Domingo, 30 de Agosto de 2009
João Pinto e Castro

 

 

Greg Mankiw publicou este gráfico no seu blogue, acrescentando-lhe o seguinte comentário: "This graph is a good example of omitted variable bias, a statistical issue discussed in Chapter 2 of my favorite textbook. The key omitted variable here is parents' IQ. Smart parents make more money and pass those good genes on to their offspring."

Por outras palavras, Mankiw, autor dos manuais de economia mais usados em todo o mundo, acha que a distribuição dos rendimentos reflecte com grande rigor a capacidade intelectual dos seus detentores, e que estes os passam aos seus filhos através dos seus genes, razão pela qual estes terão melhor desempenho escolar e, mais uma vez, melhor sucesso profissional.

Para Mankiw, se alguém é pobre isso explica-se por alguma espécie de deficiência intelectual que inevitavelmente legará à sua prole.

Ora, mesmo que se acredite que a distribuição das pessoas pelas classes sociais se faz essencialmente com base no mérito, o mérito não se reduz - muito longe disso - à inteligência. Acresce ser extremamente duvidoso que a inteligência, no sentido vasto e vago em que aqui a expressão é utilizada, se transmita através dos genes.

Eu não posso deixar de felicitar Mankiw pela sua franqueza. Não há muita gente à direita capaz de afirmar publicamente com todas as letras a sua preferência por uma sociedade de castas.


39 comentários:
De aorta a 30 de Agosto de 2009 às 21:06
a monarquia pode ser considerada um sistema de castas? se sim, não há tão pouca gente como isso.

ainda há dias uns betos tolos se armaram em ridículos e trocaram a bandeira da câmara de lisboa. diziam que fazia falta um rei, já que bobos eram eles.


De Anónimo a 30 de Agosto de 2009 às 21:15
À inteligência o sr. não deve nada pelo contrário, como tira a conclusão do 3º parágrafo do que escreve no 2º?


De Miguel a 30 de Agosto de 2009 às 23:01
Caro João,

è curioso trazer esse comentário do Mankiw, porque ainda ontem tinha estado a olhar para isto.

E que comentário faz aos resultados do estudo de Bruce Sacerdote, utilizando crianças adoptadas, citado neste post?
http://www.marginalrevolution.com/marginalrevolution/2009/08/the-inheritance-of-education.html

melhores cumprimentos,
Miguel


De João Pinto e Castro a 30 de Agosto de 2009 às 23:31
Sugiro-lhe que leia os comentários ao post que cita. Parecem-me bastante pertinente.

Entretanto, recomendo-lhe:

http://www.epi.org/economic_snapshots/entry/webfeatures_snapshots_20051012/

isto:

http://www.nature.com/nature/journal/v340/n6234/pdf/340552a0.pdf

e, principalmente, isto:

http://www.umass.edu/preferen/gintis/intergen.pdf

Mas acrescento que, para além disso, esta é uma perspectiva muito limitada de discussão do problema. A verdade é que, mesmo com condições iguais à partida para toda a gente. o mero acaso produz desigualdade em larga escala.



De Francisco a 30 de Agosto de 2009 às 23:45
Ao destacar uma hipótese como se fosse única Makiw faz um péssimo trabalho cientifico.
O Sr. Sacerdote, do artigo que aponta, incorre no mesmo erro. Entre os comentadores há um que faz uma pergunta interessante mas fica sem resposta - qual a idade das crianças a quando da adopção. Essa pergunta da idade é muito relevante - trabalhos feitos com comunidades pobres com vista a aumentar a quantidade de palavras ouvidas por uma criança dos 0 aos 3 anos melhoraram os resultados médios das crianças da comunidade de abaixo da média para bem acima da média, quando esses resultados foram tomados 5 anos após o inicio do programa de leitura.
A omissão de factos óbvios para distorcer as conclusões em favor de uma visão preconceituosa é uma forma de demagogia muito em moda e altamente reprovável.


De João Pinto e Castro a 31 de Agosto de 2009 às 00:02
Note outra coisa, Francisco. O gráfico reproduzido no MR sugere que o facto de alguém ser coreano nos EUA é um handicap tão grande que todos eles se situam num plano de remuneração drasticamente inferior ao dos seus pais adoptivos. Talvez (é uma hipótese) a principal conclusão do estudo seja o impacto da raça sobre as perspectivas de carreira de uma pessoa nos EUA, mesmo quando educada por uma família da classe superior.


De Jorge Assunção a 31 de Agosto de 2009 às 05:20
Caro João Pinto e Castro,

"O gráfico reproduzido no MR sugere que o facto de alguém ser coreano nos EUA é um handicap tão grande que todos eles se situam num plano de remuneração drasticamente inferior ao dos seus pais adoptivos."

Não. Os coreanos, em média, têm rendimentos superiores ao americano comum. O que se passa no gráfico, que explica a linha de rendimentos dos coreanos adoptados tão abaixo da linha dos filhos biológicos, é que o universo dos coreanos estudados tem uma média de idade inferior ao universo dos filhos biológicos. Controlando a idade enquanto variável, a linha dos coreanos adoptados apareceria num patamar superior no eixo vertical, mas não deixaria de ter inclinação praticamente nula. E é isso que importa comparar: a inclinação nula dos coreanos adoptados em relação à forte inclinação dos filhos biológicos.

Quanto ao que diz sobre o post do Mankiw, vou presumir que não compreendeu o que este disse. E, a propósito do tema, a resposta é sim, o talento (o QI) é parcialmente transmitido através dos genes:

http://www.nature.com/scitable/topicpage/Heritability-of-Human-Intelligence-IQ-and-Eugenics-796

"Different studies have measured the heritability of IQ to be anywhere from 40% to 80%."


De nuvens de fumo a 31 de Agosto de 2009 às 09:58
Sim e o que é que o QI mede ?

Podemos dizer que existem algumas caracteristicas que são medidas em testes que supostamente medem a inteligência que são transmitidas genéticamente.,

Seria curioso que não fossem, agora a inteligencia é uma coisa um pouco mais complexa que um número.

É preciso ter-se uma visão muito limitada para achar que dizer que uma pessoa tem 120 de QI , é uma característica da sua inteligencia.


A inteligência é um conjunto muito variado de capacidades, a inteligência é também um conjunto muito difícil de caracteriar como capacidades verbais, sociais etc.

Estas ideias do séc XiX não se adequam ao estado actual do conhecimento .



De João Pinto e Castro a 31 de Agosto de 2009 às 11:46
1. Talento = QI?

2. Evidentemente que as capacidades intelectuais são parcialmente transmissíveis através dos genes. Qual é a dúvida? A palavra chave é "parcialmente".

3. A interpretação do que é realmente medido pelo QI dá, como sabemos, pano para mangas.

4. O teste relatado não respeita os princípios da experimentação científica. O grupo de teste diverge do de controlo em muitos factores, não apenas em um.


De Jorge Assunção a 31 de Agosto de 2009 às 15:14
"1. Talento = QI?"

Talento não é igual a QI. Mas não é só o QI que é transmitido hereditariamente. Como Alex Tabarrok afirma:

"All this is good but none if it gets at the heart of the matter because there are a lot of way that heredity/genes could explain the income/education correlation; IQ is only one possible mechanism, personality (e.g. conscientiousness) is another possibility."


De João Pinto e Castro a 31 de Agosto de 2009 às 11:55
Ia-me esquecendo:

"We present a full cross-fostering study dealing with IQ, and find that children adopted by high-SES parents score higher than children adopted by low-SES parents; children born to high-SES parents score higher than children born to low-SES parents; and that there is no evidence for an interaction between these two factors on children's IQ."

Como vê, o impacto do nível de rendimentos sobre o QI ocorre mesmo com pais adoptivos.

Tirado daqui:

http://www.nature.com/nature/journal/v340/n6234/pdf/340552a0.pdf

(Que já citara em anterior comentário.)


De nuvens de fumo a 31 de Agosto de 2009 às 12:01
E eu aposto que os lugares de topo tendem a ser dados a quem já tem tradição de maior rendimentos, e também o empreendedorismo tende a ser tomado por pessoas com maiores rendimentos.
Atrevo-me até a dizer, que os cursos superiores tendem a ser maiores em famílias com pais com cursos superiores, e aposto que os cursos superiores tecnológicos, aqueles que tem mais retorno são tirados por pessoas com nível socioeconomico superior.

Mais ainda, aposto que na política também há fenómenos destes, com tradições de inteligência política....

Ai que verão ....


De Jorge Assunção a 31 de Agosto de 2009 às 05:36
Já agora, e em relação ao último comentário que deixei, fica também a pergunta: controlando a idade, como refiro, a linha dos coreanos adoptados subiria no eixo vertical. Ora, isso leva a que os coreanos adoptados em famílias mais pobres (como, aliás, já acontece no actual gráfico, nem é preciso controlar a idade), tenham rendimentos bem acima dos filhos biológicos de casais em igualdade financeira. Fica a pergunta: porquê que isso se verifica? Estará isso, de alguma forma, relacionado com o QI ou outras características herdadas geneticamente?


De Luis Cordeiro a 31 de Agosto de 2009 às 00:08
Esta ideia do Sr. Mankin, de relacionar directamente os rendimentos com a capacidade intelectual parece-me genial. Devo dizer que que estou neste momento a refelectir sobre o assunto enquanto voo no meu Boing privado a 10.000 Km (cerca de 11.382 pés) de altitude depois de lanchar meio quilo de caviar e ter tomado banho em champanhe do bom, pois a minha pele não reage bem ao vinho espumoso.
A minha imensa capacidade intelectual permite-me ainda ter á disposição várias massagistas profissionais, pagas a peso de ouro ou até mais, que ao minimo sinal, correm para mim lutando entre elas pelo previlégio de poderem tocar a minha pele (já devidamente amaciada pelo champagne).
Eu sei que nos vossos T2 da Reloleira poderão arfar de inveja do meu estilo de vida mas isso, meus caros, só depende da vossa capacidade (ou da falta dela, neste caso). Dou-vos um conselho: estudem muito e usem aqueles livrinhos que o Expresso ofereceu neste Verão para exercitar a mente. Vão ver que daqui a algumas semanas já estarão mais espertos. Depois é só jogar no totoloto e acertar nos números.


De carlos mata a 31 de Agosto de 2009 às 00:08
o que eu acho surpreendente é que para todos os niveis de rendimento as pessoas tem melhor desempenho na matematica


De João Pinto e Castro a 31 de Agosto de 2009 às 00:30
Outra coisa fascinante é os resultados dos americanos a matemática serem aproximados dos dos portugueses.


De carlos mata a 31 de Agosto de 2009 às 00:35
mas como? porque diz isso? pelo menos por este grafico le-se q os resultados a matematica sao superiores aos da escrita


De João Pinto e Castro a 31 de Agosto de 2009 às 11:47
Digo porque é o que resulta das comparações internacionais que têm sido feitas.


De Anónimo a 31 de Agosto de 2009 às 03:18
mudou radicalmente a minha opinião sobre Harvard. Como é possível tanta idiotice?!

Ele deve-se achar muito inteligente porque o Madoff (esse que outrora foi muito inteligente mas actualmente é muito estúpido) não lhe deitou a mão.

Será que o rapazinho não consegue sequer pensar que uma família pobre tem de estar preocupada em assegurar comida na mesa, pelo que relega os livros para segundo plano?

Será que o rapazinho não sabe que há cientistas excelentes que vêm de famílias pobres? Algo muito habitual na Índia. Aliás, os Americanos, esses podres de ricos ( = inteligentes) asseguram grande parte da sua mão de obra intelectual recrutando estrangeiros, muitos deles de países pobres ( = estúpidos ).

Será que o rapazinho acha que o Malawi é o país mais pobre do mundo porque é um país de estúpidos?

Estúpido, mas mesmo estúpido, é este chavalo dar aulas em Harvard.


De João Pinto e Castro a 31 de Agosto de 2009 às 11:48
Relativamente ao Malawi, é claro que ele acha isso. E não é o único.


De Zé Carioca a 31 de Agosto de 2009 às 17:27
Esta resposta de João Pinto e Castro não pode ser honesta. (Ou então Pinto e Castro é parvo, o que eu presumia não ser o caso.)

O gráfico de Mankiw aplica-se aos EUA. Se se fizer um outro gráfico para o Malauí verficar-se-á resultado semelhante.

Se se confundir os resultados americanos com o Malauí comete-se o mesmo erro: "ommited variable bias".

Aliás, Mankiw não nega que o rendimento seja importante nos resultados escolares. Ele limita-se a dizer que o rendimento é causa e consequência, e que as causas que levam a diferenças no rendimento (designadamente QI, mas também país ou mais geralmente logalização) também influenciam os resultados escolares.

Qual é a novidade ou surpresa?





De Anónimo a 31 de Agosto de 2009 às 18:05
Porquê a descontinuidade geográfica?

Ora vejamos. Os resultados que o menino apresentou referem-se ao EU do A. As conclusões referem-se ao EU do A. Mas o conceito de inteligência e de riqueza é universal. E parece que a genética também é universal. A genética é a mesma tanto no mundo inteiro, como num bairro dentro do EU do A, assim como, imagine-se, no Malawi.

Portanto (e chamem-me defeituoso, deve ser da física) mas quando se tenta extrapolar uma relação causal entre duas coisas universais, isto deveria funcionar quer no EU do A, como num bairro particular dos EU do A, como num estado particular do EU do A, como no mundo inteiro, como no universo. E por aí adiante.

O mundo é divisível em unidades '(EU do A)'-like analysis (assumindo o que disse), mas não é ele mesmo uma unidade de análise?

E porque razão as unidades fundamentais sobre as quais se aplica a análise não podem ser elas próprias sub-divididas?

Qual é a razão para as nações serem unidades fundamentais que não só não são divisíveis como também não são agrupáveis???


Já percebeu que você, apesar de (eventualmente) muito rico, pode não ser (eventualmente) muito inteligente? É isso e o joe berardo.


De João Pinto e Castro a 31 de Agosto de 2009 às 21:14
Com certeza. Aliás, uma boa parte das explicações que nos são dadas para os diferenciais de desenvolvimento entre países assentam na ideia de que certos povos são genericamente melhores do que outros.


De nuvens de fumo a 31 de Agosto de 2009 às 12:04
há um livro muito antiguito que foi muito criticado pela comunidade científica internacional por apresentar uma data de bacocadas de correlações sem causa efeito, que se chamava a curva de bell. Nesse, apresentava-se a distribuição do QI por raças.

É uma barrigada de riso xenófobo e racista que aconselho a quem goste de andar a catar falácias

http://en.wikipedia.org/wiki/The_Bell_Curve

De vez em quando há repetições....


De Luís Fonseca a 31 de Agosto de 2009 às 13:11
É notável como aqui as mentes estão tão fechadinhas que é logo catalogar qualquer ideia que não lhes dê conforto, mas acima de tudo incomoda a distorção que é feita. É impressionante como se pega no que o Mankiw diz e se distorce de uma maneira... Assim, qualquer um concorda. Mas vamos lá ver...

Ele não disse nunca que quem tem mais rendimentos é apenas e exclusivamente e sempre porque é mais inteligente. Mas é alguma surpresa para alguém que haja correlação entre inteligência e rendimentos? Alguém fica mesmo admirado e chocado que pessoas mais inteligentes tenham mais dinheiro? Mais inteligência, mais oportunidades, melhores ideias, mais estudos, etc. Alguma surpresa? Ninguém diz que não há pessoas ricas que sejam pouco inteligentes e pobres que sejam muito inteligentes. Mas não é surpreendente que haja correlação entre estes aspectos. (O QI não mede rigorosamente a inteligência, nem há nada que o meça, mas tal como o PIB não mede necessariamente o bem estar económico de um país, é um indicador aproximado que nos ajuda a tirar conclusões)

Pessoas inteligentes terão tendência a ter filhos mais inteligentes, presume-se, por vários efeitos, desde a transmissão hereditária até ao ambiente do lar. Mas sendo a transmissão hereditária um ponto bastante importante, não se pode negar o efeito deste nos resultados das crianças nos exames. Assim, pais com mais rendimentos têm filhos com melhores resultados, não necessariamente devido aos rendimentos mas muito também devido às características genéticas que deram a muitos a oportunidade de terem melhores rendimentos em primeiro lugar.

Eu acho que o que falta aqui é perceberem que isto não é um "sempre", nem um só, nem um tem que ser. Não há coisas assim na realidade. Uma correlação não é isso.

Onde é que ele afirma com todas as letras a preferência por uma sociedade de castas? É impressionante, deviam ter vergonha. Vou dizer a seguir que o João Pinto e Castro é a favor de uma sociedade onde as crianças que herdem talentos especiais dos pais sejam impedidas de o utilizar, de alguma forma. O João diz isso? Não, mas que importa, eu quase que conseguia tirar essa conclusão se espremesse bem o seu texto à minha vontade.


De nuvens de fumo a 31 de Agosto de 2009 às 13:39
Luis ,

Também há correlação entre o crime e o rendimento, e tb há correlação entre os piratas e o aquecimento global ( o número de piratas é inversamente proporcional ao aquecimento global, a prova, a pirataria aumentou numa fase de estabilização temporária do clima).

Há correlação óbvia entre os rendimentos e as prestações em testes onde a cultura, a ausência de stress, a calma, a prática de desporto influenciam (U entre milhares de outros factores como ter-se livros em casa , ter-se acesso á internet, ter-se modelos de sucesso a seguir, amigos dos papás que ajudam etc etc etc )

É má ciência, porque não nos diz nada de novo e deita uma data de FALSOS preconceitos em relação ás capacidades das pessoas menos sortudas na vida. O meio onde nascemos é uma lotaria...

já não basta o estigma social da pobreza, só faltava agora tipos armdos em ignorantes a tentar provar que o pobre é estúpido.

A prova:
o pobre é estúpido senão estudava e trabalhava e singrava na vida. Basta ver como gastam todo o dinheiro em vinho e cerveja, são mandriões e muitas vezes roubam.
Os filhos das boas famílias, mesmo quando não tem grande jeito para "os estudos" trabalham. Ás vezes em posições menores nas empresas dos pais. Começam de baixo, mas acabam por aprender. Todos podemos aprender. MAs alguns não querem, até fazem bairros para eles, longe da cidade, mas eu no meu tempo também andava a pé...
ai que seca..............





De Anónimo a 31 de Agosto de 2009 às 15:01
Sugiro a todos estas pessoas que se preocupem seriamente em:
1. definir o que é inteligência;
2. aferir como é que esta pode ser medida.

O conceito de inteligência utilizado por este menino é claramente aquele mais popular: a inteligência é uma propriedade inata (uma vez que ele fala em transmissão genética).

Um tesde de QI standard mede inteligência inata? Há algum teste capaz de medir inteligência inata?

Qual teste?

Agora vamos estabelecer uma definição de inteligência do ponto de vista operacional: a inteligência é a capacidade de resolução de problemas. Que tipo de problemas? Matemáticos, lógico-abstractos, bla bla bla.

Será que esta gente não sabe que qualquer pessoa habituada a resolver problemas da escola tem mais facilidade em ter boa nota num teste de QI. Porquê?

Será que não sabem que quanto mais treinado se é na resolução de problemas, melhor resultados se conseguem?

Como se isola a componente inata da componente vivencial?

Será que estes meninos que dizem estas baboseiras pensam? O veredicto é: estes meninos é que são verdadeiramente estúpidos.



É por essas e por outras que eu proponho a todos os pobres do mundo (eu incluído) que se organizem para destruir esta sociedade imperialista aonde a casta do intelecto em redoma de vidro lidera.

E não descansarei enquanto todos os intelectuais de redoma de vidro não forem (violentamente) exterminados.


De nuvens de fumo a 31 de Agosto de 2009 às 13:47
Sobre inteligência e grupos raciais, também aqui se pode a meu ver ler grupos sociais:

"In a paper under review at the Journal of Experimental Social Psychology, Friedman and colleagues present findings suggesting that Obama might close the black-white gap in scores on standardized tests. That gap reflects, in part, what psychologists call “stereotype threat”. In this now well-established phenomenon, being reminded that you belong to a group that, according to prevailing stereotypes, isn’t good at something causes you to do worse on a test of that something than if you were not so reminded"


Pois , se o que esperam de nós é uma bosta,....



De nuvens de fumo a 31 de Agosto de 2009 às 14:04
Artigo aqui
http://blog.newsweek.com/blogs/labnotes/archive/2009/01/23/an-obama-effect-on-blacks-test-scores.aspx


De ezequiel a 31 de Agosto de 2009 às 17:25
sempre que leio-vejo malta a perder tempo com teses estupidas de imbecis catedráticos...dou por mim a dizer o seguinte aos meus botões: porque será que x se interessa por y quando y é tão claramente e distintamente imbecil??

é um enigma envolto num mistério.



De ezequiel a 31 de Agosto de 2009 às 17:30
erro: bolas, respondi a um comentário quando deveria ter comentado o post.

dizia eu no meu comentário que é deveras extraordinário ver-ler a atenção e dedicação que um imebcil suscita (refiro-me ao simplório gankin ou coisa que o valha)...l

nestas situações só consigo pensar o seguinte: que desperdicio de tempo.



De Zé Carioca a 31 de Agosto de 2009 às 17:31
Mankiw também escreveu isto:

Suppose we were to graph average SAT scores by the number of bathrooms a student has in his or her family home. That curve would also likely slope upward. (After all, people with more money buy larger homes with more bathrooms.) But it would be a mistake to conclude that installing an extra toilet raises yours kids' SAT scores.

It would be interesting to see the above graph reproduced for adopted children only. I bet that the curve would be a lot flatter.

João Pinto e Castro não deve ter lido estes dois parágrafos. Se leu não percebeu. E se percebeu fez-se desentendido...

Mankiw não estava sequer a comentar o formato das curvas, mas o fato de elas terem tão grande declive...





De nuvens de fumo a 31 de Agosto de 2009 às 17:45
Claro que ele levanta um problema, o das crianças adoptadas e responde ao mesmo segundo a teoria que quer demonstrar.
Nada mais cientifico, nada de mais correcto.





De fr a 31 de Agosto de 2009 às 17:59
Detesta assim tanto o homem?
Mande-o para Portugal estudar as ascenções financeiro-académico-político-sociais que para aí andam que coitado dele e dos gráficos.


De João Pinto e Castro a 31 de Agosto de 2009 às 21:17
O estudo para crianças adoptadas que Mankiw "gostaria de ver" já existe e eu indiquei a referência num dos meus comentários. Desmente a hipótese de Mankiw.


De nuvens de fumo a 1 de Setembro de 2009 às 10:19
As expected ,

O problema é que este tipo de treta de quando em vez aparece, mas são repetições do mesmo tema:
Qi e a raça
Qi e a posição social
Qi e o rendimento ( equivalente>)
Qi e a alimentação
Qi e a religião ( ou falta dela)

O que parece complicado ou mesmo muito difícil é as pessoas aceitarem os outros como iguais independentemente de preconceitos.
Isto diz muito da nossa forma retorcida de ver o mundo.
Uma forma racista, xenófoba, que classifica as pessoas em caixinhas, onde à partida umas são inteligente e outras burras.
Isto explica muito op porque algumas pessoas muito capazes tem poucas hipóteses na vida, ao passo que outras parecem ter tudo a seus pés.

Preconceito puro e duro


De Zé Carioca a 1 de Setembro de 2009 às 13:24
E o fato de os etíopes e quenianos terem claramente melhor resultados que o resto do mundo nas corridas de resistência -- maratonas e coisas dessas -- também é racismo?

Se os estíopes são melhores nas corridas, se o holandeses são mais altos que os portugas e brazucas, qual é o problema em aceitar que o cérebro dos indianos pode ser inatamente mais potente que o de um marroquino?



De nuvens de fumo a 1 de Setembro de 2009 às 14:08
Ou que o seu , não é?


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