Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Que bem acompanhada estou nesta minha "cruzada". O Rui diz tudo e tão bem.
"São ínvios e insondáveis os caminhos das representações conformistas do feminino."
De jpt a 8 de Outubro de 2009 às 12:22
Também estarias muito bem acompanhada pelo Rodrigo Moita Deus. Toda a gente sabe que uma mulher, se não for casada, não é um ser completo.
http://31daarmada.blogs.sapo.pt/3259283.html
Não se pode exterminá-los?
Credo, é favor não insultar o Rui Bebiano com tal comparação, se com ele me sinto mto bem acompanhada, ao Rodrigo apetece-me... é melhor nem dizer o q me apetece.
Maria João Pires,
Esta é também a minha cruzada.
Uma lista composta só por mulheres? Pois, não me parece bem. Defendo a equação 40/60 em prática na vizinha España.
Quanto aos estéreotipos - o homem bruto / a mulher (sensível?) que borda naperons - os mesmos têm, infelizmente, tradução concreta em homens e mulheres reais. Constituindo-se como um "estar tradicional", os estereótipos não podem obviamente servir para fundamentar MUDANÇAS!
Numa freguesia bem no centro de Lisboa, a actual equipa no poder tem várias senhoras e fazem crochet. Não são de esquerda. A freguesia está num caos, ao abandono, as ruas íngremes impedem a mobilidade a muitos fregueses, as passadeiras não são visíveis e os semáforos "matam" pela rapidez com que mudam.
O senhor da lista (que não é o cabeça, pois a cabeça é feminina e, por acaso, até nem mora no bairro) reina por entre as gentes mais pobres prometendo-lhes, paternalmente e de mãozinha no ombro, acesso ao Centro de Saúde. Sim, acesso ao Centro de Saúde, algo a que todos temos direito! Puro feudalismo urbano!
O factor que, neste caso, mais dificulta a alternância do poder local reside no facto de se tratar de uma freguesia com muitas pessoas / famílias de classes elevadas que votam geralmente à direita.
Para as eleições de dia 11 constituímos uma lista dentro do UNIR LISBOA que está no terreno, pela MUDANÇA. À frente da lista está uma mulher de armas - Luísa Viana Paiva Boléo, que faz livros de História - muito bem acompanhada por homens e mulheres que fazem muitas coisas. Creio que ninguém faz naperons.
As representações conformistas - do feminino e do poder - são, nesta freguesia, parcialmente explicáveis pelas características entre as classes sociais (acima descritas) dos seus habitantes e pela abissal distância que as separa. A pouco e pouco, algumas representações modernas vão tomando corpo, pela voz de diversos grupos sociais . . .
Esta cruzada é para continuar!
Saudações,
Vera S.
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