"Hiperplasia maligna do ego", existe? E pega-se?
Ou será apenas aquela célebre disfunção circulatória caracterizada por uma estranha mal-formação adquirida, desde há muito conhecida e documentada no imaginário popular português, traduzida na abertura de um canal directo de ligação entre o esfíncter e o bolbo raquidiano, com bomba propulsora acoplada? Como é que isso se chama, mesmo?
De
rui david a 30 de Setembro de 2009 às 12:29
Isto é muito mau...
pior ainda é que enquanto o pessoal se ri...
De nuvens de fumo a 30 de Setembro de 2009 às 12:35
É mau, mas pressente-se que vai ficar pior
De josé serra a 30 de Setembro de 2009 às 12:36
a minha querida é a ana matos pires, psiquiatra? e já faz diagnósticos a altas figuras da república? e pode? a título gracioso, ainda por cima?
excelentes caminhos que calcorreia... parabéns.
leve uns projectivos até s.bento: pode ser que lá despiste alguns narcisos grisalhos...
saudações
Sim, sou psiquiatra, José Serra. Obviamente que por razões deontológicas não lhe vou dizer a quem já fiz diagnósticos, mas sempre lhe digo que o posso fazer a qualquer pessoa, a título gracioso ou não. Porque pergunta isso? Não fiz, no presente post, qualquer diagnóstico. O que sugiro é aplicação de um instrumento de avaliação, amplamente usado em múltiplas situações clínicas como meio auxiliar de diagnóstico, não específico de nenhuma entidade nosológica. É um teste de rastreio simples e de fácil aplicação em contexto clínico.
Ps: Não faço avaliações psicométricas nem projectivas, há gente que só faz isso na vida e que sabe muito mais que eu. Quando preciso peço-lhes ajuda, devo isso a quem me procura.
De Anónimo a 30 de Setembro de 2009 às 22:03
Pode ser psiquiatra, mas também é uma grande malcriada
De
f. a 30 de Setembro de 2009 às 22:19
ó, anónimo, nem sabe da missa a metade. o q a gente sofre com ela, nem imagina.
E preguiçosa, viu?, nem um diagnosticozito.
Achei piada o José Serra perguntar a uma médica se ela pode fazer diagnósticos. Acho muito bem que os faça Ana. Se me disser que o Cavaco está com delírios de perseguição eu concordo. Se acha que ele está num estado crepuscular de estreitamento de consciência digo sim em absoluto. Se acha que ele está com paramnésia de confabulação, é que não podia estar mais de acordo. Mais, alucinações, distorções da percepção, alterações da vivência do eu como o roubo do pensamento (ou dos e-mails)...enfim. Cavaco transformou-se num Presidente Psi(quiátrico), extretamente rico em semiologia...
De nuvens de fumo a 30 de Setembro de 2009 às 15:48
A água de Belém, pode andar a ser envenenada.
Será que o PR perguntou se a sua água é devidamente testada ? Ai pois.
Quem sabe , MDMA na água e depois saem alucinações daquelas, ou mesmo LSD ou um pouco de chumbo ?
Tudo é possível no reino da conspiração.
(cuidado com essa da "paramnésia de confabulação", Nuno Ribeiro Ferreira)
Perdoe-me Ana, a minha área não é a psiquiatria....e a minha psiquiatria já vai algo longe, perdida no 4º e 5º ano da faculdade. Mas aceito a correcção e a explicação...estarei atento ao jugular, em busca do esclarecimento. Obrigado.
Adianto-lhe já o que eu me lembro que seja confabulação: Uma paramnésia em que a pessoa cria histórias com base em memorias de acontecimentos que não existiram. Am I right?
Não está errado, Nuno, é um preciosismo do linguajar psiquiátrico ;-)
(mal possa deixo-lhe aqui um resuminho das paramnésias, inté)
Pronto, Nuno, aqui fica um resumo assim daqueles "bons para exame" eheh
Paramnésias (deformação ou invenção de recordações):
1. Recordações Delirantes (deformação ou invenção de uma recordação no quadro de um delirio)
2. Confabulação (relato imaginário e variável que substitui a recordação do doente)
3. Falsos reconhecimentos (dejá-vu):
3.1. Fabulação delirante
3.2. Ilusão de Fregoli (desconhecido é tomado por familiar)
4. Não reconhecimento (jamais-vu):
4.1. Criptomnésia (experiência passada é evocada mas vivida como nova)
4.2. Delirio de sósia ou de de Capgras (familiar é tomado por desconhecido, sósia do verdadeiro familiar)
5. Mitomania ou fabulação não delirante
Obrigado Ana, pela amabilidade. É sempre bom revisitar a semiologia clínica psiquiátrica... O Prof Daniel Sampaio fez um bom trabalho e deliciou os alunos com estes e outros aspectos bem "engraçados" (sem terem graça nenhuma) da clínica dos doentes com perturbação mental. É uma especialidade muito curiosa,a sua, mas confesso-lhe, aqui que ninguém nos "ESCUTA" que não é para o meu estômago. Obrigado mais uma vez. Beijinhos
De DG a 30 de Setembro de 2009 às 13:27
com o q tenho lido, visto e ouvido, acho q eu é preciso de uns cuidaditos da simpática Dra, pois ou estão eles todos doidos ou estou eu! (e já agora aproveitava os cuidados :-)))
De trucatruca a 30 de Setembro de 2009 às 18:26
à procura de uma borla?
De DG a 2 de Outubro de 2009 às 01:09
a pagar só em Moscovo!
De Anónimo a 30 de Setembro de 2009 às 21:22
és apenas um mal-educado ordinário, que nem sequer consegue fazer politica sem insultar.
De Xanthippi a 30 de Setembro de 2009 às 23:57
Ou seja ... qualquer um pode fazer a análise!
Afinal os psis não servem de grande coisa, como eu já suspeitava.
Que análise, Xanthippi? Desejo sinceramente, por si, que nunca precise de um.
Os psis não servem para coisa nenhuma? Cheira-me que o Sr Champomi pertença à cientologia (respeitosamente atenção, que religiões há muitas seu...)
De Damião Fernandes a 1 de Outubro de 2009 às 01:21
Não só é a insinuação (muito pouco subtil) de que o PR esteja demente de muito mau gosto como me parece, no mínimo, inapropriado a publicação do questionário mini-mental com o objectivo de ser engraçada...com a agravante óbvia de ser psiquiatra de profissão.
Ganhe juízo...
Quem lhe disse que eu queria ser subtil com o que quer que fosse, Damião Fernandes? Mas, em rigor, não fiz qualquer diagnóstico, sugeri o despiste de uma alteração cognitiva, o que de resto me parece, como já antes referi (aqui, p. ex. http://tomarpartido.blogs.sapo.pt/1590811.html) bastante desculpabilizador - se tudo isto tiver origem numa qualquer patologia ainda vá.
Por outro lado deixe-me dizer-lhe que o meu objectivo não foi ser engraçada, antes alertar para uma possibilidade que não me parece que deva ser esquecida no contexto desta cena toda, e isso exctamente porque sou psiquiatra. Quanto ao ganhar juízo, não se preocupe comigo - ou deverei antes dizer tire o cavalinho da cuva? -, vivo lindamente com o que tenho.
De nuvens de fumo a 1 de Outubro de 2009 às 09:57
A falta de humor .... 
De Damião Fernandes a 1 de Outubro de 2009 às 01:31
Já agora, a afirmação de que o questionário mini-mental não é específico de nenhuma entidade nosológica (como a demência) apesar de não ser falsa não reflecte, como a colega bem sabe, o seu uso quase exclusivo na avaliação do grau e evolução dos síndromes demenciais. Em rigor, ele avalia o grau de disfunção cognitiva pelo que o seu comentário não diminui em nada o enorme mau gosto do post.
Essa do "uso quase exclusivo" não é verdade,
Deixo a referência bibliográfica da publicação inicial do teste - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1202204?dopt=Abstract - e relembro um artigo já antigo onde o uso do Teste de Folstein foi bem "esmiuçado" - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8479064?dopt=Abstract -, cujo resumo diz o seguinte "OBJECTIVE--To report the distribution of Mini-Mental State Examination (MMSE) scores by age and educational level. DESIGN--National Institute of Mental Health Epidemiologic Catchment Area Program surveys conducted between 1980 and 1984. SETTING--Community populations in New Haven, Conn; Baltimore, Md; St Louis, Mo; Durham, NC; and Los Angeles, Calif. PARTICIPANTS--A total of 18,056 adult participants selected by probability sampling within census tracts and households. MAIN OUTCOME MEASURES--Summary scores for the MMSE are given in the form of mean, median, and percentile distributions specific for age and educational level. RESULTS--The MMSE scores were related to both age and educational level. There was an inverse relationship between MMSE scores and age, ranging from a median of 29 for those 18 to 24 years of age, to 25 for individuals 80 years of age and older. The median MMSE score was 29 for individuals with at least 9 years of schooling, 26 for those with 5 to 8 years of schooling, and 22 for those with 0 to 4 years of schooling. CONCLUSIONS--Cognitive performance as measured by the MMSE varies within the population by age and education. The cause of this variation has yet to be determined. Mini-Mental State Examination scores should be used to identify current cognitive difficulties and not to make formal diagnoses. The results presented should prove to be useful to clinicians who wish to compare an individual patient's MMSE scores with a population reference group and to researchers making plans for new studies in which cognitive status is a variable of interest."
A terminar, e para que fique claro, não foi meu propósito vir "emendar a mão", mantenho e assumo tudo o que a este propósito já afirmei.
De DG a 2 de Outubro de 2009 às 01:19
AMP ( uuummmmh deves ser electrica?!) não ligues aos chatos sem humor e não caias na esparrela de lhes dares corda com bibliografia boa para curar insónias...viva a gargalhada ruidosa abaixo os aborrecidos!
De nuvens de fumo a 1 de Outubro de 2009 às 10:03
"E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas."
Aníbal , O Cavaco
Que mais dizer ? Isto é uma cartilha para noites de insónia, não faz dormir mas dá para rir como um perdido.
De JFI a 1 de Outubro de 2009 às 19:22
Bem, depois da censura do PS a todos os que nao alinham pelas suas ideias faltava a técnica soviética de considerar doentes mentais os que denunciam os abusos do regime....
É, isso e cuspir na sopa. Bof.
De DG a 2 de Outubro de 2009 às 01:27
eu preferia a tecnica sovética em que eles mandavam uma gaja muita boa espiar um gajo durante uma noite inteira de porcarias saborosas com vodka e ikra (caviar para os tansos)
!
Já ninguém faz nada com estilo, DG, lá está...
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