Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Hoje tivemos direito a várias versões de MFL:

 

1- A versão "fui mal interpretada, até pelo meu partido" (rasgar, ninguém vai rasgar nada")

 

2- A versão "a minha referência política é a Helena Roseta" ("fazer transformações profundas, mas nunca em agressão às pessoas, nunca criando crispação na sociedade portuguesa, sempre em colaboração com as pessoas, om aquele consenso que é necessário para se fazerem transformações")

 

3- A versão "reconheço que usei slogans demagógicos" ("rasgar é uma palavra que não tem sentido assim em pormenor")

 

4-A versão "eu é que vou pôr em prática as excelentes propostas do PS"  ("Não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou que tenha criticado sequer". "Critico que a maioria delas não tenha passado de anúncio, isso sim. Se as medidas que o engenheiro Sócrates anunciou tivessem execução na prática o país não estaria como está".  

 

 


13 comentários:
De ribeiro a 9 de Julho de 2009 às 20:50
Este metodo faz parte da genese do psd. Mentir e aldabrar faz parte do seu argumentario diaria ao longo dos anos. Ou seja, o que ontem era mentira, hoje é verdade, assim como o inverso é verdadeiro

Um partido que ao longo do tempo vão surgindo nomes de dirigentes aliados a factos de corrupção, vigarisse e compadrio, não tem credibilidade em nada muito menos governar. O propriio presidente não foge dessa vigarisse... com as suas ligações à SNL.


De nuvens de fumo a 9 de Julho de 2009 às 20:56
Assim é impossível de lhe ganhar , está em todas as posições possíveis, é como jogar contra deus. Quando se chega à meta já lá estava desde a partida.

Tem é que se elaborar um dicionário para a campanha

Grande Dicionário do Contorcionismo Retórico
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MFL / Realidade
Realidade / MFL.
Com prefácio de JPP da Maquiavel e Marmelim, também disponível em DVD e cassete pirata.











De Rui Herbon a 9 de Julho de 2009 às 21:08
As mudanças intermitentes de opinião, como alguém que se dirige alternadamente para diversas miragens, são em geral o sintoma de quem vive num deserto de ideias.


De zangado a 9 de Julho de 2009 às 21:18
Manuela Ferreira Leite não é tão diferente de Sócrates como pretende fazer passar.
Ambos são centralistas, defensores de elevados investimentos na região de Lisboa e contra a regionalização, no que são acompanhados por Pacheco Pereira e muitos dos dirigentes dos seus partidos que, assim, procuram garantir os actuais ou futuros empregos. Se prestarmos atenção, poderemos observar a constante mudança de lugares de muitos políticos: de deputados a presidentes de câmara, de lugares em empresas municipais a acessores de deputados e presidentes de municípios, é uma vergonha os milhares de indivíduos dos dois sexos que vivem à custa do dinheiro dos contribuintes num país em crise. O exemplo deve vir de cima, mas, nos dois partidos tal não acontece.
Perante este cenário e a corrida aos lugares elegíveis que se adivinha, nas legislativas e nas autárquicas, já começou a distribuição de candidatos lisboetas por outros círculos eleitorais, como aconteceu com Ribeiro e Castro que é uma afronta ser indicado como cabeça de lista pelo Porto. Pensava que Paulo Portas era mais inteligente.
Se a ideia de quem concorrer a uma câmara não poder concorrer a deputado seguir em frente apesar da oposição já manifestada por Sandra Sanfona , candidata à Câmara de Alcobaça e outros, é uma notícia positiva, será que continuará a vergonha das sucessivas substituições de deputados, conforme as suas conveniências pessoais ou dos partidos?
Hoje um político está numa empresa municipal, depois aparece na Assembléia da República e depois sei lá onde. É assim que querem credibilizar os políticos? Já não basta querermos escolher um bom candidato à Cãmara do Porto e não termos nenhum, devido aos partidos porem os seus interesses acima dos interesses dos cidadãos. E ainda chamam a este regime "democracia"!


De Criatura da Noite a 9 de Julho de 2009 às 22:09
Definitivamente, começa a ser difícil os portugueses entenderem Ferreira Leite, sobretudo, quando a líder da oposição decide aplaudir, depois de criticar, as medidas apresentadas pelo Governo.


De atom a 9 de Julho de 2009 às 23:55
É preciso esconder a D. Manuela e evitar que ela abra a boca até às eleições. Senão sai asneira ou entra mosca. Nem a melhor equipa de contenção de danos tem capacidade para branquear os dislates da Senhora, se a deixam à solta.



De Carlos Narciso a 10 de Julho de 2009 às 00:13
Realmente, essa senhora não tem mesmo jeito para a política. Nem é preciso que o S´crates se esforce para realçar essa faceta dela... ela própria se encarrega disso calmamente e livra o adversário do odioso da questão.


De Carlos Azevedo a 10 de Julho de 2009 às 00:19
Fossem MFL e Sócrates como a Helena Roseta...


De aviador a 10 de Julho de 2009 às 01:05
A minha referência politica é LAURINDA ALVES.

Penso que assim fica bem melhor!


De José Barros a 10 de Julho de 2009 às 02:32
No mesmo dia em que se conhecem as declarações desastradas de Ferreira Leite, também temos direito a uma declaração insólita do Primeiro-Ministro que, por certo, o João Galamba, com a sua independência, não deixará de criticar, gozar e até achincalhar:

" Este 4 anos de governo foram uma tempestade perfeita". Pois foram; trata-se agora de afastar o manda-chuvas e trazer alguém para o governo que nos assegure a bonança.


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