Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

'porquê continuar a malhar no pacheco?' valupi, o grande, explica como só ele: 'Porquê, por duas razões: (i) resiste uma memória do tempo em que gostámos dele, em que a sua excentricidade parecia independência e a sua independência aparecia excêntrica – ou seja, em que ele foi importante para o nosso crescimento crítico; (ii) é o próprio a reclamar para o Abrupto o poder de uma secretaria de Estado, a que se junta a ubiquidade mediática: jornal, revista, rádio e TV – ou seja, o mercado opinativo continua a dar-lhe importância máxima. Para quê, para este singelo objectivo: aproveitar o mal que faz para o bem que há a fazer.' leiam o resto. aliás, leiam todo o valupi. é bom mesmo quando me chama nomes.


13 comentários:
De Guilherme Pereira a 9 de Outubro de 2009 às 16:09
Li o texto, o texto é bom.

Uma ressalva, porém:

O sujeito em questão JPP não "foi importante para o meu crescimento crítico".

Essa não tenho no cadastro.


De Valupi a 9 de Outubro de 2009 às 16:18
Chamar nomes é a mais ontológica das responsabilidades. Destroem-se e criam-se mundos com esse poder.

Agradeço-te a oportunidade. Espero reincidir, pois a tua liberdade convoca muitos e variados nomes.


De Paulo Duarte a 9 de Outubro de 2009 às 17:23
Eis o que, no entender de f., é uma prosa certeira e correcta ( estas são algumas das expressões dirigidas a Pacheco Pereira pelo tal Valupi no referido texto):

" (...)mentiroso(...); (...) direita ranhosa a que pertence (...); transparentes paredes da sua cachimónia (...); (...)honestidade intelectual é inexistente (...);(...) já perdeu a noção do ridículo (...); (...) o bufarinheiro que insiste em vender as suas falsificações (...).

Eis o que diz um comentador do referido texto:

“(...)Pacheco é apenas uma ténia. Como podem atingir oito metros de comprimento, segundo as minhas contas já estão à vista aí uns cinco, é apenas deixar que saia o resto do intestino e aguardar a respectiva decomposição. Funcionará como adubo para as novas ideias, como exemplo do que foi o zénite do vómito.”

Eis o que responde o dito Valupi a este comentário:

“Sábias palavras, jafonso.”

Quanto a Valupi e f., estamos conversados. Gente de elevada estatura moral e ética.


De Valupi a 9 de Outubro de 2009 às 19:42
Sábias palavras, Paulo Duarte.


De nuvens de fumo a 9 de Outubro de 2009 às 22:25
De facto, coitadas das ténias, que cruel comparação


De rui david a 9 de Outubro de 2009 às 19:38
o pacheco deve estar siderado... mas este não era o bom valupi que ainda não há muito tempo classificou o abrupto como "o melhor blogue do mundo"? Em plena era do Pacheco grão-mestre do franchising neoconservador/AIPAC cá no burgo?
bom, como dizia a brigitte bardot, (há já bastante tempo, é verdade...) a propósito não sei de quê, "só os estúpidos não mudam de opinião".
Mas dá para perguntar... o que se terá passado?


De Valupi a 10 de Outubro de 2009 às 00:06
O Pacheco mudou, rui david. Não reparaste? Mas eu também mudei, tens razão.


De rui david a 10 de Outubro de 2009 às 09:00
todos mudamos. infelizmente nem sempre para melhor, mesmo que às vezes nos esforcemos por fazê-lo. falo também de um caso de que tenho conhecimento razoável, o meu. quanto ao pacheco, teve um momento de grande relevância nos anos oitenta quando no chamado "grupo da esquerda liberal" ou coisa que o valha, liderou um grupo de ex-maoístas numa reflexão sobre o papel da extrema esquerda e o totalitarismo. a partir daí foi o resvalar até ao buraco onde desde o início da década se encontra. Com uma interrupção assinalável: foi o único político que assumiu uma atitude corajosa no caso das "milícias de francelos". o outro, pedro bacelar de vasconcelos, também homem ex-extrema esquerda, sem pretender tirar-lhe qualquer mérito, tinha obrigação de intervir, por ser, se a memória me não falha, governador civil de braga.
no post que f. linkou, ao escreveres "O que ele esconde, grande mentiroso que é, contaria outra história: a da propensão para o abuso do poder na direita ranhosa a que pertence.", chamas indirectamente a atenção para uma característica permanente no pacheco desde que emergiu como um dos "opinion makers" "de referência" nos meios de comunicação portugueses. é o homem que projecta e antecipa nos outros, com precisão cirúrgica, comportamentos e características dele. não pretendendo fazer psicologia barata, mas há ali um desvio de um mecanismo qualquer de auto-análise. ele julga esconder-se projectando-se em antecipação nos outros. o maior repositório de críticas ao pacheco pode ser compilado a partir do (muito) que ele escreve e diz.
enfim... o comentário também descambou e ficou longo demais.


De Valupi a 11 de Outubro de 2009 às 00:14
Excelente comentário, rui david, pois permite acrescentar profundidade e complexidade à figura. Ganha ela e ganhamos nós. E concordo muito com a psicologia barata.


De fernando antolin a 9 de Outubro de 2009 às 20:04
Isto parece um grupo de cachorritos mal educados que não param de rosnar. Enxerguem-se lá, não custa muitp.


De rui david a 9 de Outubro de 2009 às 22:17
um pequeno complemento para o Paulo... a direita do Pacheco é civilizada, assoa-se... ao casaco


De nuvens de fumo a 9 de Outubro de 2009 às 23:15
A nova coisa do Pacheco
-------------------------
-->
COISAS DA SÁBADO: O ATAQUE AO PRESIDENTE: UM “PREEMPTIVE STRIKE” [...]
...Eu não tenho dúvidas que o Presidente da República saiu fragilizado de toda esta história das “escutas”,...
...Por isso tudo uma “preemptive strike” que fragilizasse o Presidente era necessária, Foi o que a “operação Diário de Notícias” fez, com algum êxito, diga-se de passagem.

<--
é toda uma urdidura , uma conspiração a ler no bunker habitual.

Cuidado, provoca alucinações


De rui david a 10 de Outubro de 2009 às 09:10
retomo o meu comentário de resposta ao valupi... "preemptive strike" foi o que os meninos tentaram fazer ao governo com a história do público em agosto. entregaram a coisa a incompetentes e deu no que deu. o que dói ao pacheco é ter sido ultrapassado pela esquerda num jogo do qual ele pensava que puxava os cordelinhos. como já se repetiu até à náusea, o presidente fragilizou-se por não ter dito no dia 19 de agosto:
1- é assumido e ninguém tem nada a ver com o facto de assessores de belém usarem do seu direito de colaborarem na elaboração de programas de partidos.
2- a presidência não tem qualquer conhecimento de escutas nem autorizou ninguém a tomar iniciativas de divulgação de hipotéticos casos desses.
bastava isto, o resto é treta.


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