hoje de manhã, manuela ferreira leite esteve no forum da tsf a responder a perguntas de ouvintes. não ouvi tudo, mas na parte que ouvi, ferreira leite foi questionada sobre os projectos pin: se for pm, vai mantê-los? e ordenar auditorias aos já aprovados? iniciando a resposta de modo muito hesitante, mfl disse concordar com o princípio, para logo a seguir, assumindo um tom mais assertivo e autoritativo, decretar: 'mas não pode ser o governo a decidir que empresas vai salvar'.
sendo eu mais bolos, não quis logo concluir que era mfl que estava completamente equivocada sobre a natureza dos projectos pin e não eu, que achava tratar-se da denominação dada a projectos que pelo volume de investimento são considerados estruturantes e que por esse motivo, suponho, têm uma facilitação qualquer de aprovação ou coisa que o valha (era isto que eu achava ser um projecto pin, assim de rajada, até porque me recordava de uma coisa semelhante criada durante os governos de cavaco silva). fui verificar -- e concluí que era eu, a jornalista sem qualquer especialização na área de economia, que estava certa, e mfl, a candidata a pm alegada sábia de economia e finanças, que não fazia -- não faz-- ideia do que é um projecto pin, ou seja, um 'projecto de interesse nacional'.
claro que houve logo, no twitter, quem me recordasse de que a mesma candidata especialista em finanças fez confusão entre a taxa máxima de irc e irs. de algum modo, por mais que essa confusão surja extraordinária, sempre me parece mais compreensível no contexto de um debate televisivo e do seu natural nervosismo que esta total ignorância demonstrada na tsf -- e, já agora, a incapacidade de admitir que não sabe do que fala. em alguém que passa a vida a dizer que não quer enganar as pessoas e que só fala verdade, convenhamos, é penoso. para não dizer vergonhoso.
De nuvens de fumo a 17 de Setembro de 2009 às 13:18
Há coisas que ela tb não sabe, os votos do Antóno Preto, os insultos da JSD.
Mas está na moda lavar mais branco todas as patetices desta senhora.
Já agora achei indecente a forma patética como os gatos misturaram e confundiram os casos do Marcelo e da MMG.
Tentar ser-se o John Stwart exige génio, e isso não é mesmo para quem quer, é para quem pode.

De
#nbs# a 17 de Setembro de 2009 às 13:43
O que me assusta não é o que a sra. não sabe...
Ouvi, por acaso, a entrevista que referes. Não me surpreendi com as atoardas da dama do ferro velho, mais a mais numa área que era suposto dominar. A minha dúvida sobre esta avó orgulhosamente só é esta – para que lhe servem as resmas de António Borges que a acompanham, supostamente eles também craques na matéria, que no mínimo lhe deveriam ajudar a fazer trabalho de casa? É que, não sendo economista, e assim que arrancou o processo dos PINS, logo fiquei a saber que podem ser reconhecidos como PIN, beneficiando do procedimento especial de acompanhamento, os projectos que reúnam os requisitos cumulativos de representarem um investimento global superior a 25 milhões de euros, possuam comprovada viabilidade económica e reconhecida idoneidade e credibilidade do respectivo promotor, visarem a instalação de uma base produtiva, com forte incorporação nacional, criadora de valor acrescentado bruto, desde que integrem as prioridades de desenvolvimento definidas em planos e documentos de orientação estratégica em vigor, desde a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável, Plano Tecnológico, Programa Nacional de Política do Ordenamento do Território, Plano Estratégico Nacional do Turismo, Estratégia Nacional para a Energia e Portugal Logístico. Pois bem: basta aceder aos sites do Ministério da Economia ou da própria AICEP para sabermos a quantidade de projectos destes já aprovados e muitos em andamento – na área do turismo a adesão impressiona – e todo o processo de licenciamentos e financiamentos.
A dama do ferro velho, deus nos acuda, pode vir a ser Presidente do Conselho de Ministros.
A coisa assusta.
Por isso, já decidi o meu voto.
Útil.
Obviamente útil mas também profilático.
De Luís a 17 de Setembro de 2009 às 13:50
Fernanda, uma licenciatura em economia não significa que a pessoa saiba algo de economia, mesmo que essa licenciatura tivesse sido obtida numa época onde a educação estava bem melhor (esta ultima parte é ironia minha).
A MFL mete pena, dó, a senhora começa por não saber alinhar duas frases em português correcto, depois demonstra uma falta de cultura geral, um conservadorismo completamente ultrapassado....Nem sei que diga mais. Mete pena e dó...
Contrariamente a mim, tenho um colega de trabalho que sempre votou CDS e que jamais votaria MFL porque simplesmente esta senhora é divorciada e isso é contra os seus princípios morais éticos e religiosos. O que para mim é conservadorismo a mais, para ele é liberdade a mais!
Caro Luis:
Desculpar-me a ironia foleira, mas diga ao seu amigo do CDS que vote mesmo CDS.
Diga-lhe, se lhe servir de alguma coisa para o convencer, que um sujeito suspeitíssimo, moi même, lhe disse hoje, como quem não quer a coisa, que ele
( eu..) acha que a MFL é uma devassa contumaz.
Casada, népias.
Procriação, nada que se saiba nas últimas décadas.
:)
De Valter Marques a 17 de Setembro de 2009 às 14:04
Imagino se estas gaffes tivessem sido cometidas por Sócrates, mas não quero repetir o comentário que deixei no Simplex. Mas preocupa-me que esta senhora que percebe muito pouco de governação possa um dia liderar um Governo. Falta-lhe sensibilidade, carisma, estratégia, visão.. Seria uma desgraça enorme!
Esperamos que os portugueses tenham bom senso no dia 27!!
Há que entender que a Manuela já está demasiado velhinha para se lembrar dessas coisas todas. A cabecinha já não lhe funciona tão bem como já funcionou, tem esquecimentos e lapsos frequentes. É normal e não a devemos criticar por esse facto. Acontece aos melhores.
Nem isso significa que, se ela vier a ser primeira-ministra, o país vá ficar forçosamente desgovernado. Simplesmente, alguém governará, na sombra, por ela, e ela limitar-se-á a dar a cara pelo que outros farão. Os EUA foram governados dessa mesmíssima forma durante oito longos anos, no tempo de Ronald Reagan - e podem ter sido mal governados, mas desgovernados não estiveram certamente.
Votar no PSD, nestas eleições, é portanto passar um cheque em branco não se sabe bem a quem.
De Jairo Entrecosto a 17 de Setembro de 2009 às 18:08
Boa tentativa...
A questão é que não tem mesmo de ser o governo a decidir quais empresas serão salvas, se é que os PIN são reconhecidos para salvar empresas ( e não para apoiar investimentos), se é que a doutora Ferreira Leite não distinguiu as duas coisas na entrevista; mesmo assim, continuaria a ter razão, também não tem de ser um governo a decidir quais investimentos são melhores para o país.
O facto de existirem PIN´s pode ser positivo, mas a avalição do que é PIN ou não, pode ser feita por critérios objectivos e a decisão tomada por um organismo independente do governo.
Também não é aceitável que seja o governo a avaliar professores ou a decidir a matéria dos exames nacionais.
Coisas tão importante como apoios às empresas, avaliação de funcionários públicos e aos conhecimentos dos alunos, não podem ficar ao critério de gostos pessoais, birras, mundividências, estatísticas mais bonitas ou boas relações com accionistas.
De Gonçalo a 18 de Setembro de 2009 às 13:41
Caríssimo, não posso deixar de mostrar surpresa face a parte do seu comentário.
"Também não é aceitável que seja o governo a avaliar professores ou a decidir a matéria dos exames nacionais." ???
O governo avalia professores? Que eu tenha conhecimento, o governo estabeleceu um modelo de avaliação (com ou sem falhar não é o que se discute aqui) por PARES! (o problema de os professores terem que ver aulas dos outros, etc, não me lembro de ver lá para o meio membros do governo a avaliar ninguém)
Quanto aos exames, o governo apenas nomeia um gabinete (GAVE) que desenvolve os exames. Este depois inclui vários professores da área que criam o exame, cuja matéria é a que constitui o programa da disciplina em causa, programa esse também definido por professores supostamente competentes e conhecedores do assunto.
Quer, à luz disto, consubstanciar a sua insinuação de que o governo avalia professores ou decide o que sai nos exames nacionais?
De Jairo Entrecosto a 18 de Setembro de 2009 às 18:32
Quero só reafirmar aquilo que disse:
"Também não é aceitável que seja o governo a avaliar professores ou a decidir a matéria dos exames nacionais. "
Ainda bem que estamos de acordo.
De Gonçalo a 19 de Setembro de 2009 às 13:11
Então ainda bem que tal não acontece! Não percebo é a pertinência de tal comentário. Ou segue a estratégia de MFL de usar o medo de suspeitas infundadas? Também gosta deste tipo de "política de verdade"?
Vergonha...
De Jairo Entrecosto a 19 de Setembro de 2009 às 14:36
Para sim um governo só avalia alguma coisa quando o ministro da respectiva pasta dá as classificações directamente. Não deve saber o que é algo estar dependente de um ministério ou o que significa responsabilidade política, ou como funciona o actual regime partidário.
Mundividências...
Mas ainda bem que, pelo menos, estamos de acordo quanto a isto:""Também não é aceitável que seja o governo a avaliar professores ou a decidir a matéria dos exames nacionais. Se tal acontece hoje em dia ou não, escuso-me de o tentar convencer que sim, pois vejo que é uma pessoa de fortes convicções. Ao ponto de estar aqui a policiar um comentário meu, quando este blogue tem moderação de comentários própria, moderação essa que não encontrou qualquer problema com a minha intervenção que tanto o envergonhou.
Discutamos antes o post, acha que deve ou não ser o governo a escolher a empresas a serem salvas, ou a decidir o que são PIN´s, à la carte?
De João do Canto Lagido a 17 de Setembro de 2009 às 18:32
Pois é, mas nós estamos enganados e estamos na "moleza" que muitas vezes caracteriza o PS. Não interessa o João Soares falar na "outra senhora"; esta deselegância deu azo logo a chacota dos "gatos". O que interessa, na realidade, muito mais que estes pequeninos factos é apelar por todos meios, comunicação social tradicional, internet, sms, porta a porta, para os simpatizantes e militantes do PS não se esquecerem de ir votar. Também é preciso convencer os jovens do papel que o PS teve em favor dos portugueses nos últimos quatro anos, pesem os conflitos que aconteceram e, sobretudo, do papel que poderá ter na próxima legislatura; os jovens estão muito seduzidos pelo palavreado do BE, mas é preciso desmascarar sistematicamente as suas evidentes tendências totalitárias.
No dia 27, é absolutamente necessário não ficarmos em casa a ver os "gatos" ou o futebol; os primeiros são interessantes, agora o futebol é uma verdadeira praga à escala global.
Se não estivermos activos e atentos poderemos estar perante um cenário preocupante e pessimista: DB na Presidência da CE, CS na Presidência da República, SL na Câmara de Lisboa e RR na Câmara do Porto. Seria bonito, Portugal definitivamente "pimba".
João do Canto Lagido
OK, acredito que tenha sido mais uma gaffe (não ouvi o programa a que se refere), mas jamais acredite que MFL seja desconhecedora dos PIN. Como economista, asseguro-lhe que ninguém se candidataria a PM desconhecedor de toda a política económica praticada por este gorverno. Sei que estamos em campanha, mas não ide por aí. Nem, como alega o João Galamba, alguém mitifica uma frequente debitadora de gaffes. Com calma...
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