço crítico mais útil que o seu habitual cabotinismo pra consumo interno. Mais interessante do que examinar o que diz o Avante seria que o senhor fosse informar-se um bocadinho sobre a história do tal suposto democrata Mousavi, o tal que reclamou um défice democrático no processo eleitoral mas apenas depois de ter perdido as eleições, já que aceitou ir a votos não obstante o afastamento mais que duvidoso de outros candidatos eleitorais.
É lamentável (e digo-o ainda mais sabendo que blogues como este estão sujeitos a ser citados em jornais e a fornecer material para a formação da opinião pública) ver onde chega a desinformação.
Aqui como ali, no Irão, aprojectar uma imagem fresca e ocidental e ter uma base de apoio numa classe media aposentada e blogger parece ser a prova maior de integridade democrática. É falso, ali como aqui. Há 20 anos, se calhar o senhor Galamba seria lacaio de outros poderes e consideraria o então primeiro ministro timoneiro da república Iraniana na guerra contra o Iraque e tirânico executivo de administração interna. O tal que agora defende, misturando Obama, anti-americanismo e ódio anti-comunista, tudo no mesmo saco. Não sabe do que fala mas assume-o como cruzada pessoal igualmente. E ouvem-no, isso é que é o pior.
Disclaimer: nao sou nem nunca fui do PCP nem do Bloco de Esquerda e não subscrevo (porque nem sequer li a fundo) os textos citados. Nem sequer vivo em Portugal. Isto para evitar de entrada que faça o que tem feito com os seus críticos: classificá-los de filhos da puta sem escrúpulos e metê-los num saco com uma foice e um martelo.
De aorta a 27 de Junho de 2009 às 13:03
"nao sou nem nunca fui do PCP nem do Bloco de Esquerda"
mas ainda vai a tempo. assim como assim, mais martelo menos martelo, mais foice menos foice, mais filho da puta menos filho da puta, ninguém vai notar.
é de sentido comum não aproveitar os efeitos do aparato repressivo de Ahmadinejad para branquear Mousavi, ignorando que o que se está a passar no Irão é uma luta de poder entre dois cabecilhas, com duas facções internacionais a fomentar a discórdia por uma disputa de de poder e gasodutos.
totalitarismo é classificar os que se recusam a defender um em prol do outro como filho da puta. rica democracia a sua, aorta. como a do sr. Galamba, da jugular. musculada, de e para ignorantes.
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