De me a 27 de Junho de 2008 às 14:39
Acho que neste post a Ana sucumbiu (se calhar pela fúria) ao facilitismo da diabolização, embora tenhamos de reconhecer que escreve muito bem - acima da média blogosférica.
Mais uma vez, The Studio, já que se falou de prioridades, eu tendo a ter em mente as mulheres portuguesas e cristãs que são assassinadas na casa ao lado por questões culturais.
Ana, o texto da Ana de Amsterdam não fala de África, fala apenas da Europa. Só em Inglaterra já houve dezenas de "crimes de honra", mulheres que são assassinadas apenas porque começa a adoptar o estilo de vida ocidental. O que a Ana de Amsterdam critica são estas feministas, que dizem defender os direitos das mulheres, que fazem manifestações a reclamar com o tamanho dos soutiens, mas depois não se incomodam com as mulheres que são assassinadas na casa ao lado por questões culturais.
The Studio, as preocupações da Ana de Amsterdam com as mulheres fica bem expressa quando ela diz que excisão ou uso de véu são exactamente a mesma coisa. Parece-me que alguém está mais preocupado com ideias abstractas que com as mulheres, o mesmo alguém que acha que deve "libertá-las" à revelia do que as próprias pensam.
De
vertigo a 27 de Junho de 2008 às 13:40
O que eu acho que a ana fala é do problema, ou seja o dogma da multiculturalidade na esquerda mais radical. Uma coisa é certa é-lhes muito mais difícil discutir, e evitam, essas questões de véus e excisões que a ana enunciou...Nisso vou ter de concordar, que é evidente...Mas claro, que enquanto se puder lutar para aplicar os direitos onde este tipo de mossa não se interfere no caminho (como IVG e trabalho infantil no norte do país) tudo isso é positivo...no entanto não se faça orelhas moucas às próprias contradições que visam certas ideologias.
De fl a 28 de Junho de 2008 às 00:42
Ai, o politicamente correcto deste blogue...
Tão enxofrados que ficam com opiniões fora da cartilha.
Valha-nos o Luis Rainha.
De maria joão pires a 27 de Junho de 2008 às 13:03
este post da Ana de Amsterdam é,entre outras coisas e citando de memória um amigo,"um convite à inacção.Como se não fosse possível discutir o trabalho infantil no norte de portugal enqto houver crianças com kalashnikovs nas mãos em áfrica"
O "post" da Ana (de Amsterdam) está bastante bom. Há mulheres que lutam pelos direitos de todas as mulheres, e há outras mulheres (as ditas feministas) que fazem um grande circo para lutar pelos direitos dos seus próprios umbigos. O que é que não entendeu do "post" original, que eu explico-lhe?
Para mim, o que ela diz sobre o véu e anexos é o menos. O mais grave é que republique um «post» antigo (não, não o escreveu agora por fúria), dizendo expressamente que o faz a propósito do Congresso Feminista, para vituperar as esquerdas ululantes, que não têm mais do que dois ou três neurónios já que são contra o aborto.
De
Lidador a 27 de Junho de 2008 às 16:08
A Ana Matos Pires não gostou de se ver ao espelho, é natural, a outra Ana, a de Amesterdão traça-lhe um quadro implacável e a AMP nele se reconheceu.
E não gostou, como parece obvio.
Um dia que tenha tempo e esteja em maré de masoquismo, leia tb a "Raiva e Orgulho" de Oriana Fallaci.
Essa, uma mulher que lutou de armas na mão contra Mussolini, escreve muitas mais "bagalhadas hiperconclusivas".
Numa delas, chama mesmo "lorpas", às mulheres que a Ana de Amesterdão critica.
Infelizmente a AMP nunca lerá tais "bagalhadas". Basta-lhe o livro de salmos do marxismo cultural.
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