Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Por dica da Joana lá fui ler este post. Ideias um "cochinho bagalhadas", hiperinclusivas - ou isso, ou a associação livre fez das suas. A verdade é que assim de repente não percebo as, chamemos-lhe assim, incompatibilidades assinaladas. E não dizem que é apanágio XX o "trabalho" em multifunção?

19 comentários:
De me a 27 de Junho de 2008 às 14:39
Acho que neste post a Ana sucumbiu (se calhar pela fúria) ao facilitismo da diabolização, embora tenhamos de reconhecer que escreve muito bem - acima da média blogosférica.


De Inês Meneses a 27 de Junho de 2008 às 14:34
Mais uma vez, The Studio, já que se falou de prioridades, eu tendo a ter em mente as mulheres portuguesas e cristãs que são assassinadas na casa ao lado por questões culturais.


De The Studio a 27 de Junho de 2008 às 14:14
Ana, o texto da Ana de Amsterdam não fala de África, fala apenas da Europa. Só em Inglaterra já houve dezenas de "crimes de honra", mulheres que são assassinadas apenas porque começa a adoptar o estilo de vida ocidental. O que a Ana de Amsterdam critica são estas feministas, que dizem defender os direitos das mulheres, que fazem manifestações a reclamar com o tamanho dos soutiens, mas depois não se incomodam com as mulheres que são assassinadas na casa ao lado por questões culturais.


De Inês Meneses a 27 de Junho de 2008 às 14:04
The Studio, as preocupações da Ana de Amsterdam com as mulheres fica bem expressa quando ela diz que excisão ou uso de véu são exactamente a mesma coisa. Parece-me que alguém está mais preocupado com ideias abstractas que com as mulheres, o mesmo alguém que acha que deve "libertá-las" à revelia do que as próprias pensam.


De vertigo a 27 de Junho de 2008 às 13:40
O que eu acho que a ana fala é do problema, ou seja o dogma da multiculturalidade na esquerda mais radical. Uma coisa é certa é-lhes muito mais difícil discutir, e evitam, essas questões de véus e excisões que a ana enunciou...Nisso vou ter de concordar, que é evidente...Mas claro, que enquanto se puder lutar para aplicar os direitos onde este tipo de mossa não se interfere no caminho (como IVG e trabalho infantil no norte do país) tudo isso é positivo...no entanto não se faça orelhas moucas às próprias contradições que visam certas ideologias.


De fl a 28 de Junho de 2008 às 00:42
Ai, o politicamente correcto deste blogue...
Tão enxofrados que ficam com opiniões fora da cartilha.
Valha-nos o Luis Rainha.


De maria joão pires a 27 de Junho de 2008 às 13:03
este post da Ana de Amsterdam é,entre outras coisas e citando de memória um amigo,"um convite à inacção.Como se não fosse possível discutir o trabalho infantil no norte de portugal enqto houver crianças com kalashnikovs nas mãos em áfrica"


De The Studio a 27 de Junho de 2008 às 12:37
O "post" da Ana (de Amsterdam) está bastante bom. Há mulheres que lutam pelos direitos de todas as mulheres, e há outras mulheres (as ditas feministas) que fazem um grande circo para lutar pelos direitos dos seus próprios umbigos. O que é que não entendeu do "post" original, que eu explico-lhe?


De Joana Lopes a 27 de Junho de 2008 às 15:55
Para mim, o que ela diz sobre o véu e anexos é o menos. O mais grave é que republique um «post» antigo (não, não o escreveu agora por fúria), dizendo expressamente que o faz a propósito do Congresso Feminista, para vituperar as esquerdas ululantes, que não têm mais do que dois ou três neurónios já que são contra o aborto.


De Lidador a 27 de Junho de 2008 às 16:08
A Ana Matos Pires não gostou de se ver ao espelho, é natural, a outra Ana, a de Amesterdão traça-lhe um quadro implacável e a AMP nele se reconheceu.
E não gostou, como parece obvio.
Um dia que tenha tempo e esteja em maré de masoquismo, leia tb a "Raiva e Orgulho" de Oriana Fallaci.
Essa, uma mulher que lutou de armas na mão contra Mussolini, escreve muitas mais "bagalhadas hiperconclusivas".
Numa delas, chama mesmo "lorpas", às mulheres que a Ana de Amesterdão critica.

Infelizmente a AMP nunca lerá tais "bagalhadas". Basta-lhe o livro de salmos do marxismo cultural.


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