Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

querido valupi, quem é que quer calar os membros da igreja católica?


24 comentários:
De aorta a 5 de Novembro de 2009 às 22:10
estava agora a ver televisão e apareceu a binoche (está cá no  estoril). é parecida consigo. tome isto como um elogio. :-)))


De f. a 5 de Novembro de 2009 às 22:17
caramba, só podia ser um elogio. estranhamente, é a segunda pessoa q m diz isso hoje. a binoche deve ter mudado muito


De aorta a 5 de Novembro de 2009 às 22:24
hehehe... afinal não é só dos meus olhos.


De António Parente a 5 de Novembro de 2009 às 23:27
Divergências à parte, a f. é uma mulher muito bonita.


De f. a 5 de Novembro de 2009 às 23:39
na boa tradição do cristianismo, a esmola aos pobres. eu desconfio


De António Parente a 5 de Novembro de 2009 às 23:49
Sabe muito bem que nós os cristãos devemos respeitar a verdade. Nem por caridade devemos mentir. A f. é uma mulher bonita, elegante, com charme. É essa a conclusão que tiro das fotos que vejo. Não escreveria isto se não fosse verdade nem estou a fazer "joguinhos" para ganhar a sua simpatia. Aliás, vou já ali fazer um comentário sobre os "padrecos" e o "respeito pela religião".


De Anónimo a 6 de Novembro de 2009 às 00:40

Gostos não se discutem!




De aorta a 6 de Novembro de 2009 às 03:51
mas criticam-se!


De Valupi a 5 de Novembro de 2009 às 22:36
Todos aqueles que protestam contra a opinião da Igreja, Fernanda. Há aqui um contra-senso: esperar da Igreja a aceitação de valores que não perfilha, ou esperar da Igreja que se abstenha de proclamar os seus valores quando estes são contraditados pela comunidade onde se insere.


A questão, no fundo, é simples: da Igreja deve vir um contributo religioso - e quão mais religioso, melhor. Depois, ele entrará no debate secular com os méritos que lhe forem reconhecidos. Para quê tanto complexo de inferioridade ou desforço com um antigo inimigo, hoje companheiro debilitado de convívio?


De f. a 5 de Novembro de 2009 às 22:43
confundes discordância com tentativa de censura. nem parece teu. e, sobretudo, generalizas.


De Valupi a 5 de Novembro de 2009 às 23:19
Não parece e não é, a palavra "censura" é da tua lavra. Já o verbo "calar" foi usado retoricamente no meu texto, embora sugestivamente. Do que falo é da argumentação que aponta aos territórios. A Igreja não poder debitar sentenças acerca do casamento civil por só tutelar o matrimónio religioso, por exemplo. Os padres não poderem opinar sobre a sexualidade por, supostamente, não serem sexualmente activos. E um longo etc. 


Ora, na praça, na ágora, a alegria nasce da diversidade de produtos à venda. Os que não prestam, não se compram. Venham, pois, as ideias dos padrecos. Aliás, surpreende-me que não vejas neste convite ao diálogo em território secular a suprema armadilha para o discurso religioso, obrigado a compreender o adversário - ou seja, obrigado a civilizar-se...


De f. a 5 de Novembro de 2009 às 23:32
valupi, onde é q m viste mandar calar os padrecos, como lhs chamas? lembro-m d já ter até ter escrito q the more the merrier. vou ver s encontro. agora o q não admito é a conversa do respeito, mto comum nestes debates. há constantemente a exigência d 'respeito pla religião'. nunca reparaste? 


De Valupi a 5 de Novembro de 2009 às 23:55
Reparei e alinho nesse peditório. Não vejo dano algum para a liberdade civil nesse respeito. Se calhar, isto não passa de um equívoco semântico. Respeitar é reconhecer o direito à existência e à participação cívica. 


Se a Igreja se opõem ao casamento homossexual, por exemplo, podemos respeitar esta posição - aceitar a sua divulgação, promover a sua compreensão - sem prejuízo algum seja para que causa for. Porque o regime é secular. Pronto.


Só se o Estado estivesse cativo da axiologia religiosa é que o debate político tinha de apontar à Igreja. Já não estando, continuar a fazê-lo é perder tempo ou diversão. 


De António Parente a 6 de Novembro de 2009 às 00:15
"Respeitar a religião" não significa venerá-la, honrá-la. É mais tratar as pessoas que a praticam e defendem com civilidade, urbanidade, cortesia. Por exemplo, a f. sabe muito bem que "padreco" é depreciativo. Não havia necessidade. Lá por a f. usar alguma cortesia não significa que tenha sido visitada por um anjo e pense entrar num mosteiro. São coisas simples mas muito úteis. E com este comentário me despeço da caixa de comentários por umas semanas. É preciso irmos embora de vez em quando. Bons artigos, eu vou lendo :-)


De nuvens de fumo a 6 de Novembro de 2009 às 09:52
A questão não me parece ser a de os padres se pronunciarem sobre o sexo, mas sim a da Igreja ter imposto a sua visão do sexo durante muito tempo, é mais esse pecado original do que propriamente as opiniões dos curas sobre o sexo alheio.

E como se demonstra pelo caso americano, irlandês entre outros  os padres sabem até bastante sobre o assunto .



De aires bustorff a 6 de Novembro de 2009 às 08:40
de acordo, em geral, com termos desta discussão...
mas há coisas q me penalizam nela - igreja -, como agentes sociais, e eu como cidadão...
da igreja não conheço uma ideia de progresso, liberdade, esclarecimento, inovação nos ultimos anos em que o mundo tanto mudou, e nós com ele...
apoiaram os grupos + retrógrados, apelaram a medos irracionais, estiveram contra a ciencia
perseguiram longo dos seculos "hereges"
de facto. logo as fatiotas e os titulos, me inibem naqueles senhores
q se arvoram numa moral absoluta, quando as suas praticas deviaam conselhar moderação, bom senso, sentido de autocritica, etc...
sobretudo de etc...
abraço


De Valupi a 6 de Novembro de 2009 às 12:35
Sem dúvida, aires, mas esse conservadorismo nasce da própria natureza da cultura religiosa. A temporalidade é radicalmente diferente quando se fazem calendários com a eternidade.


Assim, atacar a Igreja pelos seus valores é atacar a Igreja por existir. É que ela não pode existir doutra forma, não se pode tornar numa ONG. Só podemos esperar que o aggiornamento faça o seu caminho.


De Valter Marques a 5 de Novembro de 2009 às 23:31
No âmbito das minhas funções públicas, para as quais fui recentemente eleito, hoje fui à escola primária da minha aldeia. Ao dirigir-me para a escola perguntei a  mim mesmo se ainda se mantinha naquela escola o crucifixo para o qual olhava todos os dias de manhã quando rezávamos o Pai Nosso e Avé Maria antes de começarmos com as letras e os números.. Não sei se surpreendentemente ou não, o crucifixo mantem-se. Sei que há pelo menos duas crianças naquela sala que não foram educados na religião católica. quando é que os professores vão perceber que as escolas não são salas de catequese.. Possa.. Passaram 13 anos desde que saí daquela escola primária e continua tudo igual.. É só aqui no Interior do País ou nas grandes cidades ainda sucede o mesmo?


De f. a 5 de Novembro de 2009 às 23:41
oh sim. em 2005, resolvi fazer uma reportagem em lx sobre cricufixos nas escolas. a primeira p q liguei, a nº1 (ao martim moniz) era um museu d crucifixos. faz parte d um agrupamento. fui à sede, uma escola secundária. crucifixos. é o q s chama 'cada tiro cada melro'.


De Valter Marques a 5 de Novembro de 2009 às 23:57
E não há uma legislação para cumprir? Artigos constitucionais onde se afirma vivermos num Estado laico? Alguém se preocupa com isso? Quem pode tomar medidas? Apenas os professores?


De f. a 6 de Novembro de 2009 às 00:17
bom, não m pergunt isso a mim. p mim é mto claro. os crucifixos não fazem nada na escola, já deviam ter saído em 1976


De Marcelo do Souto Alves a 6 de Novembro de 2009 às 14:54

      A Igreja (uma qualquer Igreja) não pode emitir opiniões sobre assuntos de política sem ter em conta a forma como é ouvida, precisamente porque não é uma O. N. G.: ao emitir uma opinião sobre Política, isto é, sobre as coisas da "polis", os crentes duma dada confissão religiosa ficarão (ainda que voluntáriamente) CONSTRANGIDOS  na sua própria liberdade de pensamento!


       Ou seja, a Igreja Católica, no caso concreto de Portugal, deve ter toda a liberdade de manifestar os seus pontos de vista, mas exige-se-lhe, sempre que o faça fora do púlpito (ou da Catequese), um nível de responsabilidade muito elevado, compatível com o seu imenso poder subjectivo de influenciar a opinião pública. Sob pena de, caso não manifeste esse elevado sentido quase diria de "Estado", ser obviamente ridicularizada e enxovalhada na praça pública. Como também seria óbviamente no caso, por exemplo, de tomar clara e oficialmente partido nas campanhas eleitorais.


           É óbvio que, ao defender a manutenção da actual restrição de acesso ao contrato civil de matrimónio a certas pessoas em função da sua orientação sexual, ou seja, a manutenção de uma indiscutível descriminação, a Igreja Católica está claramente a exorbitar do seu papel opinativo, que deve livremente poder manifestar junto dos seus fiéis e pelos meios adequados, e a intervir directamente numa questão do foro estritamente político. Está, metaforicamente, a dizer que os católicos devem optar pelo candidato x e não votar no Partido y, ponto final, não há paninhos quentes que salvem a argumentação de "valupi".


          E, já agora, se a liberdade de opinião é assim tão desmesuradamente valorizada pela Igreja Católica face à responsabilidade de emitir opiniões com o "diabólico" poder que sabe deter, também não se percebe como pôde ficar tão "confrangida" com uma simples opinião de um "ingénuo e ignorante" Escritor português premiado com um prémio de renome internacional...


De Blogi a 6 de Novembro de 2009 às 15:56

Diz o Valupi:


 </a>"Se a Igreja se opõem ao casamento homossexual, por exemplo, podemos respeitar esta posição - aceitar a sua divulgação, promover a sua compreensão - sem prejuízo algum seja para que causa for. Porque o regime é secular. Pronto." </a>


E pronto, porque o regime é secular, pode apregoar tamanhas enormidades. 


Valupi esta igreja,  a quem reconhece o direito de se opor aos direitos dos outros, é a mesma que continua a defender criminosamente o não uso do perservativo e a recusa do direito ao aborto em casos de violação, isto só para não ser exaustivo ...


Porque se vê que respeita a opinião dos outros, deixo transcritos alguns comentários filosóficos a um post do João Galamba “ a ler” , de que por certo não vai gostar, mas a que por certo não se vai opor posto que como se percebe, defende acerrimamente a liberdade de expressão :


 "Hoje o que prevalece é a ética, deixámos de acreditar num Deus transcendente, mas continuamos a ter moral." "…como Nietzche diz, Deus morreu, mas a transcendência continua. Quer dizer, o sagrado permanece com cariz diferente, hoje é o humano que é sacralizado e o elemento agregador é a transcendência." “ …o homem deve ter a capacidade de se transcender e ser um super-homem, ter a capacidade de construir uma moral sem deus”.



De Marcelo do Souto Alves a 6 de Novembro de 2009 às 16:54


   E mais: o direito de a Igreja tomar públicamente partido em questões de política (desde o Aborto à Regionalização...) é exactamente o mesmo que teria, por exemplo, o F. C. do Porto de emitir um comunicado oficial instando os seus adeptos a votar contra Rui Rio, ou se o Sporting saísse à liça na última campanha eleitoral a defender o voto em Santana Lopes.


        Lá que têm o direito, têm. Não podem é depois querer eximir-se à crítica contundente (em nome da mesma Liberdade de expressão...)!


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