Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
a saber que a oposição gostava que o PS tivesse apresentado um programa de governo que reflectisse aquilo que a oposição julga ter sido o significado destas eleições, isto é, suponho eu, um programa que incluísse 36% de propostas do PS, 29% do PSD, 12% do CDS, 10% do BE e 8 do PCP — para além do facto do PS ter vencido as eleições, este é o único significado que podemos dizer decorrer directamente das eleições.
Para a oposição a atitude de diálogo e negociação deve preceder o diálogo e a negociação propriamente ditos. Tendo em conta que o debate ainda não aconteceu — e só vai acontecer em sede própria: no parlamento —, estavam à espera exactamente do quê?
De
rafael a 3 de Novembro de 2009 às 16:06
o diálogo e a negociaçao deviam ter sido feitos tendo como objectivo a construçao de um programa de governo abragente à direita ou à esquerda. sócrates nao o quis, agora que se amanhe...
Rafael, importa-se de repetir?. Já agora, o comentário do Rui Herbon (em baixo) é muito certeiro
De
rafael a 4 de Novembro de 2009 às 11:49
nao, nao me importo: "o diálogo e a negociaçao deviam ter sido feitos tendo como objectivo a construçao de um programa de governo abragente à direita ou à esquerda. sócrates nao o quis, agora que se amanhe...".
quer que explique? pois bem. creio que todos os partidos tinham medidas prioritárias, elementos estruturantes do seu programa. Se socrates quisesse realmente criar acordos bastaria responder a estas medidas de forma parcial, nem que fosse.
Um exemplo, se Sócrates tivesse proposto ao PC e ao BE a suspensao de uma série de medidas do codigo do trabalho contestadas pelos sindicatos e assumisse o compromisso de alargamento do subsidio de desemprego, creio que haveria espaço para o diálogo. E perante os seus eleitores nao perderia a face. Nem PC, nem BE insistiríam, provavelemente, na nacionalizaçao da banca, nem na saida da NATO, nem em outros temas que seriam completamente adversos ao PS...
Sócrates preferiu fazer de conta que consultava os partidos, agora que se amanhe...
A oposição em bloco usou como argumento para se furtar a qualquer acordo de governo ou de incidência parlamentar, o facto de não poder ir contra os respectivos programas acabados de sufragar em eleições. Já o PS teria que proceder a uma espécie de transfiguração, ao transportar as promessas eleitorais para o programa de governo. Como se não tivesse ganho as eleições. Como se os outros todos não as tivessem perdido.
De Ricardo J. Francisco a 3 de Novembro de 2009 às 16:43
Se as negociações não deram resultados o caminho é simples.
O PS apresenta o seu programa em formato orçamento. Os outros partidos vetam. Depois negoceiam. Depois o PS apresenta orçamento negociado que passará.
Nem dá para perceber esta conversa toda...
De Maria a 3 de Novembro de 2009 às 18:19
Já disse, ou melhor, escrevi hoje no Jugular. no post do Ricardo P. que a oposição quer ganhar na secretaria, o que não ganhou no jogo.... Quem votou PS, votou o programa do PS e não o da oposição. Infelizmente, a nossa oposição é uma tristeza. São sempre do contra, porque são! Não é uma oposição construtiva e inteligente. São todos uns diletantes que só querem o deles ao fim do mês e no fim, das legislaturas, uma reforma choruda. E o povo é que ainda é obrigado a pagar-lhes para meterem nojo.
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