Sábado, 12 de Setembro de 2009
Um grupo de católicos denominado Contra in vitro apresentou na Dieta, a Câmara baixa do Parlamento polaco, um projecto de lei que visava criminalizar a fertilização artificial. Ou antes, segundo a mesma Igreja que conseguiu criminalizar o aborto, pretendia mandar para a cadeia as mulheres que se submetessem a «uma forma sofisticada de aborto». A igreja, pela voz do arcebispo Henryk Hoser, fez saber que considera «esquizofrénicos morais» os que não pensam de acordo com os ditames da igreja neste ponto.
O projecto de lei foi ontem a votos e, felizmente, foi chumbado por 244 deputados. No entanto, é preocupante que coisa tão aberrante tenha sido acolhida favoravelmente por 162 deputados e que se tenham registado 10 abstenções.
E quando pensamos que a coisa vai mal...
De IsabelPS a 12 de Setembro de 2009 às 09:59
Não é nada aberrante. Sempre me irritaram as pessoas que não levam o seu raciocinio até ao fim. Se a questão é que a vida começa desde a fecundação e que, por isso, o aborto é punido como um homicidio, então proiba-se também a FIV, que implica forçosamente a destruição dos embriões excedentarios. Ou então não se defende essa posição de principio, ponto.
De Sumiati a 12 de Setembro de 2009 às 15:36
Eu cá para mim nenhuma mulher devia menstruar todos os óvulos quer dizer todas as crianças a nascer. Aih ! E os espermatozóides excedentes o que é que se faz? Perde-los não.
De Za a 12 de Setembro de 2009 às 20:56
Os 162 estavam em ressaca da Zubrovka aquela vodka com erva que cresce onde os bisontes defecam . Os outros dez tinham começado a beber. É doença de modo que pode ser que cure.
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