Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

... e para ver se consigo respirar fundo sem me atirar a quem se congratula com o facto de Portugal ter a 2ª mais alta taxa de gravidez adolescente da Europa. Se há sons apaziguadores este - que descobri há poucos dias e que se tornou obsessão - é um deles. É a segunda faixa desde Silencio.



12 comentários:
De nuvens de fumo a 4 de Novembro de 2009 às 10:57
Muito bom de facto


De MFerrer a 4 de Novembro de 2009 às 11:26
Cara Maria João,
Vivemos num mundo de muitos cains e, se quer que lhe diga, não vejo grande diferença entre o tal deus-má-pessoa e a maioria dos seus seguidores passados e presentes.
São na verdade, filhos de cain e orgulham-se disso!
A queima dos inocentes e das "obras perigosas" constituiu a base do medo e da repressão ideológica que sustenta o status-quo.
Ontem mesmo, a escola da minha mulher teve de lutar para conseguir uma IVG de uma criança de 13 anos já com várias semanas de gravidez...
E é assim durante todo o ano.
Parece que há quem pense que uma criança de 12 ou 13 anos tem condições psicológicas, ou de puro e simples desenvolvimento humano, para se tornar numa mãe?! E numa cidadã com princípios e escolhas?
O que esta gente quer é manter o seu estatuto de classe dirigente e difundir a pior das ideologias: A da sociedade dos poderosos generosos e dos pobres agradecidos. Oresto é poeira da estrada e muita falta de vergonha na cara!
MFerrer


De Luís Lavoura a 4 de Novembro de 2009 às 11:32
Não percebo bem que mal tem a gravidez adolescente.

As adolescentes são más mães? Não creio. Pelo contrário, diria eu.

É mau para elas? Bem, é menos mau do que ter filhos com 35 e 40 anos, como agora é usual. Sendo mães muito cedo, são-no quando têm mais força e energia, e ficam com a tarefa da maternidade já cumprida quando forem mais velhas.

Conheço diversas profissionais que foram mães muito cedo, aos 19 ou 20 anos. É uma bênção para elas - poderem ter a idade adulta sem terem que se preocupar com fazer filhos. Quando chegam aos 35 anos os filhos estão crescidos e elas estão plenamente disponíveis para o trabalho. Não são despedidas por engravidar, como acontece a muitas outras.


De Shyznogud a 4 de Novembro de 2009 às 11:40
Lê-lo faz-me assim sentir como pertencente ao grupo das vacas parideiras, "sei lá".


De Anónimo a 4 de Novembro de 2009 às 16:31
A gravidez adolescente não é um mal em si mesmo. Ou é? Se é, agradecia que explicasse e (pelo menos tentasse) justicar.

Ser uma "vaca parideira" como diz ou "rato de biblioteca" (como digo eu) parece-me uma questão preconceituosa de gosto pessoal.

Se, por outro lado, está a tentar dizer que actualmente existe uma correlação estatística entre coisas más (infelicidade pessoal, problemas familiares, maus tratos, etc.) e a gravidez na adolescência. Assim já tem razão. Mas correlação não é causa-efeito nem diz nada sobre a coisa em si mesma (gravidez na adolescência).

Gostava também que me explicasse em que medida fazer com que se reduza a gravidez na adolescência faz com que os problemas no seio familiar dessa gravidez desapareçam. Ou está a tentar defender uma prevenção ao mau estar que a criança poderá vir a sentir, mau estar esse que deve ser evitado promovendo o não nascimento?


PS: antes que se abespinhe toda: sou favorável à interrupção voluntária da gravidez.


De S a 4 de Novembro de 2009 às 14:08
Ou seja, imagine que tinha uma filha de 16 anos que chegasse a casa e dissesse "eu e o meu namorado vamos fazer um filho" (porque se sabe que as gravidezes na adolescência são escolhas e daquelas muito ponderadas); o Luís congratulava-se! A altura é a melhor e tomada com a consciência plena.

Depois do filho feito, a rapariga, como é costume acontecer, continuava os estudos conciliando na perfeição os deveres de mãe. E o casal jovem mantinha-se junto para sempre porque, lá está, a decisão de serem pais resultou de uma longa reflexão conjunta, mediram todas as consequências e tinham a maturidade ideal.

É isto que acontece, a sério que sim. E veja-se lá, que até tem mais energia que mães mais velhas! Que mais se podia pedir?


De nuvens de fumo a 4 de Novembro de 2009 às 15:19
Mas conheço casos que correram bem , as pessoas continuaram os estudos com ajuda familiar e hoje, com a minha idade estão livres das secas que eu ainda nem comecei.


Depende


De S a 4 de Novembro de 2009 às 17:14
Ó nuvens, você percebeu, eu sei que sim. :P


De fcl a 4 de Novembro de 2009 às 15:37
Ó Luis Lavoura, vc compara o grau de desenvolvimento de uma adolescente de 13 anos com uma de 19?!? Minha mulher tinha 19 quando casámos e 20 quando nasceu o 1º rebento e foi (é) uma excelente mãe...mas tenho fotos dela com 13 anitos e este seu comentário provocou-me vómitos!


De fernando f a 4 de Novembro de 2009 às 14:06
O problema é que também não são capazes de ouvir a sua música, se fossem quase garanto que não tinham estas tomadas de posição. Obscurantismo é a garantia de que tudo fica na mesma, e a coisa não, pula e avança, como dizia o Gedeão.


De manuela a 4 de Novembro de 2009 às 15:35
Pessoas como o Luis Lavoura deixam-me perplexa... Será que  pensam naquilo que dizem? Tenho sempre a ideia que falam sem pensar. E não é por ser mulher e mãe que penso isto. Acho que se qualquer pessoa se desse ao trabalho de analisar durante uns minutos aquilo que diz ou escreve talvez não dissesse tanta asneira.


De Joaquim Miguel Leite a 4 de Novembro de 2009 às 16:10

Pois como se sabe, Verdadeiros exemplos  de quando se refere necessidade de mudança de mentalidades. 
Enfim, é triste.


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