Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Palmira F. Silva

Um dos leitores do Público já resumiu, em comentário que transcrevo, o mui esperado editorial de José Manuel Fernandes sobre o não caso das escutas, ou antes, sobre a não notícia plantada por Fernando Lima, aparentemente a mando do presidente - com a clara intenção de prejudicar o PS nas eleições de domingo:

 

«Ao contrário do que JMF pretende fazer crer, Fernando Lima (FL) não é nenhum garganta funda. Que o garganta funda era - sabemo-lo hoje - Mark Felt, um dissidente da liderança do FBI. Daí a relevância das informações que trouxe a público. Ora, FL não mantinha (nem mantém) nenhuma dissidência com Cavaco. Mais, apresentou-se ao Público em nome de Cavaco. Foi ao Público pedir um frete para o PR. E o Público fez o Frete. O DN fez mto bem públicar o mail. O mail não revela nenhuma fonte de nenhuma notícia. Porque não existe nenhuma notícia. Não existe nenhuma investigação do Público (a investigação como se percebe é o próprio mail para o jornalista Tolentino). Existe simplesmente... um Frete. E a notícia é - essa sim! - a de que o Público (o meu diário de sempre) faz fretes ao PR. JMF é desonesto e falacioso. Toma-nos a todos por parvos. Provavelmente por termos andado estes anos todos a comprar o jornal que dirige. Provavelmente, tem razão.»

  

Para além do mais, o editorial é assim um bocadinho para o pífio, como as iniciativas que parece esperar do presidente que devia de ser de todos os portugueses:

 

«Por isso, das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou se se limitar a iniciativas pífias terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável. Sendo que este processo não se resolve com uma simples queixa à Procuradoria-Geral da República ou o rastreamento do Palácio de Belém para descobrir eventuais aparelhos de escuta. E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas

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24 comentários:
De nuvens de fumo a 22 de Setembro de 2009 às 09:48
Muito bom, ontem as irmãs , maria joão e maria josé nogueira pinto, vieram fazer a defesa do indefensável. Ai que o cavaco é a seriedade em pessoa, incorruptível, cheguei a ver nogueira pinto a comparar o caso do diploma do PM com este caso.

Esperemos mais falta de vergonha até sexta.


De nuvens de fumo a 22 de Setembro de 2009 às 10:14
PAcheco que diz PAcheco ?
SIm que diz essa fonte de virtude ?


De jlcr a 22 de Setembro de 2009 às 10:31
É melhor começar a ler o que diz a Constituição:
Artigo 130.º
Responsabilidade criminal
1. Por crimes praticados no exercício das suas funções, o Presidente da República responde perante o Supremo Tribunal de Justiça.

2. A iniciativa do processo cabe à Assembleia da República, mediante proposta de um quinto e deliberação aprovada por maioria de dois terços dos Deputados em efectividade de funções.

3. A condenação implica a destituição do cargo e a impossibilidade de reeleição.

4. Por crimes estranhos ao exercício das suas funções o Presidente da República responde depois de findo o mandato perante os tribunais comuns.


Artigo 131.º
Renúncia ao mandato
1. O Presidente da República pode renunciar ao mandato em mensagem dirigida à Assembleia da República.

2. A renúncia torna-se efectiva com o conhecimento da mensagem pela Assembleia da República, sem prejuízo da sua ulterior publicação no Diário da República.


De nuvens de fumo a 22 de Setembro de 2009 às 10:49
Não sei se isto é um crime, sei que a imagem de seriedade de Cavaco já era.

O Cavaquismo acaba da pior forma possível, depois da prisão de Oliveira e Costa e das trafulhadas de Dias Loureiro, é agora o homem-mito que cai, de forma imbecil e sem glória, a fazer queixinhas e a tentar fugir Às responsabilidades.

Depois de Domingo termos uma luta pela presidenciais bem renhida.

Isto vai ser um Natal bem quente


De Inês Meneses a 22 de Setembro de 2009 às 11:38
Não se trata de crime; mas a constituição diz também que os titulares de orgãos de soberania devem responder politicamente pelos actos e omissões cometidos no desempenhar do cargo.


De Francisco a 22 de Setembro de 2009 às 10:43
JMF já está a acertar contas com Cavaco. Depois de Cavaco lhe ter tirado o tapete o ajuste de contas é insanável.
Mas a manipulação das eleições ainda vive e ainda dá dividendos.
Para mim a questão que se põe é se os apoiantes do PSD irão crispar-se na crença que não existe nenhum descalabro ético ou se irão perceber o que aconteceu. Parece-me que a crispação é fácil e vai ser procurada para segurar os votos no domingo.
Mas se a crispação acontecer o futuro de portugal passa por um ambiente político entrincheirado em desprezo da discussão responsável e com geração de consensos.


De nuvens de fumo a 22 de Setembro de 2009 às 10:50
POdem não ir votar....


De Luís Lavoura a 22 de Setembro de 2009 às 11:32
Admira-me profundamente constatar que ainda há pessoal de esquerda que compra o Público e que, em particular, lê os editoriais redigidos por JMF.

Eu já há muitíssimos anos que deixei de ler os editoriais, e há muitos anos que deixei de ler o jornal de todo em todo.


De Inês Meneses a 22 de Setembro de 2009 às 11:39
venha a meus braços, Luís. Estes patetas a alimentarem aquilo... ;)


De Shyznogud a 22 de Setembro de 2009 às 11:45
A Palmira não compra o público, pá, eu é q - tonta, pateta, o q quiseres - não consigo abandonar o vício, snif. E Deus sabe como tentei, oh se tentei (como não me canso de repetir, ainda não perdi a esperança de o conseguir,para fazer o mm ao Expresso levei 2 anos entre a decisão e a sua concretização)


De Inês Meneses a 22 de Setembro de 2009 às 11:48
eu sei, eu sei, estava a tentar picar-te a ti, mesmo, sua compradora de jornais


De Inês Meneses a 22 de Setembro de 2009 às 11:49
acho a comparação muito correcta, isto era o género de história do Expresso, quando já ninguém comprava o Expresso eles começaram a transferir características para o Público.


De nuvens de fumo a 22 de Setembro de 2009 às 11:51
eles ? the powers that be ?


De Inês Meneses a 22 de Setembro de 2009 às 11:57
Sim, os gnomos que na verdade gerem os jornais, não sabias?


De nuvens de fumo a 22 de Setembro de 2009 às 11:59
Aquele gnomo da SONAE disse para JMF aguentar e não chorar.

Pressinto: there will be blood,....


De Inês Meneses a 22 de Setembro de 2009 às 12:01
Estamos cheios de pena...


De nuvens de fumo a 22 de Setembro de 2009 às 12:05
Isto , para mim que sou mamífero, é como leite

Curioso MFL diz hoje que não faz campanha com este tema, mas na sexta fazia e acusava escutas.

Esta senhora está com alzheimer ?

Fico preocupado.

JPP já veio dizer coisas no seu blog.
Abruptou-se dizendo que o PR tem coisas graves a dizer. E se não tiver ?


De Luís Lavoura a 22 de Setembro de 2009 às 12:41
Pois, o Expresso é outro. Foi em tempos muito, muito longínquos um jornal de referência. Depois (há já muito, muito tempo) transformou-se num pasquim, que publica semana sim, semana não mentiras na primeira página.

Eu já há dezenas de anos que deixei de o ler mas apercebo-me, com dificuldade, de que ainda há muita gente que o lê e que, até, acredita no que lá está escrito.

É para mim, de facto, difícil de conceber que pessoas minimamente inteligentes não se tenham apercebido das modificações que essas publicações sofreram, e que ainda continuem a salivar perante elas como se fosse há muito, muito tempo (anos no caso do Público, decénios no caso do Expresso).


De Inês Meneses a 22 de Setembro de 2009 às 13:34
Ouviste, Maria João? A culpa é tua.


De Shyznogud a 22 de Setembro de 2009 às 11:55
e eu, pata, nunca sei calar a boca.


De fernando antolin a 22 de Setembro de 2009 às 14:54
Fico contente por saber que pelo menos ainda leêm o DN, esse farol...

Pois eu acuso-me desta dependência: quando posso,quero e tenho tempo,leio-os a todos:Público,DN,Expresso e até por vezes o JN e o Sol !!!!!!!!

Para me chicotearem, posso escolher entre,1º a Inês Meneses,2º a f.(os mimos não são todos para o JorgeC) e 3º, o omnipresente e ciente Guilherme Pereira. Obrigado.


De Carlos M. a 22 de Setembro de 2009 às 12:47
Este editorial ainda os enterra mais. Está mais que visto que JMF tem defice de massa cinzenta. Não admira que o Público esteja à beira da falência.


De Carlos a 22 de Setembro de 2009 às 12:49
JMF revelou-se um incompetente de todo o tamanho. Destruiu Cavaco Silva, e ainda tem a distinta lata de vir com editoriais a encostar Cavaco à parede. Esta gente só com um par de bofetadas´!


De Pedro Matos a 22 de Setembro de 2009 às 22:20
Sou o autor do comentário citado.
Tb já não lia os editoriais do JMF há muito.


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