Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

"o ressabiamento contra o director que agora saiu é notório e fica mal a quem lhe sucede"

 

Gabriel Silva comentando a mudança de Direcção do Público

 

Alguém me sabe explicar porque é que fica mal a direcção do Público ter sentido a necessidade de se distanciar da antiga? Será assim tão difícil de perceber que não foram só os apoiantes de Sócrates que se sentiram incomodados com o rumo da direcção de José Manuel Fernandes? Será assim tão difícil de perceber que o maior problema de JMF não é a sua ideologia mas sim a forma como se esqueceu dos princípios que devem orientar a actuação de um jornalista e de um jornal?

 

Um jornal não é uma mercadoria qualquer; um jornal desempenha uma papel fundamental na vida democrática de um país. JMF falhou enquanto director pois não soube estar à altura da responsabilidade que se exige, que se deve exigir a quem está à frente de um jornal de referência. O primeiro editorial da nova direcção do Público não diz que vai ser brando com o governo, nem que vai ter qualquer tipo de agenda política. Num certo sentido, o editorial limita-se a dizer o óbvio: o Público vai voltar a ser um jornal. É tudo.


2 comentários:
De Nuno Gaspar a 3 de Novembro de 2009 às 10:18
"O primeiro editorial da nova direcção do Público não diz que vai ser brando com o governo, nem que vai ter qualquer tipo de agenda política"

Pueril.
Se tiver essa intenção não o dirá de certeza.

Não é preciso muito para perceber que o Público não mostrou sinais de ter mudado para melhor. Basta comparar o editorial digno e elegante de 31 de Outubro com o acto de contrição pífio de 1 de Novembro. É mais um jornal que perde interesse.



De fernando antolin a 3 de Novembro de 2009 às 19:07
Simpatizantes do PS estavam incomodados com JMF no Público. JMF saiu e o Público vai voltar a ser um "jornal". Muito bem, não podia ser mais claro. Tem que haver jornais e "jornais"... e respeitinho...


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