Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
nem vou começar a comentar esta coisa, aliás em nada nova vinda de onde vem. mas, for the record, eu também me lembro do josé antónio saraiva. ele era director do espesso e eu era estagiária. creio que isto se passou em 1986/87 e durante pouco tempo -- saí do espesso, onde ganhava à peça e muito mal, para uma revista do mesmo grupo que foi fundada em 1987/88, a elle, dirigida por tereza coelho, e onde integrei a redacção até sair para a grande reportagem, a convite de miguel sousa tavares, três anos depois. lembro-me, claro, muito melhor do sub-director vicente jorge silva e de joaquim vieira, que me ensinou muito do que então aprendi, do que de josé antónio saraiva. nunca me passaria pela cabeça, pois, considerar-me 'jornalista dele', até porque extraordinariamente já tinha, em tão tenra idade (teria 22/23 anos), e apesar de estar a dar os primeiros passos na profissão, uma opinião sobre ele parecida com a que tenho hoje -- e que o seu percurso recente, apeado do transatlântico espesso, veio tornar uma evidência para toda a gente.
mas, já que faz o favor de recordar a minha breve passagem pelo espesso e o que lá fiz, sou forçada a informar que nunca 'escrevi e assinei trabalhos a duas mãos com uma colega' -- era sim o caso de duas outras estagiárias que lá estavam na altura, e que tinham como eu vindo da universidade nova --; que nunca colaborei num programa da sic chamado 'sete à sexta' mas no 'esta semana', de 1996 a 2000; que nunca fiz parte de nenhuma equipa de programa, na sic ou noutro lugar qualquer, com comentadores residentes; que conheci o actual primeiro ministro enquanto ministro adjunto de guterres e responsável da área da droga numa entrevista efectuada em 1998 para a notícias magazine (revista do dn e do jn), entrevista essa que constituiu manchete do dn e que o espesso, como muitos outros media, amplamente citou.
que saraiva faz confusões sobre quase tudo já sabíamos, mas quando fala sobre questões tão concretas e sindicáveis seria conveniente tentar não debitar tantas inverdades. a não ser que, desenganado sobre a possibilidade de receber o nobel da literatura que em tempos, após a publicação do primeiro romance, anunciou estar para breve, esteja agora esperançado no nobel das porteiras.
De Anónimo a 6 de Novembro de 2009 às 16:04
Ficou-me esta atravessada:
"Não é a mesma coisa ter um filho natural ou adoptado."
O homem é parvo.
Pedro
De Anónimo a 7 de Novembro de 2009 às 17:22
Mas e claro que nao e. Se fosse a mesma coisa nem se conseguiriam distinguir.
Qual o problema com estre truismo?
O melhor a chamar àquele texto é mesmo "coisa". E mesmo assim já é dar-lhe algum estatuto. São ataques como estes que mostram uma vez mais a qualidade profissional da Fernanda. Irrita muita gente. Então esse medíocre sem ética...
De Paulo A. a 6 de Novembro de 2009 às 16:18
A história de um homem com seis filhos (2 dos quais adoptados):
"Sobre o porquê de ainda não ter casado com Angelina, Pitt diz que apenas dará esse passo quando todos, heterossexuais ou homossexuais, tiveram direitos iguais.
«Alguns dizem que um casamento gay pode destruir uma família e magoar as crianças. Eu tive o privilégio de ver amigos meus gays tornarem-se pais e vi os seus filhos a crescerem num ambiente cheio de amor», exemplificou o actor.
Confrontado com a hipótese de algum dos seus seis filhos se tornar homossexual, Pitt não se mostrou preocupado. «Não me importaria. Quero que vivam a vida que eles quiserem. Quero que se sintam completos. E espero conseguir ensiná-los a serem o que realmente são».
Boa tarde f.,
Texto de do iluminado arquitecto abaixo de cão.
Felicito-a pela elegância da sua resposta.
Se fosse comigo ia ( já) à redacção do SOL dar-lhe um par de estalos.
Bom fim de semana
De jovem de direita extremamente confuso a 6 de Novembro de 2009 às 16:27
adoro lutas na lama.
De Paulo A. a 6 de Novembro de 2009 às 16:31
Só queria dizer mais uma coisa. Eu como heterossexual , Pai de 1 filho de 18 anos , heterossexual , exijo que os partidos da esquerda assumam as suas responsabilidades e votem uma lei que permita aos gays portugueses casarem-se. Isto é urgente porque uma sociedade como a nossa, retrógrada, mesquinha, periférica e provinciana só aceita as diferenças quando confrontadas directamente com elas. O casamento de pessoas do mesmo sexo significa que grande parte da população homofóbica deste País vai ter que passar a conviver com gente que tem os mesmos direitos e vai ter que o fazer com respeito gostando ou não gostando), e não me venham com essa história de que se deve dar aos gays os direitos das uniões de facto. Não, é CASAMENTO de papel passado e tudo. Os homofóbicos crentes e os disfarçados como o Saraiva o que querem é que continue tudo na mesma, ou seja, na clandestinidade.
Pior que a de ouvidos e a de dentes, só mesmo a dor desse ossinho tão duro, tão duro, que curva ali a meio do braço...
Esse J. A. Saraiva é tão rafeiro, que nem merece uma resposta civilizada e educada.
De nuvens de fumo a 6 de Novembro de 2009 às 16:48
De nuvens de fumo a 6 de Novembro de 2009 às 16:55
Não sei que se passou com o meu comentário, mas o senhor ter ido ao marais....com tanto local em lisboa...é irritante a pedantice saloia
De g_L a 6 de Novembro de 2009 às 17:09
Tirando alguma morbidez e coscuvilhice de conversa de café, o que é que interessa quem influenciou Sócrates a fazer seja o que for. Mas o que é que isso interessa?
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O arquitecto está a ficar amargo, a vida não lhe dá a resposta que o seu ego desmedido estava à espera.
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