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jugular

menos latim e mais português de lei, pode ser?

anda para aí gente um pedaço confusa.

 

primeiro, era óbvio que nos termos da lei a erc só podia decidir pela ilegalidade da decisão da administração da tvi -- formalmente, quem decide sobre os conteúdos editoriais dos órgãos de comunicação social são as direcções editoriais. o que quer dizer que se a administração da tvi queria acabar com o jornal nacional de sexta tinha de tratar desse assunto com a direcção editorial. não o podia fazer como fez, mesmo que tenha obviamente poder para o fazer da maneira 'correcta', ou seja, dando ordens à direcção editorial para o fazer ou mudando a direcção editorial caso esta se recusasse.

o que isto quer dizer é que, de forma bastante incompreensível, a administração da tvi infringiu a lei e as normas gerais de procedimento nos media -- coisa tanto mais difícil de perceber quanto é suposto que o grupo que detém a tvi é experimentado nessa área e gabinete jurídico é coisa que não lhe deve faltar;

 

segundo, se a administração da tvi achava que o jornal nacional de manuela moura guedes afectava negativamente a imagem da estação é estranho que só o tenha constatado tanto tempo depois de este ter iniciado a sua peculiar prática 'jornalística' e sido alvo de variadas e diversificadas críticas, incluindo a do conselho deontológico do sindicato dos jornalistas. porquê deixar um programa que prejudicava a imagem da estação manter-se tão longamente? que mudou para que a decisão de o terminar fosse tomada?

 

terceiro, a decisão tomada na altura em que o foi e da forma de que se revestiu  só podia ter repercussão na campanha eleitoral -- mais concretamente, penalizando quem das forças políticas concorrentes criticara o jornal nacional de manuela moura guedes e dando gás à tese da 'asfixia democrática'. não é preciso ser um cientista astrofísico para perceber isso: basta ter estado em portugal na altura e não ser cego e surdo.

 

quarto, talvez fosse interessante que o autor do post linkado se informasse sobre os poderes do regulador, ou seja, da erc, para proceder à 'reintegração da legalidade violada'. tenho a ideia de que essas coisas se costumam resolver em tribunal. mas isto sou eu, que devo andar mal informada.

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