De
fblourido a 3 de Novembro de 2009 às 11:07
Não se trata tanto de preconceito, isso é a explicação imediata. Neste caso, a inveja e a dor de cotovelo são forças que não podemos nunca subestimar, ainda para mais amplificadas por um grupo desta dimensão. Lamentável.
De S a 3 de Novembro de 2009 às 11:29
É caso para dizer, filhos da outra...
De
luis eme a 3 de Novembro de 2009 às 11:40
as multidões são sempre assim, cegas e irracionais...
muitos dos que gritaram, «puta», ao ver as imagens, devem ter sentido vergonha.
quantos de nós não nos deixámos levar nestas ondas (especialmente na escola...), muitas vezes apenas por divertimento, sem ter tempo para medir as consequências?
De aorta a 3 de Novembro de 2009 às 12:26
isto é resultado da leitura literal da bíblia.
estou enojado.
No meu tempo era proíbido proibir. Usámos todas mini-saias, muito minis mesmo. As altas, loiras e lindas não eram vaiadas, nas Escolas, nem o eram as morenas, altas ou baixas. Nos colégios mistos portugueses de então (finais dos anos 60) tinhamos aprendido a contactar com O Outro, menino ou menina, católico, judeu, muçulmano ou ateu, português ou estrangeiro.
Claro que, dentro da Escola, as meninas mais giras, mais esbeltas e de cabelos compridos eram mais olhadas pelos meninos. E os meninos mais giros, de melenas compridas e que tocavam em bandas eram mais olhados pelas meninas . . .
Lembro-me de ter ido fazer um exame escrito (do antigo 7º ano, actual 11º ou 12º) numa Escola oficial (quem andava em colégios tinha de passar pelo crivo oficial, dentro ou fora do colégio) trajando uma mini-mini-saia. Ninguém me ostracizou.
Contra o que é meu hábito, usei, neste post, o formato "bio-pic" para, com pequenos traços, ilustrar os tempos em que - nalguns locais de Portugal - se praticava a máxima "é proibido proibir". Repito: nalguns locais.
Continuando. Comecei a trabalhar em 1970 e usava calças compridas. Na altura, tal não era "oficialmente" permitido mas, no lugar onde eu trabalhava, o Director era um senhor muito progressista. Assim foi, até Abril de 74, quando os lugares de não proibição se multiplicaram.
Mas - ressalvo! - Portugal não é o Brasil. I.e., o Brasil não é Portugal, agora mais europeu que nunca. O Brasil fica ali ao virar dos USA onde a fronteira entre sedução e assédio parece ser muito ténue. Nada disto tem a ver com o Islão mas sim com puritanismos anglo-saxónicos importados para um país onde o corpo tem muita liberdade (o Brasil). That is the question. I love Europe.
onde está
puritanismos anglo-saxónicos
leia-se
puritanismos anglo-saxónicos coloniais
De Miguel a 3 de Novembro de 2009 às 13:51
tou indignado, mesmo q isto não seja propriamente novidade...esta gente está a estudar para serem os próximos doutores, os que vão oucupar lugares de relevo na sociedade, por isso isto é muito mau...
vejo muitas vezes gajas vestidas assim na rua ou no café aki em lisboa e até agora não vi ninguém a xingá-las...
encontro paralelo neste tipo de comportamento nas praxes , que são feitas também por "doutores" e que são apenas uma forma cobarde de humilhar o próximo...
De Carlos Marques a 3 de Novembro de 2009 às 14:22
Generalizar dá nisto.
Depois venham dizer que os portugueses são retrógrados, sem sentido de humor, e os brasileiros são soltos e vanguardistas, bem-dispostos e com poder de encaixe. O Brasil tem muitas latitudes / longitudes e São Paulo é uma cidade onde a luta é violenta.
Por outro lado, macho que é macho ali só tinha uma coisa a fazer: defender a gatinha, gritar linda, gritar gostosa.
De
bloom a 3 de Novembro de 2009 às 14:39
nunca subestimem o poder de um vestidinho curto rosa-choque.
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