Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
João Pinto e Castro

Dirigindo-se a Pacheco Pereira, o Primeiro-Ministro teve ontem uma tirada que lhe saíu muito mal: "Uma vez revolucionário, revolucionário toda a vida."

Se a ideia era desqualificar o adversário, é muito duvidoso que o tenha conseguido.

Sócrates tem o direito de se sentir orgulhoso de nunca ter sido revolucionário, embora eu não lhe gabe a preferência.

No melhor dos casos, pode alegar-se em sua defesa que teve a sorte de se fazer homem numa época em que isso já não era preciso ou já não fazia sentido.

Mas não se terá ele lembrado dos inúmeros ex-revolucionários que integram a sua bancada e o seu governo? Será que nunca conversaram sobre isso?

Se é esse o caso, estão sempre a tempo. Pode-se aprender muito com essas memórias.

Entretanto, Sócrates não se livra do remoque que a esse propósito (e com pleno a-propósito) lhe dirigiu Rui Bebiano.

 

7 comentários:
De António P. a 6 de Novembro de 2009 às 19:38
Boa noite João Pinto e Castro,
A frase foi completada com " De defensor da classe operária passou a defensor da classe dirgente".
O que , penso eu de que, altera algo.
Não é a critíca ao revolucuoinário ou ex-revolucionário. É a crítica à postura de deter a verdade e achar-se defensor de terceiros. Sempre
E não me diga que não ancaixa que nem uma luva ao JPP. Revolucionário ou ex.
Bom fim de semana.

 


De g_l a 6 de Novembro de 2009 às 19:50
O problema não é ter sido revolucionário. É agir/pensar hoje ainda como revolucionário.


Os ex-revolucionários que integram a bancada PS e o governo não usam nem de longe os mesmos expedientes propagandísticos (tiro furtivo, matraca envenenada, repetição de mentiras, fabrico de soundbytes, etc) que Pacheco Pereira.


Sócrates não devia era importar-se com isso. Pacheco já provou que, como estratega de propaganda, não tem muito jeito.


 - -


Mais grave a meu ver foi a frase "o deputado não está na Quadratura do Círculo. A Assembleia é muito diferente"... um tanto ou quanto demolidora para António Costa.


De Irene Pimentel a 6 de Novembro de 2009 às 20:09
Também não gostei da frase de José Sócrates, até porque não corresponde à verdade. Eu própria fui revolucionária e hoje não o sou, tal como José Pacheco Pereira e muitos outros e muitas outras. Mas o que acho lamentável no post "linkado" é que se fale de Sócrates (ou de qualquer outro político) qualificando-o de «historicamente um parvenu da democracia». O que quer dizer esta baboseira snob? Por outro lado, quando se diz (até no título) que apetece dizer «psd, sempre um psd» não se está a utilizar exactamente o mesmo argumento que é criticado no primeiro-ministro? E ainda por cima, num texto, o que elimina qualquer desculpa de «adrenalina».


De aquasky a 6 de Novembro de 2009 às 20:24

O que Sócrates queria dizer ( e isso eu sei já que sou seu assessor) era: “ Uma vez maoísta, maoista toda a vida”. E isto, caro João Pinto e Castro, dêem-se as voltas que se derem, as evidências empíricas são tão gritantes que não há forma com escamoteá-lo.



De João Pinto e Castro a 6 de Novembro de 2009 às 23:27
Ainda pior.


De Rogério da Costa Pereira a 6 de Novembro de 2009 às 23:48
Conclusivo.


De Rogério da Costa Pereira a 6 de Novembro de 2009 às 20:41
O que eu aqui vinha dizer já o António e o g_l te explicaram. No mais, gostava de entender porque é que achas que algo que inclui aquele "historicamente um parvenu da democracia" é um remoque com pleno a-propósito.


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