Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Dia 28 de Novembro do ano passado muitos blogs assinalaram o centenário de  Claude Lévi-Strauss. O Jugular não foi excepção e para tal usei o Réflexion Faites, um conjunto de entrevistas, realizadas em 1988,  a Lévi-Strauss e a outras personalidades de várias áreas do saber (Jacques Le Goff, Pierre Bourdieu, etc.) que nos ajudam a pensar a importância de Lévi-Strauss e do estruturalismo.

 

Hoje, quando somos informados da sua morte, vale a pena voltar a ouvi-las.

 

 

Adenda: via Joana Lopes "acede-se a todos os artigos de um número especial da revista Sciences Humaines, publicado em 2008 por ocasião do 100º aniversário de CL-S, e que foi posto hoje online em jeito de homenagem"


22 comentários:
De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 06:07
o estruturalismo, esse veneno. o senhor das calças de ganga é responsável por muita má ideia que por aí anda.

não vai fazer falta. temos pena.


De Nathalie a 4 de Novembro de 2009 às 09:45
Não esse era outro ;) O Claude até vai fazer alguma falta...


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 11:14
Nathalie, não me canse por amor dos evangelhos...


De joão viegas a 4 de Novembro de 2009 às 10:37
Grande homem. Grande sabio.

Por favor parem de o reduzir ao "guru" supostamente pai, ou tio avô, do "estruturalismo", moda intelectual desprovida de interesse cujo unico mérito (?) foi nutrir conversas no Va-Va.

Levi-Strauss sempre repudiou isso. Sempre defendeu que, se por acaso existisse uma "filosofia" pretensamente tirada da obra dele, era para queimar...

Muito simplesmente leiam-no. Leiam "La pensée sauvage". Vão ver que não é tempo perdido.

Se não leram nada dele, começem, por exemplo, pela magnifica introdução que ele escreveu quando foi publicada a tradução francesa do Tratado de Luis Frois sobre o Japão.

O homem representava, e felizmente vai continuar a representar, aquilo que a cultura francesa sabe produzir de melhor.


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 11:18
"Levi-Strauss sempre repudiou isso. Sempre defendeu que, se por acaso existisse uma "filosofia" pretensamente tirada da obra dele, era para queimar..."

pessoa sensata, afinal.

"O homem representava, e felizmente vai continuar a representar, aquilo que a cultura francesa sabe produzir de melhor."

ou seja, nada.


De nuvens de fumo a 4 de Novembro de 2009 às 11:22
Aorta

Não diga isso que é uma barbaridade


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 12:46
o quê? dizer mal do estruturalismo e dos autores que lhe deram alma é uma barbaridade?


barbaridade é as pessoas não saberem do que estão a falar.

ó homem, eu sou um existencialista. acredito na liberdade humana e no indivíduo.

além disso, estou farto de símbolos, representações e interpretações simbólicas.

é caso para dizer: pata que os pariu.


De nuvens de fumo a 4 de Novembro de 2009 às 13:35
Falava dos Franceses


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 17:04
pfff... os franceses não são para levar a sério. nem na filosofia nem em nada.


De joão viegas a 4 de Novembro de 2009 às 17:16

Ao contrario do Aorta, right ?

Ja agora, ocorre-lhe, assim de repente, um unico filosofo "a sério" (no seu critério) que não tenha levado nenhum autor francês a sério ?

Agostinho da Silva ?


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 17:50
o agostinho da silva não é propriamente um filósofo. era mais um brincalhão de palavras.

mas ocorre-me kant, que travou diálogo com hume e wolf, que, como deve saber, não eram franceses.


De joão viegas a 4 de Novembro de 2009 às 18:14

Kant não discute, e admite reflectir a partir de, por exemplo, um Rousseau (em moral) ou um Descartes (na propria critica da razão pura) ?

Deve estar a brincar com certeza...


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 18:36
não sei se sabe, mas rousseau não era frances. temos pena, mas não era.

quanto ao descartes, tem razão. kant refere-se a ele na CRP para criticar o "penso, logo existo" que, na opinião dele (kant) só faria sentido se o sujeito transcendental fosse dotado de uma intuição divina. ora, para kant o sujeito trancendental é  dotado apenas de intuição sensível. daí não se poder passar do pensamento para a existência.


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 17:50
é ocorre-me também, platão, aristóteles...


De joão viegas a 4 de Novembro de 2009 às 18:15

Vejo que não é so o Agostinho da Silva que gostava de brincar com as palavras...


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 18:01
sabe, tive um professor que dizia: "toda a filosofia está no diálogo entre platão e aristóteles, com alguns perlongamentos: espinosa, kant e wittgenstein. tudo o resto são notas de rodapé."

e eu tendo a concordar com ele.


De joão viegas a 4 de Novembro de 2009 às 18:28

Não discordo inteiramente da provocação feita pelo seu professor (não foi na aula em que ele ensinava que nem todas as afirmações são para levar à letra ?). Pessoalmente, acrescentar-lhe-ia dois pontos :

1. Mais do que a um debate entre Platão e Aristoteles, falaria antes de um debate entre as escolas antigas, nomeadamente entre as quatro "grandes".

2. Acho que existem felizmente mais prolongamentos que aqueles três que você menciona. Acho mesmo que esses três concordariam comigo neste particular.

Bom, mas antes estes três do que Agostinho da Silva, la isso é inegavel...

E se um dia lhe der na gana tentar emendar esse seu anti-galicismo primario, experimente dar uma vista de olhos por Montaigne, ou por Pascal, ou por Montesquieu, etc. Vai ver que não se arrepende e que fica a saber que os "Franceses" não se limitam aos autores pedantes que se discutem no Va-Va...


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 18:40
joão viegas, não me convence. :-))) o único por quem tenho grande respeito (um dia talvez possa explicar porquê) é pelo descartes que, como deve saber, está completramente fora de moda.


De aorta a 4 de Novembro de 2009 às 18:37
* queria dizer "prolongamento"


De joão viegas a 4 de Novembro de 2009 às 11:33
Nada para si, é pena...


De Nathalie a 4 de Novembro de 2009 às 10:55
Para quem interessa e/ou "capta" o canal ARTE, é retransmitido hoje uma homenagem :

http://www.arte.tv/fr/Comprendre-le-monde/Journee-speciale---Claude-Levi-Strauss/2310966.html



De Shyznogud a 4 de Novembro de 2009 às 10:56
Muito aconselhável seguir os links q este post fornece

http://minoriarelativa.blogspot.com/2009/11/dobrou-um-seculo-e-feneceu.html


Comentar post

Autores
Alexandra Tavares-Teles
Ana Matos Pires
Ana Vidigal
Diogo Serras
Domingos Farinho
Fátima Rolo Duarte
Fernanda Câncio / f.
Filipe Nunes
Gonçalo Pires
Hugo Mendes
Inês de Medeiros
Inês Meneses
Irene Pimentel
João Cóias
João Galamba
João Pinto e Castro
Maria João Guardão
Mariana Vieira da Silva
Palmira F. Silva
Paulo Côrte-Real
Paulo Pinto
Shyznogud
Tiago Julião Neves

Arquivo

Isabel Moreira

Miguel Vale de Almeida

Rogério da Costa Pereira

Rui Herbon

correio | twitter | facebook

Fevereiro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29


artigos recentes

"Sit Ubo Sit!.Good dog!!!...

joão duque,

Populus in res publica su...

Os Cinco Pecados Mortais ...

Os Cinco Pecados Mortais ...

AT/DT

Todos os dias há uma nova

Hum, como falar do assunt...

Leituras: History Will Te...

João Fernandes no Reina S...

O tempora! O mores!

...

Antoni Tàpies (1923- 2012...

A bem da minha úlcera vou...

"Estúpido e irracional"?

últimos comentários
Dois extensos lençóis desfiando argumentos puramen...
Que tema apaixonante! Nunca tinha visto tamanhos "...
Muito bem ! Argumentar contra o conformismo é sem...
"O Acordo não só não constitui qualquer ameaça à l...
Tem a certeza? Acha que o editorial do "Jornal de ...
Excelente texto. Muitos parabens de um também juri...
Fiquem, para registo, com a versão anterior ao aco...
Há uns anos alguém surgiu com esta dúvida em relaç...
Nuno: parece que o «acordo» fez disparar a leitura...
Uma explicação para escrever os nomes dos meses co...
arquivo
tags

todas as tags

outros lugares
Subscrever feeds