Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Rogério da Costa Pereira

No meio de toda a indignação que as palavras de Saramago causaram - e muito justamente, embora alguns insistam em confundir alhos com bugalhos -, resolvi ir ler o livro. Em nada movido pela polémica - apenas fiz o que faço com todos os livros escritos por Saramago: leio-os.

Então não é que o livro é bem capaz de ser a pior coisinha que Saramago algum dia escreveu? Espécie de tentativa débil e gorada de reductio ad absurdum, cheia de dichotes a armar ao engraçado, dei por mim num livro que se consubstancia numa espécie de paródia mal parida àquela parte do antigo testamento. Não vou, como é óbvio, entrar em pormenores, mas não deixarei de referir que me chocou a forma como, partindo de uma interpretação literal do antigo testamento - propositada é certo -, Saramago tentou o humor fácil, quase brejeiro, aquele tipo de coisa insossa que não se espera do autor do Memorial do Convento. 

Digamos que Caim, não fosse estar eu abismado pela coisa, seria livro para colocar de parte ao fim de uma dezena de páginas. Por outro lado, o livro lê-se sem grande esforço até ao fim, como quem não desvia o olhar de alguém que escorrega numa casca de banana. O ódio de Saramago a tudo o que "religiosamente mexe" desta vez toldou-lhe o espírito.
O medo que Saramago tem da morte (nunca lhe ouvi tal, apenas me parece que isso transparece nalgumas passagens de Caim) devia ter outro destino.

É o que me parece. Posso, concedo, ter lido tudo mal, ter entendido tudo ao contrário. Nada como comprar e ler.

Uma última referência ao facto de que jamais moldaria assim esta crítica (mesmo porque se há coisa que não almejo, nem tenho competência para tal, é ser critico literário), caso não tivesse Saramago como um dos nossos maiores. É, portanto, com o todo o devido e merecido respeito.

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51 comentários:
De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 11:59
o rogério faz (má) critica literária para fazer crítica à crítica religiosa do saramago.

o raciocínio é mais ou menos assim: o livro não vale nada, logo as críticas de saramago são infundadas e a bíblia deve ser ensinada às criancinhas.

que coisa mais fratricida.


De Rogério da Costa Pereira a 21 de Outubro de 2009 às 12:02
Exacto, aorta. Você topou-me bem.


De Rogério da Costa Pereira a 21 de Outubro de 2009 às 12:08
Mais uma coisa: você consegue criticar o que eu digo sem ao menos ler o livro, o que é bem revelador da forma como está em jogo.


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 12:25
mas o que está em causa não é o livro dosaramago. o que está em causa é a afirmação que "a Bíblia é um manual de maus costumes".

ora diga-me lá, porque é que eu preciso de ler o livro para concordar com ele.

o livro que eu precisava de ler, a bíblia, já o li e até já o estudei. e posso dizer-lhe que o saramago tem razão.

o antigo testamento é tão mau, tão mau, mas tão mau, que foi preciso escrever um novo.

quanto à sua estratégia, você está apenas a tentar desviar o assunto para outro lado e a tentar que as pessoas digam mal do livro do saramago, como ele diz da bíblia.

o que você não percebe é que o livro de saramago será sempre do saramago. ao contrário da bíblia que é o livro de um ser que não existe nem nunca existiu.

resumindo, tudo aquilo que está na bíblia é bullshit comparado com qualquer manual de ética.



De Rogério da Costa Pereira a 21 de Outubro de 2009 às 12:28
O que está em causa é o livro do Saramago. Neste post é isso que esta em causa, ora essa.


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 12:29
arranje uma estratégia melhor. você é capaz.


De Rogério da Costa Pereira a 21 de Outubro de 2009 às 12:41
Ouça, em termos religiosos, devo tanto à Bíblia como ela me deve a mim. Zero. Com excepção de umas secas bem apanhadas nalgumas missas às quais ia forçado.

Veja se atira os seus preconceitos para um lado e consegue ver que o que eu tinha a dizer sobre as declarações de Saramago já o disse noutro post. Este post é sobre o livro. Abri-o com expectativa, saíram-me goradas. Aqui fica o registo.


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 12:49
"Ouça, em termos religiosos, devo tanto à Bíblia como ela me deve a mim. Zero. Com excepção de umas secas bem apanhadas nalgumas missas às quais ia forçado."

então qual é o seu problema relativamente às criticas do saramago?

você parece o freitas do amaral quando criticou os cartonistas dinamarqueses por caricaturarem o profeta. a ele só lhe faltou dizer, e seguindo a sua estratégia, que as ilustrações eram muito más e que o profeta estava mal desenhado. pfff...

continue a tentar, rogério, continue a tentar...


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 12:50
só mais uma coisa. como crítico literário (e com todo o respeito e a devida vénia) você é uma merda.


De Rogério da Costa Pereira a 21 de Outubro de 2009 às 12:52
Não pretendo fazer carreira disso.


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 12:55
deus existe! :-)))


De aires bustorff a 21 de Outubro de 2009 às 12:45
Muito bem Aorta!

parabens por este e outros comentarios que tenho lido por aqui

abraço e obrigado!


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 16:06
não tem nada que agradecer. sempre que estiver em causa a liberdade de criticar qualquer tipo de poder (político, religioso ou de outra natureza qualquer) pode contar comigo.

cumprimentos ateístas.



De aires bustorff a 21 de Outubro de 2009 às 16:48
espantosa sua resposta simples e directa!!!
são estes pedaços de solidariedade em coisas concretas que me emocinam nestas leituras
abraço


De S a 21 de Outubro de 2009 às 12:51
Ó aorta, o livro pode ser uma merda. Já o leu? As possíveis más críticas não são necessariamente ataques anti-saramago.


De Rogério da Costa Pereira a 21 de Outubro de 2009 às 12:53
Ele não precisa, para ele a conversa sempre será outra.


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 12:56
eu até respondia ao S, mas não estou aqui para as curvas.


De Álvaro a 21 de Outubro de 2009 às 21:07
Fugir é sempre mais fácil. Eu dei cabo de 17 euros. Vai para uns bons anos que acho o senhor saramago uum dactilografo, mas fui suficientemente masoquista para lhe dar o beneficio da dúvida. Chegado ao 3 capítulo, vi que os 17 euros foram um enorme desperdício.


De Ana Afonseca a 11 de Agosto de 2010 às 14:59
Saramago é um genio. E o Caim foi mais um fantastico livro que ele nos deu o prazer de ler.


De nuvens de fumo a 21 de Outubro de 2009 às 12:17
interpretação literal do antigo testamento </b>

E há outra ? E se há quem nos interpreta aquela quantidade de imbecilidades ?

Com que critérios ? E se assim é não teria mais sentido ume entidade divina ter escrito algo mais fácil de ler ?

O Génesis é um cortejo de disparates, não merece sequer um livro


De A. Dias a 21 de Outubro de 2009 às 12:31
Mas o que é que deu, de repente, a toda a gente?
De repente, está tudo muito tolerante, muito contra o Saramago, muito incomodado porque, afinal, a biblia é só um texto que não deve ser tomado à letra e, afinal, dizer que a biblia é um repositório de obscenidade, ódios e intolerância é incrível, afinal, o que o Saramago quer é fazer publicidade ao livro.
Mas não é verdade tudo o que Saramago diz da coisa? Não é o deus do Livro uma entidade grotesca, vingativa, cruel, racista e injusta?
Não são as igrejas e religiões que nele se fundam o maior fautor de guerras, de misérias, de intolerância e de crimes que a História conhece?
Poupem-me.
Ainda não li a Caim; não sei mesmo se o vou fazer uma vez que o autor não me entusiasma nem me é simpático. Mas, por favor, caiam na real, como diria a Maitê.


De Álvaro a 21 de Outubro de 2009 às 21:10
Escolher a Maitê como exemplo é logo um mau inicio.

A mim não incomoda minimamente que o saramago diga mal, o que incomoda é o facto de querer passar por um tipo sabedor, esclarecido e bom escritor. Mais por passar a imagem de que não teme nada nem ninguém. Que tem princípios.

Para barbaridades e atropelos já nos basta o governo


De sxzoeyjbrhg a 21 de Outubro de 2009 às 12:34
Em resposta à acusação de D. Manuel Clemente sobre a sua "ingenuidade confrangedora" sobre a Bíblia respondeu: "Abençoada ingenuidade que me permitiu ler o que lá está e não qualquer operação de prestidigitação, dessas em que a exegese é pródiga, forçando as palavras a dizerem apenas o que interessa à Igreja. Leio e falo sobre o que leio. Para mistificações não contem comigo."

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1395576&seccao=Livros#


De Álvaro a 21 de Outubro de 2009 às 21:24
Pretensão e água benta, neste caso deve ser choca, Saramago toma a que quer.


De fernando antolin a 21 de Outubro de 2009 às 12:55
Obrigado pela sua opinião,Rogério,poupa-me o trabalho de comprar ou "bibliotecar" o livro.Tomo a sua opinião por boa,não concordo é com o Saramago ser um dos nossos maiores,serão traumas do PREC,admito.E creia que me entristece ver uma pessoa que,já no ocaso da vida,parece definitivamente não se reconciliar com ela,há ali uma amargura e raiva para com algum passado que,definitivamente,nunca será resolvida.A passagem que Saramago dedica à sua terra natal no "Viagem a Portugal" é algo significativa. Não entendo a razão de tal polémica,sobre o livro, estamos a dramatizar uma situação que já teve antecedentes noutras obras do autor e que não me parece valer tanto.
Obrigado por aturar a minha opinião. Um abraço


De via a 21 de Outubro de 2009 às 13:02
tentei ler três livros do Saramago, nenhum acabei. uma questão de gosto, só, reconheço muito valor ao uso que faz da língua portuguesa e esse testemunho é insubstituível.Caim aguçou-me terrivelmente a curiosidade, o tema e um certo escárnio pelo cristianismo talvez pudessem inventar uma outra religião, e era mesmo preciso. a esquerda não soube encontrar os absolutos orientadores que precisava. mas agora a sua crítica amoleceu-me.


De Zé da Burra o Alentejano a 21 de Outubro de 2009 às 15:21
Eu acredito em Copérnico, Galileu Galilei, Charles Darwin, Kepler, Einstein, Carl Sagan e, obviamente, em Saramago. Todos eles (e muitos outros) provaram como a Bíblia estava errada: É claro que o Universo e o Homem não foram feitos em 6 dias, a terra não é o centro do Universo e o Homem (e a mulher) não tiveram origem em Adão e Eva, isto só para começar uma qualquer abordagem. Depois, mais adiante, no livro mais lido do mundo, várias vezes se refere à mulher como sendo inferior ao homem (dada até a sua origem e razão porque foi criada). Mais adiante, também se dão conselhos de como tratar um escravo???
É claro que toda a gente com alguma formação científica (pouca) até sabe que a Bíblia está errada, mas daí a escrevê-lo e afrontar de uma vez só o livro que serve de referência a várias grandes religiões do mundo, é preciso ter coragem!


De Cristiano a 21 de Outubro de 2009 às 15:41
Coragem???
Com a moda que existe actualmente, dentro da suposta superioridade de esquerda e a sua insuportável tendência para o politicamente correcto, é preciso coragem para criticar um alvo tão fácil e óbvio como a Biblia???
O Saramago tem todo o direito de escrever um livro a criticar a Biblia, mesmo que eu não concorde com ele, não será, obviamente, devido a isso que ele deixará de ser um grande escritor.
Tenho a minha opinião sobre a Biblia e sobre as influências (boas e más) da religião católica na nossa sociedade, é com certeza algo que nos levaria a uma discussão mutissimo longa (e muito interessante). Só gostaria de referir o seguinte o valor que mais prezo, acima de qualquer um, é o da liberdade, nunca achei, nos dias de hoje, que a religião católica me diminuisse a minha liberdade, antes pelo contrário. Dicordo de muitas coisas que o Saramago disse, mas obviamente ele tem todo o direito de o dizer e tem um talento extraordinário para emitir a suas opiniões por escrito. Simplesmente não consigo, por muito que tente, ver nisso nenhum acto de coragem...


De Álvaro a 21 de Outubro de 2009 às 21:29
Não se trata de ter opinião, trata-se de ser tão primário como aquilo que critica.

Gosto pouco de gente que diz ser racional e prova o contrário.

Deve ser a proximidade da morte e não lidar bem com isso.

É triste.


De aires bustorff a 21 de Outubro de 2009 às 15:47
maravilha Zé da Burra...
abraço


De Pedro a 21 de Outubro de 2009 às 23:04
Mas alguém acredita que o Universo foi criado em 6 dias?! Eu sou católico e não acredito. O Antigo Testamento exprime o modo como os seus escritores viam os acontecimentos. Na altura não era raro considerar-se Deus ou outros deuses como seres vingativos, que intervinham para derrotar inimigos e punir os infiéis. Há que saber ler isso. E para isso há que saber História. Por isso Jesus veio trazer uma nova "lei" a quem a quiser escutar: acumulai tesouros que a traça não corroi; amai os vosso inimigos; não façais aos outros o que não quereis que vos façam a vós; etc, etc, etc.

Apenas me choca a falta de tolerância por vezes demonstrada de parte a parte, mais de uma das partes, infelizmente. A Inquisição foi algo abominável, mas hoje parece que a intolerância passou para o outro campo... Procura-se passar um atestado de estupidez a quem tem fé?! E o mundo não se fez em 6 dias.


De Miguel Marujo a 21 de Outubro de 2009 às 16:49
o aorta leu alguma vez a Bíblia, de fio a pavio? duvida-se. o zé da burra já ouviu falar de metáforas, parábolas? mais se duvida. saramago é deus. ámen.


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 16:54
miguel marujo. o senhor, não o Senhor, deveria saber que há livros que não se lêem de fio a pavio.

pelo seu comentário percebe-se que você não é propriamente um leitor nem da bíblia nem de livro nenhum.


De Miguel Marujo a 21 de Outubro de 2009 às 16:57
claro que não, aorta, peço desculpa... são todos burros, excepto sua excelência aórtica!


De Zé da Burra a 21 de Outubro de 2009 às 17:13
Já ouvi falar de metáforas, parábolas e até de LENDAS e FÁBULAS! Se a bíblia não é para ser lida à letra então que o declarem as religiões que a têm como fundamento sua fé e ficaremos todos mais de acordo.


De Miguel Marujo a 21 de Outubro de 2009 às 17:17
Bom, a Bíblia é um livro dos cristãos - não das "religiões". O Antigo Testamento, de outro nome, é também o livro dos judeus. E o Zé da Burra não percebe que dizer "metáforas e parábolas" não é o mesmo que dizer que são mentiras. Aprenda português, depois podemos conversar.


De Zé da Burra O Alentejano a 22 de Outubro de 2009 às 15:30
Há muito que a religião religião cristã romana se dividiu noutras, como: ortodóxa (várias), anglicana, presbiteriana, evangélica, Adventista, Testemunhas de Jeová e muitas outras que agora não sou capaz de inumerar.
Mas é realmente verdade que só o Antigo Testamento é aceite pelos Judeus, porque aqueles não vêem Jesus como sendo Deus que veio à terra. O argumento é válido, pois se Jesus era realmente Deus, então porque é que na cruz terá pedido perdão para os seus carrascos, dizendo: "Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem"?


De nuvens de fumo a 22 de Outubro de 2009 às 15:45
Ai onde se foi meter,

deus pai filho e espírito santo , são três em um , como alguns produtos de cosmética, shampo, amaciador e qualquer outra coisa como anti caspa. é o fantástico mistério da santíssima trindade que como não se pode compreender tem logo o título sugestivo de mistério.
Aliás a ICAR muito nos ajuda a perceber o que não devemos questionar,
omistério da cruz, da trindade , da óstia vulgo transubstanciação , etc

O filho e o pai são o mesmo, unidos pelo ES.
Por isso é alegórico o sentido do grito de JC na cruz, já na versão de M Python , quem aparece é uma esqudrão suicida, sem efeitos práticos, mas castiço.

Enfim, no fundo não é mesmo para perceber. Eu não percebo e considero-me razoavelmente inteligente


De António Parente a 22 de Outubro de 2009 às 15:56
Que se considera razoavelmente inteligente, não tenho dúvidas.Mostra-o minuto a minuto. Que essa convicção seja compartilhada por outros humanos já é um poucochinho mais duvidoso.


De nuvens de fumo a 21 de Outubro de 2009 às 17:20
E quem decide o que é literal e o que é parábola ?


De Miguel Marujo a 21 de Outubro de 2009 às 17:36
a exegese, como em qualquer livro...


De ana a 21 de Outubro de 2009 às 17:18
Eu li partes do Velho Testamento na Faculdade. Para uma cadeira que se chamava História Pré Clássica. Era aquilo que se chama uma fonte para o conhecimento dos povos da antiguidade pré clássica. E pronto, sempre li mais uma ou outra passagem pelos motivos mais diversos. Umas são bonitas, outras são horríveis, mas ser escrito por inspiração divina, nunca achei. É demasiado humano, de uma forma muito "datada". Quanto à questão das metáforas, também não percebo porque cargas de água umas coisas são metáforas e outras não. E quem decide isso, e porquê. A bíblia é um livro, não como outro qualquer, porque tem um valor especial, assim como muitos outros têm um valor especial. Mas nunca um valor "sagrado".


De nuvens de fumo a 21 de Outubro de 2009 às 17:42
é sagrado , porque só pode ser percebido e entendido se explicado , revelado por quem sabe

Aliás é a mesma treta com o corão, este só pode ser percebido no original, porque o sagrado não permite traduções.

E aprender árabe ? já tentou ? é um horror , não me admira nada que aquela gente seja ignorante por não saber ler e quando aprende não fica boa da cabeça


De aorta a 21 de Outubro de 2009 às 17:43
que azar o seu. eu tive mais sorte. estudei filosofia da religião com o professor manuel da costa freitas, um franciscano catedrático da católica (e agora jubilado), que deu aulas a convite na faculdade de letras.

dizia eu que tive sorte, porque com ele só estudamos os malditos: feuerbach, marx, nietzsche, freud, sartre... dizia ele que era necessário conhecermos o pensamento dos críticos para o podermos desmontar.

estava certo. e muito lhe agradeço ter-me poupado ao estudo dos santos e padres da igreja. teria sido enfadonho.


De mimi a 21 de Outubro de 2009 às 22:45
Eu tive muito mais azar, levei com a Patrística toda, leccionada por um ex-padre que posteriormente se casou. Teve que expiar o pecado da carne o resto da vida e os alunos é que pagaram a penitência.

A turma ao lado, que tinha como professor um padre, foi uma sortuda, aprendeu a ver a Idade Média com olhos muito mais argutos.


De Álvaro de Sousa Holstein a 21 de Outubro de 2009 às 21:03
Já vou no 3 capítulo e realmente o livro é de ir às lágrimas de tão pobre.

Interessante seria ele fazer um assim tendo o Corão como inspiração.



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