A relação que encontro entre ambas as notícias pode ser encontrada num artigo de Paul Ames no Global Post, reproduzido pela Reuters, intitulado «Has Portugal solved the electric car problem?» O artigo, que refere o grande investimento do governo Sócrates em energias alternativas, descreve igualmente o plano arrojado que pretende evitar que estes carros eléctricos sofram o destino dos seus antecessores, descrito num documentário de 2006 - que conta a história da «morte» dos carros eléctricos nos Estados Unidos, nomeadamente do General Motors EV1 (ou do Ford Ranger EV, ou do Honda EV Plus e do Toyota RAV4 EV). E o que matou o carro eléctrico foi a inexistência de uma rede de abastecimento de base eléctrica.
De ??? a 4 de Agosto de 2009 às 08:41
Muito lindo mas:
A electricidade para os abastecer é produzida como?
As baterias duram quantos anos e custam quanto?
Como vai colocar tomadas de abastecimento nas garagens dos prédios onde as pessoas vivem?
Como faz Lisboa-Algarve com um carro desses?
De NMCAF a 4 de Agosto de 2009 às 10:10
Respostas:
- energias renováveis, sobretudo eólica: a recarga das baterias será efectuada sobretudo à noite, período em que já existe sobrecapacidade instalada e se desligam parcialmente parques eólicos porque não existe consumo suficiente;
- compare os custos de manutenção com um carro típico e depois falamos;
- legislação que já se encontra na calha que vai obrigar novos edifícios a terem tomadas;
- autocarro, comboio, como achar mais confortável.
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 10:38
"legislação que já se encontra na calha que vai obrigar novos edifícios a terem tomadas;"
Uau... está encontrada a solução. Agora só falta encontrar forma de ter os carros junto às tomadas durante o tempo necessário para carregar as baterias.
E claro, deitar abaixo os edifícios antigos, o que deve ser coisa fácil.
De aorta a 4 de Agosto de 2009 às 10:51
a EDP por exemplo já deu início à sua rede WattDrive. neste momento os postos existentes são poucos (conheço um em blém e outro na estrela).
mas a ideia é que estes postos de carregamento existam em todo o lado. com o tempo havemos de chegar lá.
> A electricidade para os abastecer é produzida como?
Por centrais nucleares (nos proximos anos por fissao, de uranio, espera-se que sejam desenvolvidas centrais de fusao, usando deuterio).
> As baterias duram quantos anos e custam quanto?
As baterias sao alugadas, por um valor mensal 100/200 EUR.
> Como vai colocar tomadas de abastecimento nas garagens dos prédios onde as pessoas vivem?
Esse e' o menor problema! Nao e' dificil instalar caixas trifasicas de carregamento rapido de baterias.
> Como se faz Lisboa-Algarve com um carro desses?
Por agora, cada carregamento permite 150Km. Fazendo as contas, dois carregamentos na viagem permitem 150+2*150=450Km.
Um sistema trifasico pemite carregar as baterias em 20 minutos. Para uma velocidade media de 100Km/h e dois carregamentos, a viagem de 400Km faz-se em 4H40 o que e' perfeitamente aceitavel (face a' alternativa de simplesmente ... nao ir!).
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 10:40
"Como vai colocar tomadas de abastecimento nas garagens dos prédios onde as pessoas vivem?Esse e' o menor problema! Nao e' dificil instalar caixas trifasicas de carregamento rapido de baterias."
Pormenores:
1) Fácil, em termos técnicos, sim. Já em termos práticos gostava de ver discutir isso em alguns dos prédios que administro...
2) Giro, giro, é instalar nos prédios sem garagem..
De EMS a 4 de Agosto de 2009 às 11:13
Estou mesmo a imaginar como seriam em 1909 as conversas sobre a falta de bombas de gasolina e a grande dificuldade de instalação das mesmas.
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 11:51
"Estou mesmo a imaginar como seriam em 1909 as conversas sobre a falta de bombas de gasolina e a grande dificuldade de instalação das mesmas."
Se calhar está a esquecer-se da quantidade de "boas" ideias que foram ficando pelo caminho porque na prática não eram assim tão boas.
> 1) Fácil, em termos técnicos, sim. Já em termos práticos gostava de ver discutir isso em alguns dos prédios que administro...
Passou-se da discussao tecnica para o debate como a sociedade do Burgo adora complicar as coisas. :-(
2) Giro, giro, é instalar nos prédios sem garagem..
Ja' existem alguns postos em Lisboa, que nao ocupam espaco maior que uma vulgar cabine telefonica ou um painel publicitario!
A mobilidade e' um bem tal precioso, e' apenas esse o topico central de debate. Tal como no football, os carregadores de bateria levam 'as discussoes tipicas dos portugueses de adoram passar o tempo a falar de garganta.
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 14:11
"Passou-se da discussao tecnica para o debate como a sociedade do Burgo adora complicar as coisas. :-("
É, não é ? Experimente administrar condomínios e vai perceber as implicações deste tipo de coisa.
Falar de alto é fácil, os detalhes é que estragam tudo..
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 14:15
"Ja' existem alguns postos em Lisboa, que nao ocupam espaco maior que uma vulgar cabine telefonica ou um painel publicitario!"
Certo. Agora calcule o nº de prédios sem garagem, estabeleça a uma média de 20 fracções por edifício, a 2 carros por fracção, e faça as contas aos pontos de abastecimento necessários.
Lá está, os pormenores... não basta dizer que se vai criar uma rede - essa rede tem que ser no mínimo tão cómoda como a das gasolineiras...
De ??? a 4 de Agosto de 2009 às 12:15
Eu não lhe perguntei se eram alugadas,mas pronto, como as baterias de lítio perdem cerca de 20% da sua capacidade por ano, vamos admitir que se imponha como limite de utilização metade? Ou seja, quando tiver um carro que só dê para 75 km troca de bateria, ou seja, troca em três anos e tal. Segundo as suas contas, para o alugador de baterias não ter prejuízo é porque elas custam quanto? 600, mil euros? Pois, fazer contas é uma chatice...
De M. Abrantes a 4 de Agosto de 2009 às 10:42
A politiquice é mesmo assim. Basta apertar-lhe a mão uma vez para tudo aquilo em que se toca ficar a cheirar a ela.
De aorta a 4 de Agosto de 2009 às 11:39
palmira, este é outro assunto. mas merece um comentário/post dos seus. http://ow.ly/iYsI
oh, my. aquela coisa sinistra é mesmo verdade??? eu ainda não estou de férias e tenho tido montes de coisas para fazer mas uma anormalidade daquelas merece certamente um post...
De manuela a 4 de Agosto de 2009 às 11:47
ainda só começou e já os velhos do Restelo bramam contra...assim é muito difícil...!!!
De ??? a 4 de Agosto de 2009 às 11:50
Ah é fácil? Portanto tudo depende de instalar mais tomadas na garagem colectiva do prédio. Há uma série de coisas que não interessam:
-Não interessa que a rede de cabos instalada na garagem aquando da sua construção esteja dimensionada para uma determinada potência e se multiplique por dez esse valor. É o caso da minha garagem, tem 2 tomadas e lugar para trinta veículos. Mas isso não interessa nada.
-Não interessa que seja preciso instalar trinta contadores de electricidade para que cada um pague o que gasta e que se paga à EDP uma taxa mensal por cada contador. Isso também não interessa nada.
- Quando se fala de custo de electricidade e de gasolina nunca se diz que a electricidade está sujeita apenas a IVA a 5% e a gasolina a 205 além do imposto sobre produtos petrolíferos, ou seja, cerca de 70% do seu preço são impostos. Claro que se toda a gente optar por carro eléctrico essa receita desaparece e terá de ser compensada por outros impostos, ou seja por toda a gente independentemente de andar de carro ou não. Mas isso não interessa nada.
Ao comentador NCMAF- você naão sabe mesmo do que fala, não é? Todavia fala. Então desligam-se os parques eólicos que gastam...vento e mantêm-se as centrais a gás que gastam produtos importados. ´Porquê? Tem a certeza? A EDP não é obrigada a comprar toda a energia produzida pelas eólicas e a um custo fixo?
>É o caso da minha garagem, tem 2 tomadas e lugar para trinta veículos. Mas isso não interessa nada.
E qual e' o problema, alem do reforco da rede, de instalar mais 28 tomadas monofasicas 220V/10A? As baterias de 24KWh do Nissan Leaf seria carregados em 24KWh/2.2KW=10 horas.
Mania que o portugues tem de complicar!
>Não interessa que seja preciso instalar trinta contadores de electricidade para que cada um pague o que gasta
Numa epoca em que o cartao multibanco e a via verde sao extensivamente usados, ainda continua amarrado aos contadores individuais?
Uma vez que a rede da garagem tem de ser reforcada (idealmente instalando os cabos em calhas), com uma pequeno esforco de imaginacao e de engenharia pode ser instalado um painel activado por cartoes com chip, para debitar o consumo.
>a electricidade está sujeita apenas a IVA a 5% e a gasolina a 205 além do imposto sobre produtos petrolíferos, ou seja, cerca de 70% do seu preço são impostos
Isso depende do modelo de sociedade!
Em Portugal prefere-se ter um Estado a consumir 50% da riqueza. Paga-se os olhos da cara em impostos (os que pagam :-)) para ter 370 mil com rendimento garantido, propinas universitarias a 10% do custo (aprox 1K EUR/ano) e consultas medicas a preco simbolico (estilo 3 EUR),...
Nos EUA a gasolina e' mais barata, mas as propinas sao elevadas (estilo 15K EUR/ano) e os seguros de saude sao brutais.
> EDP não é obrigada a comprar toda a energia produzida pelas eólicas e a um custo fixo?
O maior problema e' a baixa fiabilidade do vento, que faz com que as eolicas nao possam representar mais de 10% da geracao.
Fazendo contas por alto, admitamos 4M de automoveis electricos a andar diariamente 150Km. Assim, os automoveis teriam uma carga diaria de 24MWh e a energia electrica diaria total consumida seria de 96 GWh.
Tipicamente, uma central atomica tem uma potencia de 1600 MWe, ou seja gera diariamente 38GWh. Desconheco o tempo util de funcionamente de uma central atomica (obviamente nao pode estar a trabalhar permanentemente), bem como a eficiencia no transporte de energia. Considerando um valor global de 50%, teriamos de construir 4 centrais nucleares.
De ??? a 4 de Agosto de 2009 às 17:12
É só mudar um cabo previsto para 16 Amperes para outro de 300, ou seja meter pela parede, do quadro de entrada até às caves das garagens um cabo de 300 mm2 pelo orifício previsto para 2,5 mm2, coisa fácil... Ah,o quadro de entrada também tem de ser mudado. Ah, o cabo da EDP também.
É tudo muito fácil e é só fazer uma reunião de condomínio e dizer" Vou comprar um carro eléctrico portanto está tudo a dar 300 euros para o condomínio para eu ter electricidade na garagem.
De nuvens de fumo a 4 de Agosto de 2009 às 17:20
O PPL dos descobrimentos tinha de ser diferente, esta gente não tinha saído de Lisboa 
De ??? a 4 de Agosto de 2009 às 17:34
O "PPL dos Descobrimentos" foi de caravela, não quis ir de avião ou dirigível.
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 17:35
Ou isso, ou não tinham direito a discutir as decisões dos manda-chuvas..
P.S- Se está tão confiante, sugiro que invista o seu capital para apoiar o projecto. Umas acçõezitas da Nissan, p.ex.
De EMS a 4 de Agosto de 2009 às 18:07
Nem é preciso ir á epoca dos descobrimentos.
Ainda andariamos com candeias de azeite se os nosso avozinhos fossem como esta gente que faz um bicho de sete cabeças por cada metro de cabo que se tem de enfiar numa parede ou por cada contador electrico que se instala num predio.
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 18:21
Claro. Já gente como você não se preocupa com essas dificuldadezitas. Claro que quando lhe tocar ser obrigada a fazer obras no seu prédio para instalar um sistema que potencialmente estará obsoleto num abrir e piscar de olhos, aí falamos.
De ??? a 4 de Agosto de 2009 às 12:01
Outra coisinha sem importância. As baterias dão para 150 KM novas. Quando perderem um terço da sua capacidade, ou seja, passado 2 anos de uso ou menos , dão para 100km.
Enfim, mais uma coisa de encher o olho mas ainda sem rela aplicação.
Se falassem de carros híbridos estava muito bem. Assim é apontar à Lua e acabar por não chegar ao fim da rua.
De formerly known as a 4 de Agosto de 2009 às 12:30
Very funny. Assim se percebe porque é que Portugal nunca foi à Lua. Estou mesmo a ver os milhares de problemas e a "impossibilidade" de tal feito. Muita gente continua, certamente (e continuará durante muitos anos) a pensar como é que é possível meter uma sardinha dentro da lata. Alguém que registe a patente do sempre eterno lema nacional: "No, we can't!".
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 15:39
"Very funny. Assim se percebe porque é que Portugal nunca foi à Lua. Estou mesmo a ver os milhares de problemas e a "impossibilidade" de tal feito"
Genial. Chato mesmo é quando um gajo empenha um País para perseguir um projecto que não é, nem de perto nem de longe, de sucesso garantido.
Basta que os carros eléctricos não vinguem (ou que seja adoptado outro esquema de funcionamento...) para ficarmos com um belíssimo parque de elefantes brancos.
Como exemplo da capacidade de previsão do Estado, sugiro que tente utilizar um quiosque Infocid (era assim que se chamava aquela geringonça que nos ia permitir o acesso à Net...) nos CTT.
De formerly known as a 4 de Agosto de 2009 às 17:06
De acordo. Mas uma coisa, não sei se concorda, é manter cautelas, cepticismo saudável e não embandeirar em arco ou cair em deslumbramentos (coisa endémica em Portugal, como sabe), outra é dizer, ab ovo, que é um disparate, que não dá porque a bateria não chega para eu ir a Albufeira dar um mergulho ou porque o meu prédio não aguenta trifásico. Só falta perguntar como serão as fichas, se triplas, se duplas, se vou ter que comprar uma nova, e quem a paga. Talvez seja melhor, de facto, mantermo-nos todos a esfumaçar a diesel e a acelerar à custa das octanas, k'salixe para não dizer outra coisa...
De ??? a 4 de Agosto de 2009 às 17:20
Meu caro, o que também não se pode é dizer "Isso é um pormenor. Isso é um pormenor" e desvalorizar todas as dificuldades só porque se quer embandeirar em arco. São todas estas pequenas dificuldades que vão fazer que estes carros não se implantem.
Repito, carros híbridos sim, apesar de ainda se estar no embrião. Carros eléctricos é treta para se fazer campanha eleitoral.
De nuvens de fumo a 4 de Agosto de 2009 às 17:17
Já se formos aos privados o cenário de adivinhação é só sucessos, basta ver a industria nacional
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 17:31
"Já se formos aos privados o cenário de adivinhação é só sucessos, "
Enquanto os privados gastarem o dinheiro deles, no problem. Assumem os riscos, recolhem os ganhos ou os prejuízos, simples.
Agora, gastar o meu e o seu dinheiro para um projecto que futuro duvidoso, aí já me chateia, e dá-me o direito de explicar que o Diabo está nos detalhes..
Quer ver: sim senhor, 20 minutos para carregar parece pouco, mas um depósito de gasolina atesta-se em 90/120 segundos e dá-nos 4 ou 5 vezes a autonomia de uma bateria. 20 minutos numa estação de serviço significam que o espaço será um problema.
Mais. Para além dos problemas reais, haverá problemas de percepção...
De nuvens de fumo a 4 de Agosto de 2009 às 17:54
Isso não é bem assim , quando os privado falham e mandam para o desemprego uma data de pessoal quem paga é o estado e muitas vezes o génio volta a abrir nova tentativa falhada. Por isso ...
Por outro lado , se quer que lhe diga eu tenho a impressão profunda que nem as células eléctricas serão a solução nem as de hidrogénio. Estamos a necessitar de um novo tipo de tecnologia e ninguém tem muito ideia do que possa ser. É um pouco como no tempo das quadrigas imaginar o motor de explosão. Esse salto será dado algures num futuro próximo, no entanto e de forma a não destruirmos o futuro mais longínquo com emissões de CO2 e outras trapalhadas , a solução eléctrica parece ser o melhor que por aí se vai arranjando. Notar um pequeno detalhe: não imagine a vida igual ao que é, apenas com baterias. Tem de imaginar tudo diferente para as baterias poderem ser uma alternativa, é o nosso estilo de vida que terá de mudar. Se não mudar o aumento da temperatura fará que os nossos descendentes tenham um estilo de vida bem diferente, isso é garantido.
E o do que se vai descobrindo , quanto mais tempo passar , pior vão ser as consequências.
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 18:15
"Isso não é bem assim , quando os privado falham e mandam para o desemprego uma data de pessoal quem paga é o estado e muitas vezes o génio volta a abrir nova tentativa falhada. "
Pssiu... vou-lhe contar um segredo: o Estado não paga nada. O desemprego, por exemplo, é pago com as contribuições mensais dos empregados - razão pela qual há limites para o acesso e duração dos subsídios...
De nuvens de fumo a 5 de Agosto de 2009 às 10:17
O desemprego é pago pela SS, e as chafaricas que por aí andam , para não descontarem para a mesma, inventam todo o tipo de aldrabices, desde subsídios variados, assiduidade , alimentação, Klm.É uma farta vilanagem a ver quem mais consegue gastar menos.
Depois ai ai ai que temos os empresários de ter SD.

De Luis a 5 de Agosto de 2009 às 11:14
"O desemprego é pago pela SS,"
Outra vez ?
"para não descontarem para a mesma, inventam todo o tipo de aldrabices, desde subsídios variados, assiduidade , alimentação, Klm"
Não descontam, logo não conta para o desemprego...
De nuvens de fumo a 5 de Agosto de 2009 às 11:23
Não é voluntário, entende a diferença ? São os empresários que apresentam os contratos feitos, para eles pouparem e quem se trama é o empregado.
É imposto e é ilegal, no entanto, como se sabe a parte fraca tem sempre de ceder.
é uma tristeza, no norte, lá na europa, nem cabe na cabeça de ninguém este tipo de atitude. É o que por cá se arranja é fraco, sebento e rasca.
É este o nosso tecido empresarial
De Luis a 4 de Agosto de 2009 às 18:17
"tenho a impressão profunda que nem as células eléctricas serão a solução nem as de hidrogénio. Estamos a necessitar de um novo tipo de tecnologia e ninguém tem muito ideia do que possa ser."
Razão mais que suficiente para não enterrar o nosso dinheiro numa das inúmeras variantes possíveis de uma das diversas soluções... .
"não imagine a vida igual ao que é, apenas com baterias. Tem de imaginar tudo diferente para as baterias poderem ser uma alternativa, é o nosso estilo de vida que terá de mudar. "
Mesmo que tal fosse verdade, tem que oferecer condições que tornem a mudança vantajosa - e fazer Lisboa/Algarve em quase 5 horas, lamento mas é condenar uma tecnologia ao fracasso.
De nuvens de fumo a 5 de Agosto de 2009 às 10:24

Quando deixar de haver algarve por causa da subida do nível médio das águas do mar e pelo esgotamento das reservas de água, vai ver, se ainda andar por cá, como lhe vai parecer estúpida essa afirmação.
Aí será tarde.
O aquecimento causado pelo CO2 terá um tempo de dissipação de cerca de 1000 anos. como pode ver é muito tempo para esperar que passe, e deste aumento já não nos livramos.
A questão é simples, + CO2 + calor, sendo que aumentará 3 a 4 ºC por cada duplicação do CO2. Estamos quase quase a duplicar.
A última vez que isso aconteceu, as coisas aqueceram um pouco, vá ler os relatórios do IPCC 4A .
De Luis a 5 de Agosto de 2009 às 11:16
Muito haveria para dizer sobre isso - mas admitindo que sim, a questão é : é este modelo específico a solução para isso?
De nuvens de fumo a 5 de Agosto de 2009 às 11:27
É uma mitigação do problema até haver uma solução definitiva para a produção de energia limpa, barata e em quantidade infinita 
Claro que tal leva a inúmeros problemas, sendo o excesso de produção de calor um deles, não fugiremos nunca à dissipação, mas esse é um problema que pode ser combatido com a eficiência.
Até lá temos de garantir não dar cabo do planeta, é , parece-me, da mais básica e elementar prudência.
De nuvens de fumo a 4 de Agosto de 2009 às 12:39
Na Finlandia , em cada lugar de estacionamento existe uma tomada para os carros antigos poderem ligar o óleo durante a noite e não congelar com as temperaturas baixas. Suponho que se eles conseguiram uma tomada em muitos lugares, quem sabe por cá se pode fazer algo de semelhante 
talvez
De ??? a 4 de Agosto de 2009 às 17:23
Nas ruas ou em parques cobertos? Em toda a Finlândia ou só nas cidades? Em todas as cidades ou só na capital? Em toda a capital ou só em certas zonas?
De nuvens de fumo a 4 de Agosto de 2009 às 17:38
Quando lá estive , e pelo que vi, havia uma grande quantidade destes postos. Não posso precisar se estavam em todo o lado , mas garantidamente despertaram a minha curiosidade. Como os carros modernos não necessitam destes equipamentos penso que estão a cair em desuso.
De natália santos a 4 de Agosto de 2009 às 14:09
Sábado passado, no programa Expresso da Meia Noite houve uma discussão muito interessante sobre os carros eléctricos, pois versou não só sobre os novos carros , já construídos com essa finalidade, como -e aqui a intervenção foi do represente da marca Autosil- a transformação dos carros actuais em carros eléctricos, isto porque a produção prevista de carros eléctricos nos próximos anos é baixa. Para além disso era uma forma de aproveitar toda a carroçaria do carro, o que não é coisa de somenos. Só! o motor é que muda, e passa a ser muito mais simples.
De N S a 7 de Agosto de 2009 às 20:01
Concordo consigo que a aceitar-se para já o motor electrico como solução, a transformação dos carros movidos a gasolina que estão no mercado, seria de um grande impacto económico.
O mais chocante de ouvir, nesse programa, foi que de inicio os carros eram movidos a electricidade e que foi a facilidade de usar os combustiveis face aos constrangimentos causados pelo uso da electricidade, que levou a abandonar-se esta como fonte de energia. Mas isto foi há cem anos. Deve ser possível vencer os tais constrangimentos, se a ciência se dedicar a 100%.
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