Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

 

Faz domingo um mês, o DN publicou o mail de um jornalista do Público que narra um encontro, em Abril de 2008, com o assessor de Cavaco para a Comunicação, Fernando Lima, em que este lhe comunicou a suspeita de que a Presidência estaria a ser vigiada pelo Governo e lhe sugeriu que o jornal noticiasse o assunto "fingindo" que este surgira da Madeira. Faz também dois meses que a primeira notícia sobre as "suspeitas" de Belém saiu no Público.

 

Esta semana, no programa da RTP1 Prós e Contras, o caso foi discutido do ponto de vista jornalístico, com os directores do DN e Público. Estiveram também o do Expresso, o da TSF e o do departamento de informação da RTP. Dos cinco, quatro (a excepção foi o do Público) não tiveram pejo em afirmar que não acreditavam que alguma vez o Governo tivesse vigiado a Presidência. Como se explica então que toda a comunicação social tenha embarcado na "notícia"? A justificação foi dada no programa: a simples vocalização das "suspeitas" era notícia por "abrir uma crise institucional". É certo. Aliás, se havia notícia para dar desde o início - desde Abril de 2008 - era a de que um assessor do PR, homem da sua confiança há décadas, propôs uma inventona a um jornalista. Mas o jornalista alinhou em vez de a denunciar, pedindo ao correspondente na Madeira que investigasse. A "notícia", sabe-se, não saiu logo. Justifica o director do Público, na resposta que deu ao provedor do mesmo e que foi publicada a 13 de Setembro de 2009: na altura não havia suficiente "confiança" para a publicar nem "fonte autorizada". Na verdade, a investigação feita pelo correspondente contradissera as "informações" dadas pelo assessor do PR. Mas ano e meio mais tarde a "notícia" saiu mesmo.

 

Porquê? Explica José Manuel Fernandes: "Um membro da Casa Civil do PR confirmou formalmente ao Público (...). No dia em que uma fonte autorizada(...) assume que no Palácio de Belém se suspeita de que o Governo montou um sistema para vigiar os movimentos do Presidente, essa informação tem uma tal importância e gravidade que só podia ter o destaque que teve." Ignoremos que esta "notícia", a qual segundo Fernandes "estava a ser investigada há ano e meio", não só não continha qualquer reacção do acusado, o Governo, como se escusava a concretizar a forma da qual se revestiria o tal "sistema de vigilância" e quem dele se ocuparia; concentremo-nos na "autorização" e no "formalmente". Se quase toda a gente, após a publicação do mail, se convenceu de que a fonte "autorizada" era Lima, Fernandes nega-o. No dia seguinte ao da comunicação de Cavaco, o seu editorial é claríssimo: "'O PR não desautorizou ontem os membros da Casa Civil que falaram ao Público: disse que só ele fala em seu nome - ele e os chefes da Casa Civil e da Casa Militar."

 

O que Fernandes nos anda a dizer há semanas é que quem "confirmou as suspeitas" ao Público foi uma ou mais dessas três pessoas. Ou seja, o próprio Presidente. Claro que Fernandes pode estar a mentir. Mas e se não estiver? Como muitas outras perguntas que o caso suscita, esta deveria estar a ser objecto de séria investigação jornalística. Porém, desde que Cavaco falou, os chamados "fluxos noticiosos" desviaram-se do assunto. Watergate é, está visto, uma coisa para a América, para filmes e para escolas de jornalismo. Bigger than life. E nós somos pequenos.

 

(publicado hoje no dn)

 

adenda: ler a propósito, também no dn, paulo pinto de albuquerque, com uma opinião jurídica interessante sobre a categorização legal da divulgação do mail, assunto que tem apaixonado tanta gente ao ponto de a fazer esquecer tudo o resto.


32 comentários:
De Guilherme Pereira a 16 de Outubro de 2009 às 11:16
Pequenos mas não tolinhos.

Porventura, a nova (não) agenda dos "fluxos noticiosos" terá que ver com o súbito sentido de estado dos fazedores dessas agendas - bute lá agora deixar que funcionem as instituições, detalhe por acaso mandado ás urtigas quando essas mesmas agendas, em campanha eleitoral, tsunaminaram a pátria com as escutas.

Dava jeito: tratava-se de pontapear, supostamente no chão, o PM - cito-o na entrevista à "Visão".

"Enganaram-se", disse ele, o PM.

Pois foi.
Mas não pediram desculpa pelo tornado, muito menos agora se interrogam porque razão as agendas já não contemplam a investigação do caso.
Os meus alunos - 24, 25,26 anos - passam a vida a interpelar-me justamente sobre isso: " mas o assunto morreu, agora que há justamente um identificado sobre a tramóia?", assim perguntam.

Bateu fundo, esta merda.

O bronco de boliqueime, bem vistas as coisas, tem afinal boa imprensa...




De aires bustorff a 16 de Outubro de 2009 às 19:07
Pus estas notas ha pouco no Aspirina...

parecem-me complementares do seu comentario

abraço
aires bustorff

"Out 16th, 2009 at 18:48
1. ISTO n tem a ver com…

mas pq será que nenhum dos partidos da Assembleia, useiros e vezeiros nesse exercicio parlamentar, não solicitam audição de FLIMA, no caso da conspiração e escutas do Publico / JMF?

2. Admitindo que esta devassa conspirativa teria tido sucesso

conjugada com a asfixia democratica

Freeport, MMG, MCrespo juizes e delegados do MP seriam então reis da antena

BPN ficaria no silencio mortal dos justos com a complacencia destes ultimos

Governo seria destituido, suponho

teriamos um Bokassa, serio, competente, com principios

que governaria por interpostas gentes eventualmente “comprometidas” com aquelas manobras destabilizadoras…

(sorry, não consigo continuar neste meu exercicio de terror…)

3. Val, quem quer q sejas, continua, com estes teus amigos

abraço e obrigado
a luta continua!
"


De fernando penim redondo a 16 de Outubro de 2009 às 11:31
A Fernanda assume que o texto do email e que as afirmações de JMF são verdades absolutas só porque não são desmentidas e parte daí para a tentativa de lançar mais gasolina sobre uma fogueira que lhe interessa.

Como Fernanda devia saber nunca ninguém virá a saber o que realmente se passou no presumido encontro entre o jornalista do Público e o Fernando Lima. Suponho que não haverá testemunhas e portanto os interlocutores podem muito bem ter visões contraditórias sobre os factos, as palavras e as intenções.

Por tudo isto a Fernanda devia abandonar a tentativa de nos convencer de que em Belém só há facínoras e que em S. Bento só há anjinhos.

Já somos suficientemente adultos para perceber a moral das fábulas.



De António Parente a 16 de Outubro de 2009 às 12:01
Eu vi o Prós e Contras, mas não deve ter sido o mesmo programa visto pela Fernanda Câncio.

No meu programa, José Manuel Fernandes disse que, na sequência das declarações do deputado do PS José Junqueiro sobre a participação de assessores do Presidente na eleboração do programa do PSD, tinha contactado fontes de Belém (não uma, mais do que uma) para obter comentários. Essas fontes (não uma, mais do que uma) interrogaram-se (lembro-me de ler isso no Público) na edição de 18 de Agosto sobre as fontes do deputado José Junqueiro (foi mais ou menos isto: "mas como é que ele sabe?"). No dia seguinte, o Público publica outra notícia em que liga as interrogações do dia anterior à presença de um assessor do Governo numa visita do PR à Madeira.

Primeiro ponto: agiu o Público de forma correcta? Não. Na notícia de 18 de Agosto ainda tem desculpa. Na do dia 19, cometeu um erro crasso e fatal como os desenvolvimentos posteriores mostraram. Se numa primeira fase tinha agido correctamente ao desvalorizar o e-mail e "arquivá-lo" ao repescar o assunto acabou por cometer o erro que tinha evitado anteriormente.

Segundo ponto: agiu o DN bem? Na minha opinião, não. Numa primeira abordagem até pensei que sim mas Henrique Monteiro veio dizer que era uma fonte política a origem da divulgação do e-mail do Público. Como leitor do DN, tal como sou do Público, interrogo-me: foi o DN manipulado politicamente e teve consciência dessa manipulção? Qual foi a intenção do DN: atingir a credibilidade dum concorrente directo, intervir politicamente nas eleições ou foi tudo um acto de bom jornalismo? Depois, há as outras questões laterais que levantam dúvidas (divulgação de fontes doutro concorrente, etc). As justificações de João Marcelino no meu Prós e Contras deixaram-me desconfortável e nunca mais li o DN da mesma forma, como já me tinha acontecido (há uns anos) com o Público.

Parece-me que todos os intervenientes neste caso - Público, DN e PR - tiveram uma actuação infeliz. Salva-se José Sócrates que, com enorme sagacidade política, preferiu seguir em frente sem se preocupar com este sillygate. Talvez fosse esse um dos motivos por que ganhou as eleições.

Porquê esta insistência da jornalista Fernanda Câncio no caso das escutas? É um caso intrigante. Após ter ganho a primeira batalha política da sua vida - o casamento entre pessoas do mesmo sexo - procura outra causa que a motive? Em tempos, colocou a hipótese de se dedicar aos psichés. Talvez tivesse mais êxito do que a dedicação a este littlegate.


De f. a 16 de Outubro de 2009 às 13:43
antónio, experimente ler o texto antes de comentar.


De António Parente a 16 de Outubro de 2009 às 14:49
Acabei de fazê-lo mais duas vezes, de acordo com a sua sugestão (a segunda leitura foi um bónus, dada a enorme simpatia que continuo a nutrir por si apesar das nossas profundas divergências). Não penso que devo retirar nada ao meu comentário.

adenda: li a coluna do paulo albuquerque e consultei o código penal. acho original a tese do paulo albuquerque: o e-mail deixa de ser segredo quando passa a ser do conhecimento de mais pessoas. penso que seria espectacular aplicar esse conceito ao segredo de justiça: dado que mais do que duas pessoas tem conhecimento do seu conteúdo então deixa de ser segredo.


De joão viegas a 16 de Outubro de 2009 às 15:22
Um segredo deixa de ser segredo quando passa a ser conhecido por alguém que não esta obrigado ao sigilo. Geralmente (mas não necessariamente) esta ocorrência passa por uma violação do sigilo.

Concordo com as suas premissas, mas não com a conclusão. Tudo indica que o Publico foi instrumentlizado e complacente. Noticia-lo parece-me caber no papel de um jornal. Quando um concorrente comete uma trafulhice, publica-lo é conveniente, é certo, mas não deixa de ser noticia...

E finalmente, embora mantenha algumas reservas quanto à maneira como J. Marcelino se defendeu, não me parece liquido que ele, ou os seus jornalistas, tenham cometido uma falta deontologica ao publicar o mail.

Ja não posso dizer o mesmo do Publico em relação às noticias que publicou pois foi, no minimo, convenientemente angélico e negligente, no maximo, vergonhosamente repugnante...

Notando que você parece concordar com este ultimo paragrafo, falho em compreender o tom do seu comentario e a insistência nas suas conclusões.

Denunciar trafulhices não coibe ninguém de distinguir em função da sua gravidade. Ou então, somos todos nazis...


De António Parente a 16 de Outubro de 2009 às 16:46
João Viegas

Em 18 de Agosto o Público pediu a fontes do Palácio de Belém para comentarem as declarações de José Junqueiro. No dia 19 foi mais além: usou dados de uma história antiga não confirmada para justificar as declarações das fontes do dia anterior. Fez "análise política" mas cometeu um erro: devia ter informado os seus leitores que na opinião no jornal a história não tinha fundamento.

Ao divulgar a fonte do Público, o DN diz-nos o que se passou um ano e tal antes. Conseguiu o DN provar que existia uma estratégia política devidamente pensada, com origem em Belém, em que o Público foi instrumentalizado? Mostrou-nos que o Público sabia dessa estratégia e alinhou nela? Não, não conseguiu e não conseguiu mostrar, pelo menos a mim. Limitou-se a divulgar o nome de uma fonte.

Como leitor e com base na divulgação do e-mail do Público, fiquei chocado com a actuação do assessor do PR. Como muita gente fiquei convencido que a diligência do assessor tinha o conhecimento e aprovação do PR. Por esse motivo, a divulgação do e-mail pelo DN, ainda por cima com base numa fonte política (?), veio acrescentar ruído a esta questão sem a esclarecer, como se comprovou posteriormente.

Depois o PR demite de funções o seu assessor e faz a comunicação ao país desautorizando o assessor demitido anteriormente e afirmando que só ele e os chefes das casas civil e militar é que falam por ele. Com esta declaração, apesar dos aspectos infelizes doutras passagens, "matou" totalmente o "caso das escutas". Só com novas provas, concretas e sem hipóteses de refutação, é que é possível acusar o PR de algum comportamento incorrecto. Tudo o que se escreva agora sem novos dados é irrelevante.

No fim o que fica? Nada. Não há escutas comprovadas, o Público foi ingénuo e o DN provavelmente também (segundo Henrique Monteiro, foi uma fonte política que divulgou o e-mail o que coloca o DN na mesma situação do Público: foi ingénuo?), o PR demarcou-se do assunto e não assumiu a responsabilidade por alguma coisa.

O que nos diz este artigo de Fernanda Câncio (na minha modesta opinião de politólogo amador)? Diz-nos que o PR etecetera e tal, que tudo isto devia ser investigado profundamente, que se fosse na América etecetera e tal. Dá-nos a ideia de um prolongamento da sillyseason.

Os meus dois comentários anteriores diziam basicamente o seguinte: 1) não há substância na matéria publicada que justifique a insistência da jornalista Fernanda Câncio em Cavaco Silva, 2) Há questões mais pertinentes para um leitor do DN - quem foi a fonte política que divulgou o e-mail? - em que ninguém parece interessado em aprofundar.

Fiz-me entender agora?

declaração de interesses: nunca votei em cavaco silva, nem para primeiro-ministro nem para presidente da república, nem sou seu simpatizante.


De joão viegas a 16 de Outubro de 2009 às 17:02
Caro Antonio Parente,

Resumindo, você defende :

1) que o PR provou não ter nada a ver com o ocorrido, tendo sido tudo devido a uma iniciativa estupida de um funcionario dele agindo ultra vires ;

2) que o DN ao não revelar a fonte deixa pairar uma suspeita sobre se cometeu ou não a uma falta deontologica (ou mesmo um crime).

Quanto ao primeiro ponto, falta esclarecer porque é que o PR esperou tanto tempo para prestar esse esclarecimento.

Quanto ao segundo ponto, mantenho o que digo, ainda que esse facto fosse censuravel (e não tenho a certeza que o seja, afinal proteger a fonte implica quase sempre assumir esse risco), não me parece de uma gravidade comparavel à instrumentalização a que o Publico se prestou, nem sequer dando de barato que o fez por simples ingenuidade.

Cumps


De António Parente a 16 de Outubro de 2009 às 17:21
Caro João Viegas

1) O PR teve uma actuação dúbia e criticável em todo este processo: deveria ter feito a comunicação ao país no dia 18 ou 19 de Agosto e não em 29 de Setembro, etc.

2) Eu não acuso o DN de ter cometido uma falta deontológica, nesta questão sinto-me dividido, não tenho conclusões definitivas; depois da intervenção de Henrique Monteiro no P & C é legítimo querer saber quem foi a fonte do DN para termos uma visão de conjunto de toda a questão.

3) Para mim, quer o Público quer o DN não saem bem deste imbróglio; não os acuso de falhas deontológicas, possivelmente foram pressionados pela necessidade de terem títulos fortes para potenciarem as vendas; ficaria desiludido com qualquer um deles se os soubesse veículos de estratégias políticas encapotadas.

Saliento que não condeno a existência de jornais alinhados politicamente. Já os tivemos e eu era leitor deles. Desde que tudo seja transparente, é óptimo



De Ricardo Alves a 16 de Outubro de 2009 às 12:22
Vamos lá a ver se entendo.

Editorial de JMF:

«O PR (...) disse que só ele fala em seu nome - ele e os chefes da Casa Civil e da Casa Militar."»

Conclusão da f.:

«O que Fernandes nos anda a dizer há semanas é que quem "confirmou as suspeitas" ao Público foi uma ou mais dessas três pessoas.»

Eu concordo. Uma dessas três: chefe da casa civil, chefe da casa militar, ou o próprio PR.

«Ou seja, o próprio Presidente.»

Porquê? Pode ter sido um dos outros dois (a acreditar no testemunho de JMF), exorbitando das suas funções (ou não, e apenas nesse caso é que somos reconduzidos ao PR). Estarei a interpretar mal?


De f. a 16 de Outubro de 2009 às 12:25
ricardo, o pr, como aliás jmf diz no seu editorial afirmou, na sua comunicação de 29 de setembro, q só 3 pessoas falavam por ele: os chefes da casa civil e militar e ele. portanto se foi um dos 3 que confirmou as suspeitas ao público foi o próprio pr q falou. qual a dúvida?


De Ricardo Alves a 16 de Outubro de 2009 às 12:30
f.,
aceitando o testemunho de JMF como válido, foi um desses três que falou. Agora, das três uma: ou foi o próprio PR, ou foi um dos chefes de casa autorizado pelo PR, ou foi um dos chefes de casa sem autorização do PR. Se a hipótese correcta for a última, deveria ser demitido quem falou em nome do PR sem autorização para tal. Se a hipótese correcta for uma das duas primeiras, apoio o pedido de destituição do PR.


De f. a 16 de Outubro de 2009 às 12:49
se foi um dos chefes das casas civis q falou ao público, o público entendeu a 'informação' como vindo directamente do pr. esse é o primeiro ponto -- confirmado pelo pr na sua alocução e frisado por jmf no editorial. segundo, s um dos chefes das casas civis ou os dois são a ou as fontes da história das vigilâncias, 'confirmando' o q lima já dissera em abril d 2008, e entretanto o pr já falou sobre o assunto e já afastou lima do cargo q ocupava (dando-lh outro, por sinal, o qual até hoje s desconhece -- s calhar só s vai lá c vigilâncias) e deixou os chefes das casas civis ond estão, o q é q isso nos diz? q tem toda a confiança neles, como aliás plos vistos no fernando lima.

claro q, como digo no artigo, a hipótese d jmf estar a mentir existe. mas s não estiver a mentir, aquilo q já era gravíssimo rebenta a escala.


De Ricardo Alves a 16 de Outubro de 2009 às 13:10
«se foi um dos chefes das casas civis q falou ao público, o público entendeu a 'informação' como vindo directamente do pr. esse é o primeiro ponto»

Certo. Mas o que me interessa menos nisto tudo é a opção do JMF de publicar.

«um dos chefes das casas civis ou os dois são a ou as fontes da história das vigilâncias (...) o pr (...) deixou os chefes das casas civis ond estão, o q é q isso nos diz? q tem toda a confiança neles»

Diz-nos que ou JMF mente, ou que JMF fala verdade e, nesse caso, Cavaco mantém a confiança porque deu ordem para entregar o dossiê em Abril de 2008 - e confirmá-lo em Agosto deste ano.

Ou JMF mente, ou os chefes de casa são demitidos, ou se avança para a destituição.


De Anónimo a 16 de Outubro de 2009 às 13:12
Seja honesta e diga toda a verdade. Porque omitiu o facto denunciado por Henrique Monteiro de que tinha sido uma força política a entregar-lhe o email ?
E de que o email, publicado pelo D. N. (Rico jornalismo, utilizar-se do serviço de um jornal concorrente!) foi só publicado uma parte?
E de que havia ainda muita coisa para revelar, sobre este caso!
Isto é "jornalismo de sargeta"
A


De f. a 16 de Outubro de 2009 às 13:45
sim, o q importa mesmo é s quem passou o email aos jornais é 'político'. já na presidência da república só há floristas


De Francisco a 16 de Outubro de 2009 às 14:37
Caro anónimo, parece querer esquecer que Marcelino (do DN) disse no dia da publicação do email que foi confirmada a veracidade deste.


De André Azevedo a 16 de Outubro de 2009 às 13:23
Como quase sempre, concordo plenamente com o seu artigo.
O problema é que cada dia que passa é um dia perdido para pedir a renúncia do Presidente. Acho que num país decente, já teríamos eleições presidenciais marcadas para os próximos meses.
Gostaria que houvesse vozes com responsabilidades políticas e voz activa na vida política portuguesa que se começassem a afirmar pela destituição/renúncia do PR.
Não me demito das minhas responsabilidades cívicas, mas acho que um abaixo-assinado lançado por um cidadão anónimo não teria o mesmo peso que se este fosse elaborado por figuras públicas. De qualquer das formas, contem comigo.


De Atjazz a 16 de Outubro de 2009 às 14:11
O que deve fazer alguém que tenha conhecimento de uma tramóia, e que tenha factos a comprová-la?

É dever de qualquer cidadão denunciá-la imediatamente. Se não o fizer comete um crime.

No caso em apreço, um cidadão tomou conhecimento da tramóia montada pela presidência/ p'ublico para liquidar Sócrates. Poderia ele ficar bem com a sua consciência se nada fizesse?


De Atjazz a 16 de Outubro de 2009 às 14:16
O que este cidadão fez foi o que qualquer um digno desse estatuto faria: entregou as provas dessa tramóia à vitima ( leia-se PS).

A vitima numa situação destas a primeira coisa que tem fazer é desmascarar a tramóia e repor a verdade.

Triste é constatar que um jornal de referencia, Expresso, podendo contribuir para repor a verdade, tenha optado por mantêr a calúnia e a conspiração. Muito triste.


De Francisco a 16 de Outubro de 2009 às 14:40
Cavaco esconde-se atrás de um outro tabu. Cavaco tem que responder ao que tem necessariamente que responder.
Há 4 ou 5 razões graves de Estado em que Cavaco não fez o que devia nem esclareceu os portugueses como devia.
Ou responde às perguntas que tem a responder ou, no mínimo e sem isenção, demita-se.
Tal como está, Cavaco só pode fazer duas coisas: deixar de ser um estorvo, papel em que dá rédea solta a Sócrates e se limita a usar o veto pela opus dei, ou passa a ser uma fonte de forte instabilidade e incerteza.
Até ao fim de mandato, daqui a 14-15 meses, Cavaco vai ter 2-3 meses em que pode dissolver a assembleia e pôr em causa o governo. Essa janela vai ocorrer daqui a 6 meses numa fase que a ocorrer seria permitir a vitimização de Sócrates. Mais vale demitir-se já para o novo presidente poder ter mão no Sócrates já daqui a 8-9 meses.


De p D s a 16 de Outubro de 2009 às 15:11
"f"ernada,

peço-lhe que não deixe "morrer" este sinistro episódio...que como muito bem diz, foi desviado do "escrutinio" publico e jornalistico.

Vi o 'P&C' e como tambem já vinham acontecendo previamente, reparo com estranheza que o ponto da discussão seja a publicação on não do "e-mail", e a questão da proteção de fontes...e pasmo !!!

Quer dizer, um jornal publicar uma "noticia manipulada e montada" a pedido... um PR a encomendar e/ou alguem por ele, noticias a acusar o Governo em periodo de eleições... um assessor demitido e a continuar... uma declaração de um PR sem pés nem cabeça ...


quer dizer, de tudo isto, o grave é a privacidade das fontes e dos arranjinhos ???


Por favor...se puder não deixe isto morrer por aqui !!!

Obgd !


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