será que há mais algum assunto a propósito do qual josé manuel fernandes, num programa que se anuncia, entre outras coisas (aliás demasiadas e algumas mesmo bizarras), como sobre 'o caso das 'escutas a belém'', possa 'enfrentar' joão marcelino?
parece pois que se fernandes se propõe enfrentar marcelino deve ser mesmo a propósito de 'emails e presidência', assunto aliás sobre o qual não se fez rogado em várias investidas mediáticas a solo em que acusou o dn até de ser receptador de matérias surripiadas por serviços secretos (para depois, no mesmo dia, ter de reconhecer que 'a hipótese não se verificava') e de atentado à deontologia. por que raio então 'avisar' que não vai se o tema for esse? por que raio aceitaria ir, in the first place, se não estava disposto a discutir o assunto? está a tentar condicionar a condução do programa? está a tentar pressionar fátima campos ferreira? deus nos livre de imaginar que josé manuel fernandes não só não quer discutir cara a cara com marcelino o caso do mail como quer coarctar a liberdade de informação da rtp. a malta não conseguia-mos acreditar-mos nisso, pois não?
De Clara a 12 de Outubro de 2009 às 22:39
Eh, pá, desculpem: escreveram incorrectamente em português para imitar José Manuel Fernandes? Se o efeito pretendia ser mimético, conseguiram. Sabem que o rapaz, esse tal José Manuel Fernandes ontem escreveu "saiem" no twitter?! Fiquei encantada e conclui logo: neste país para se ser director de um jornaleco, basta assinar um contrato de fretes com o dono e os seus interesses. Não é preciso saber escrever correctamente o português básico. O resultado de dar poder a medíocres é esse: não é preciso ser grande coisa, basta ser moçoilo da lavandaria. Que bom!
Essa coisa de não usar letras maiúsculas é deveras enervante. Fosga-se !!
De
Paula a 13 de Outubro de 2009 às 09:20
Não diria enervante, mas sim intrigante. Estou curiosa para saber porque escreve f. assim! Eu gosto!
De Sousa Mendes a 15 de Outubro de 2009 às 15:52
Suponho que também anda e ler o António Lobo Antunes!!! Será ??
De Armistead a 13 de Outubro de 2009 às 12:14
Tem sempre dois bons remédios:
- não lê;
- copia o texto para o MS Word, marca o texto, vai a Formatar > Maiúsculas/Minúsculas > Maiúscula no início da frase;
Ain't life precious?
De fernando antolin a 12 de Outubro de 2009 às 23:24
Mais Cavaco e escutas e tal e mais não sei o quê ??!!
Socooorrrooo !!
De mc a 13 de Outubro de 2009 às 00:08
eeheheh no ponto, f.
quem fez os ditos erros foi o luciano alvarez no mail. como é que um editor de um jornal supostamente de referência faz um erro desses é que é coisa para inquietar muitas mentes. a minha, pelo menos, inquieta. ca tristeza.
Prós a Contras, factos que retenho e expresso ainda telegraficamente:
1.
O desastre que foi a condução do programa pela jornalista Fátima Campos Ferreira – contei pelo menos duas vezes em que a própria afirmou “estar baralhada”; de resto, seria no final do programa publicamente humilhada pelo Provedor dos telespectadores da RTP;
2.
A fúria do ainda (?) director do Público José Manuel Fernandes (JMF) que confirmadamente, pelo próprio, tentou condicionar a pivot do programa sobre o tempo de duração do tema escutas e e-mails;
3.
A miséria moral de, inclusivamente, ameaçar de telemóvel nas mãos a pivot sobre SMSs trocados entre ambos e também a miséria moral de tentar apoucar o director do DN, João Marcelino, por ter sido jornalista desportivo;
4.
A serenidade do director do DN; ter razão ajuda muito.
5.
A prova que ficou de novo provada – Cavaco tentou envenenar a campanha eleitoral contra o PS, pelo que é urgente a tomada de consciência das mulheres e dos homens livres desta terra para a indispensabilidade de, nas próximas presidenciais, juntarem esforços para a remoção urgente e profilática do bronco de Boliqueime que faz as vezes de presidente da república.
De Bruno Simões a 13 de Outubro de 2009 às 04:41
Atenção, que essa 'miséria moral' a propósito do passado de Marcelino no jornalismo desportivo foi da parte de Henrique Monteiro, que tinha 30 anos de carreira ligados à política, e não da parte de JMF.
No geral, foi uma peixeirada, como disse o Hélder Silva no seu twitter. A única coisa que soubemos foi que foi uma fonte política a colocar o email no Expresso. No DN, não sabemos, que Marcelino não revelou, porque alegadamente não sabe, porque confia no jornalista que o recebeu.
De resto, JMF demonstrou estar claramente desconfortável com o frente-a-frente com Marcelino. Henrique Monteiro teve algumas boas intervenções, mas a parelha entre os convidados e as suas intervenções prova que as posições de cada um já eram óbvias.
Escusado era que o Paulo Baldaia só tenha intervido para concordar com Marcelino. Pode muito bem ter a mesma opinião, mas não acrescentou nada. Na verdade, o "assunto" era apenas o 'LimaGate', ao qual Baldaia é alheio.
ERRATA e ADENDA
Peço, Fernanda, em nome do rigor que me é exigido neste caso, as seguintes correcções e um pequeno acrescento ao texto que escrevi, apenas baseado nos apontamentos que tirei durante o Prós & Contras, que posteriormente revi:
1.
Foi o director do "Expresso" Henrique Monteiro que tentou ridicularizar o director do DN João Marcelino por ter sido jornalista desportivo, e não José Manuel Fernandes;
2.
Acrescento: a excelente intervenção do director de Informação da RTP José Alberto Carvalho, que muito ajudou, com clarividência e factos, na demonstração da monstruosidade jornalística do "Público", prestando-se a fazer um frete sujo ao emissário de Cavaco, Fernando Lima.
De G_L a 13 de Outubro de 2009 às 02:04
Concordo com o comentário anterior.
- -
Depois do Prós & Contras de hoje, estou a chegar à conclusão que José Manuel Fernandes, na verdade, é um ingénuo.
Prefiro pensar que é um ingénuo.
De
Paula a 13 de Outubro de 2009 às 09:22
Concordo com todas as letras (inclusive as minúsculas). JMF há muito que se dedica a afundar o Público e levar com ele o que puder pelo caminho.
De Aquasky a 13 de Outubro de 2009 às 09:53
E quando JMF saca do telemóvel e ameaça Fátima Campos Ferreira que vai revelar os SMS que ela lhe enviou!!! Inenarrável.
Este José Fernandes não tem classe. Não quero ser maldoso, mas quase todos os ex-maiostas têm problemas de carácter. São mal formados.
De nuvens de fumo a 13 de Outubro de 2009 às 10:08
Eu não vi, e pedia se alguém tem o programa e o poderia partilhar.
Não gosto de falar sem ver as coisas, mas a fazer fé do que aqui está escrito é uma vergonheira de primeira.
Anda tudo doido ? 
De
Shyznogud a 13 de Outubro de 2009 às 10:14
De nuvens de fumo a 13 de Outubro de 2009 às 10:19
Obrigado,
penso que repete na RTPN, não sei quando. Mas se quiser ver as apreciações em real time da coisa espreite os twitters de, por exemplo, algumas jugulares :)
moi même aqui, http://twitter.com/palmira_maria
De nuvens de fumo a 13 de Outubro de 2009 às 10:27
Ok, eu e o twitter ainda não nos relacionamos sequer uma vez.
De Inês a 13 de Outubro de 2009 às 13:05
A tentativa de plantar uma notícia (argumento dos que publicaram os e-mail's trocados pelos jornalistas do Público) morreu à sede. Mas ficou o vestígio da semente atirada (o e-mail), a que Marcelino se agarra para justificar a decisão de publicar um documento interno e pessoal, ignorando a forma como chegou à sua redacção e que Henrique Monteiro oportunamente desvendou.
Se há coisa que José Manuel Fernandes fez bem (não fez muitas) no Público foi publicar a notícia sobre as suspeitas de Belém que revela somente, como se prova agora, a forma como Cavaco Silva está na política e desempenha o mais alto cargo da Nação. Durante toda esta história vem-me recorrentemente à memória o que Cavaco fez a Fernando Nogueira, seu ex-número dois. Porque será?
Fontes da Casa Civil, que embora não sendo iidentificadas estão localizadas, são suficientemente fortes para justificar a publicação da notícia, que teve aqui o efeito boomerang. Será que ninguém percebe isto? Afinal, o Público teve o grande mérito (intencional ou não) de revelar um Presidente da República que não tem estatura para desempenhar o cargo. Se tinha suspeitas, a Presidência devia ter usado os canais próprios para as esclarecer e não dar corda a um enredo palaciano da mais medíocre literatura.
O papel de João Marcelino, por mais que o justifiquem, não tem justificação. Devia ter usado da mesma prudência que Henrique Monteiro e o Expresso e não servir, como tem servido, os propósitos de uma das partes, sacrificando colegas. Incorreu nos mesmíssimos erros que acusa o Público de ter cometido. A forma como Marcelino se portou no Prós e Contras também não mostrou grande lisura, nem elevação de carácter, disparando comentários, acusações e insinuações sobre José Manuel Fernandes que estiveram à altura das atitudes que vi criticadas ao ainda director do Público.
Um triste espectáculo aquele que vi ontem no Prós e Contras. Tirando o comentário final de Henrique Monteiro sobre João Marcelino e o jornalismo desportivo, senti-me apenas reconfortada pelo que ouvi da boca do director do Expresso.
Inês
De Arsénio Baldruega a 14 de Outubro de 2009 às 15:17
Diz a comentadora Inês: «Afinal, o Público teve o grande mérito (intencional ou não) de revelar um Presidente da República que não tem estatura para desempenhar o cargo.»
Ah. Então afinal, segundo a comentadora Inês, terá sido «o Público» -- quem sabe se não mesmo o J. M. Fernandes a passar a notícia do email, chave de toda a intriga urdida em Belém -- cá para fora...
É que sem isso ainda se andaria a discutir se havia ou não havia espionagem de S. Bento em Belém, em vez de pura e simplesmente se houve ou não houve participação directa do PR numa conspiração furtiva para sugerir que S. Bento patrocina actividades criminais.
Não, é claro, que alguém esteja ou pareça estar interessado em tirar esta «insignificante» questão -- que literalmente parece não interessar ninguém, a não quanto à «urgente necessidade» de pôr cobro a toda e qualquer investigação à presidência -- a limpo...
É que watergates e jornalismo investigativo a sério é lá na estranja. Isto aqui reduz-se sempre à admiração da dita estranja, mas daí não passa.
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