são loucos ...os suiços!
têm o umbigo maior que a cabeça!
De Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 11:57
A Teoria da Evolução não é um dado científico adquirido. É uma ... agora está-me a faltar a palavra ... ah, já sei: teoria. Uma teoria, precisamente.
O criacionsmio vale o que vale. O evolucionismo (ou melhor, Teria da Evolução) idem.
É bom que as escolas ensinem ambas as teorias, como formas de tentar explicar de onde viemos.
Aliás, a Teoria da Evolução nem sequer chega a explicar o surgimento dos seres na Terra ... nem o surgimento da Terra. Essa fica para outra Teoria, ainda mais dúbia: a Teoria do Big Bang.
E quem despoletou o Big Bang? E o que havia antes do Big Bang?
Caro Pinto:
Penso que esteja a fazer confusão entre o que significa teoria no léxico do quotidiano e teoria em ciência, que são coisas completamente diferentes. Isto é, uma teoria não é um palpite displicente...
Por outro lado, a abiogenese não é contemplada no evolucionismo, assim como não não o é na relatividade, na mecãnica quãntica ou afins, o que significa apenas que não é do âmbito destes modelos científicos não que estes modelos devam ser deitados no lixo ou equiparados a mitologias sortidas.
assim rapidamente penso que esteja a defender o deus-das-lacunas, isto é, a ciência não explica (ainda) tudo para o que falta resta deus.
É de facto a génese de deuses e demais mitos, a tentativa de explicação do mundo, mas como prova a história, as lacunas estão vão sendo preenchidas - com ciencia e não com magia ou mitos- e depois o que sobra do seu deus?
Recomendo o livro «Death by Black Hole And Other Cosmic Quandaries», de Neil deGrasse Tyson, director do Hayden Planetarium do American Museum of Natural History em New York. O livro é uma antologia brilhantemente articulada de textos da série «Universo» publicados na revista Natural History.
Gosto em particular do artigo «Holy Wars» termina com um parágrafo que subscrevo inteiramente «Eu, como Ptolomeu, sinto-me humilde face ao nosso Universo bem regulado. Quando me encontro na fronteira cósmica, quando toco as leis da física com a minha caneta ou quando contemplo o céu infinito de um observatório no topo de uma montanha, inundo-me de admiração pelo seu esplendor. Mas faço-o sabendo e aceitando que se proponho um Deus para lá desse horizonte, aquele que agracia o vale da nossa ignorância colectiva, o dia chegará em que a nossa esfera de conhecimento terá crescido tanto que eu não mais terei necessidade dessa hipótese».
transcrevo ainda um post do Desidério relacionado com o tema:
«É muito difícil articular uma resposta religiosa ao problema do sentido da vida, pelas mesmíssimas razões pelas quais é muito difícil articular uma resposta religiosa ao problema dos fundamentos da ética.
No diálogo Êutífron, de Platão, Sócrates pergunta ao defensor da teoria religiosa da fundamentação da ética, a teoria dos mandamentos divinos, se o bem moral é o que é porque os deuses o querem ou amam, ou se eles o querem ou amam porque é um bem.
A primeira alternativa é inaceitável porque torna o bem moral arbitrário: é absurdo pensar que a tortura e assassínio de inocentes seja um mal unicamente porque os deuses não gostam de tais atrocidades. Mesmo os filósofos religiosos, incluindo alguns filósofos cristãos da religião, como Swinburne, aceitam que a teoria dos mandamentos divinos é insustentável. Seria como defender que 4 é um número par porque os deuses omniscientes sabem disso, em vez de defender que os deuses, por serem omniscientes, sabem que 4 é um número par, mas que não é porque os deuses o sabem que 4 é par.
Resta a segunda alternativa, que admite que a fundamentação da ética não depende dos deuses. As verdades éticas são verdadeiras por razões intrínsecas, estabelecidas pelo raciocínio moral, e não porque um deus as declarou verdadeiras.
O mesmo acontece no que respeita ao sentido da vida. Defender que a vida tem sentido porque são os deuses que o determinam torna o sentido arbitrário. Tem de ser ao contrário: uma vida tem ou não sentido, por si; e, se os deuses forem benevolentes, querem que tenhamos essa vida, tal como querem que sejamos felizes.
Assim, se a vida tem sentido, Deus não lho pode tirar. E se não o tem, Deus não lho pode dar. Tal como se uma acção for virtuosa, Deus não pode torná-la vil; e se for vil, Deus não pode torná-la virtuosa. Logo, no que respeita ao sentido da vida, tal como no que respeita aos fundamentos da ética, Deus é uma hipótese desnecessária.»
De António Parente a 7 de Novembro de 2009 às 12:59
Lamento desapontá-la mas o texto do Desidério é uma patetice. Fico também desapontado com a sua falta de sentido crítico, Palmira. Já tinha lido há muito tempo esse texto do Desidério e já na altura o tinha achado completamente insustentável.
Pense, Palmira, pense! Faça do seu pensamento crítico um grande Big Time!
Curioso, recordo com especial clareza discussões suas com o Desidério no espaço do Rerum Natura. Acabavam invariavelmente da mesma forma que, por consideração ao caro Parente que interrompeu propositadamente as férias para nos inundar com o seu pensamento crítico, me coíbo de reproduzir.
mas estou certa que o desidério apreciará certamente outra discussão arrasante sobre o tema :)))))
De António Parente a 7 de Novembro de 2009 às 13:34
A culpa de eu interromper as férias é sua. Publica posts suculentos quando eu quero descansar das minhas funções de comentador. Eu acho que faz de propósito. É uma grande maldade.
Quanto às discussões com o Desidério, não tenho receio nenhum. Com excepção do Papa Bento XVI ,há poucas autoridades académicas em frente das quais eu baixe a cabeça para dizer "sim, sim, sim".
De Nuno a 7 de Novembro de 2009 às 22:51
Se o Papa lhe estivesse a chamar ESTÚPIDO E ANORMAL, o António diria sim, sim, sim ???
De António Parente a 7 de Novembro de 2009 às 23:56
Caro Nuno
De Sua Santidade, Bento XVI, não se espera uma coisa desse tipo. Nem sei como é que tal coisa lhe passou pela cabeça. Tem uma imaginação delirante. Não consigo conceber uma cena desse quilate. Desculpe-me, é limitação minha.
De Nuno a 8 de Novembro de 2009 às 02:14
Ai não? Do bento 16 talvez não, mas de outras "figuras" de sua santidade não sei quê, já ouvi bem pior. Cá está uma "santidade" a chamar anormais a um bom punhado de gente.
http://www.youtube.com/watch?v=8QQcyZwA--8 (http://www.youtube.com/watch?v=8QQcyZwA--8)
De António Parente a 8 de Novembro de 2009 às 09:44
Eu só mencionei Sua Santidade o Papa Bento XVI, Nuno.
De
Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 13:54
Conheço esta definição de teoria:
<i>Teoria, do grego θεωρία , é o conhecimento especulativo, puramente racional. O substantivo theoría significa ação de contemplar, olhar, examinar, especular.</i>
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria)
Palmira, é a própria ciência que tem vindo a contrariar as teses de Darwin. O mais espantoso é continuarmos a assistir a tentativas para se encobrir esse facto. Deixo-lhe aqui alguns exemplos para ler:
http://ronaldoxavier.blogspot.com/2008/02/fraudes-evolucionistas-parte-i.html (http://ronaldoxavier.blogspot.com/2008/02/fraudes-evolucionistas-parte-i.html)
http://seteantigoshepta.blogspot.com/2009/09/tiktaalik-roseae-mais-uma-fraude-dos.html (http://seteantigoshepta.blogspot.com/2009/09/tiktaalik-roseae-mais-uma-fraude-dos.html) (http://ronaldoxavier.blogspot.com/2008/02/fraudes-evolucionistas-parte-i.html)
(#cite_note-0)
De Anónimo a 7 de Novembro de 2009 às 19:33
A definição que deu é a de teoria. A diferença entre evolucionismo e criacionismo é que a primeira é uma teoria CIENTÍFICA e a segunda é uma teoria NÃO-CIENTÍFICA.
Uma teoria procura explicar um fenómeno. Para perceber o que é uma explicação recomendo-lhe que veja este post:
http://blog.criticanarede.com/2009/10/o-que-e-uma-explicacao.html
Em jeito de resumo, é um disparate pretender ensinar lado a lado com ciência o criacionismo, que não é teoria no sentido científico do termo embora talvez o seja no léxico do quotidiano - embora seja mais uma crença sem qualquer fundamento do que palpite.
esclareço ainda que <b>a evolução é um facto</b>, abundante e constantemente confirmado ao longo destes últimos 150 anos. os modelos explicativos da evolução, dos seus mecanismos, é que têm vindo a ser refinados e estão em constante alteração à medida que se vão fazendo novas descobertas.
assim como, sei lá, a queda das maçãs é um facto e já o era antes de Newton, ou seja, as teorias de Newton apenas transcrevem para linguagem científica as leis naturais que governam este fenómeno natural em particular.
ou seja, para além de incorrer no erro de não perceber o que é uma teoria em ciência, incorre noutro que é confundir um facto com os modelos que o explicam...
De António Parente a 7 de Novembro de 2009 às 13:01
Não seja tão entusiasta com a evolução. Não a converta numa ideologia ateísta. Esse é o mal do extremismo ateísta: sem pensamento próprio procura uma muleta na ciência. A ciência é património de todos: crentes e não crentes. Não é um exclusivo do ateísmo.
meu caro:
deus é completamente desnecessário em ciência, ponto, não apenas na evolução. por outro lado, não se percebe muito bem essa da muleta mas relevo o nonsense do período tendo em conta a consideração que nos demonstrou com esta interrupção das férias :) de qualquer forma, confirmo com pena que anda a ler mais o César das Neves que os livros que o Desidério lhe recomendou ler antes de se arrojar a comentários mais timoratos...
mas já que demonstrou tto interesse no tema, quiçá fosse mais útil explicar ao Pinto que o argumento do god-of- the-gaps ou deus-das-lacunas é um tiro no pé...
De António Parente a 7 de Novembro de 2009 às 13:36
Concordo consigo que Deus é desnecessário na ciência mas não percebo a necessidade de Deus no ateísmo dado que acham que Ele não existe...
De Alguém a 7 de Novembro de 2009 às 17:51
De facto, ateísmo é ser contra Deus. Os agnósticos é que são aqueles que simplesmente não acreditam, nem fazem o "não acreditar" da religião deles.
E a ciência é o entender do mundo criado por Deus, não é uma prática satânica.
Não é bem assim, já que há aqui muito boa gente que gosta de dar as definições gregas das coisas vou fazer o mesmo:
agnóstico vem de α- a-, sem + γνώσις gnōsis, conhecimento. Ou seja o agnóstico "não tem conhecimento" da existência ou não existência de Deus, não sabe nem se compromete.
Ateu é algo diferente. Vem de ἄθεος a mesma particula "a" de negação mais "theos" ou Deus. Ou seja o ateu defende a não existência de Deus.
Portanto a diferença entre Agnóstico e Ateu é profunda. Não é porque o "ateísmo é ser contra Deus" porque como é que eu posso ser contra Deus se não acredito nele? É como ser contra unicórnios, o que também não sou, apesar de os considerar pirosos, mas com algum valor kitsch...um bocado como Deus. Nem o agnóstico é aquele "que simplesmente não acredita" visto que o agnóstico por definição não sabe se acredita.
As pessoas podem dizer os disparates que quiserem, mas usem a nomenclatura correcta faz favor.
De António Parente a 7 de Novembro de 2009 às 13:43
Pinto
O argumento do god-of- the-gaps ou deus-das-lacunas é um tiro no pé...
Com esse tipo de argumentação o Pinto nega que Deus seja omnipotente, isto é,diz que fez umas coisas e afirma, implicitamente, que não fez outras o que é uma valente contradição. Além disso, está em contradição com o próprio Livro do Génesis onde o seu autor, inspirado por Deus, nos mostra, de forma metafórica, que Deus é o principio de tudo. Contradiz também o Evangelho de S. João onde se afirma "No princípio era o Verbo".
Esqueça tudo o que a Palmira escreve, esqueça o Big Bang, o que existe antes do Big Bang, isso tudo. Isso é matéria para os nosso cientistas justificarem os salários que os nossos impostos lhes pagam ao fim do mês. Basta citar a Bíblia e dizer "No princípio era o Verbo" e diz tudo.
A nossa fé diz-nos que Deus existe. É o que acreditamos. Se a Palmira lhe pedir provas diga-lhe que à consultar um dicionário para ver o significado da palavra fé (ela não irá porque sabe). Devolva-lhe o ónus da prova dado que ela é uma cientista e ela dirá Big Time! mil vezes para fugir à questão.
De Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 14:10
Não António. Não quis dizer que a Teoria da Evolução estava incompleta porque não explica a origem do mundo.
Apenas digo que não podemos olhar para o criacionismo como inimigo do evolucionismo e vice-versa. Um explica a origem de tudo, o outro explica - e é bom lembrar que se trata de uma tese - o surgimento dos seres humanos através de uma evolução dos macacos.
Quanto às escolas, penso que devem ensinar que existem estas duas teorias. Não devem sobrepôr uma em detrimento de outra.
De S a 7 de Novembro de 2009 às 14:30
Já agora, vamos pôr as teses dos negadores do Holocausto nos livros de História.
O criacionismo está para a Ciência como a negação do Holocausto está para a História; um bando de fanáticos que altera e inventa provas e gosta de inventar teorias da conspiração que expliquem o facto de ninguém minimamente racional levar aquilo a sério.
De Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 17:08
Ó S você faz com cada comparação que não lembra ao diabo.
O criacionismo não nega nada. Apenas advoga uma tese para o surgimento do mundo. Darwin defende outra. Tanto uma como outra carecem de argumentos científicos que a sustentem. Como tal são teorias.
A ciência do Séc. XX (e porventura XXI), ao contrário de corroborarem a teoria da evolução, têm-na atirado por terra (embora tais factos tenham sido devidamente camuflados), como pode ver nos link's que deixei em cima.
De S a 7 de Novembro de 2009 às 18:36
"O criacionismo não nega nada."
Nega a razão e o método científico, e deixemo-nos de tretas; tem como alvo a teoria evolucionista.
Tanto o criacionismo como a negação do holocausto são coisas que não lembram ao diabo. Estão bem uma para a outra.
De Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 22:47
O quê? Método quê? Não meu caro. O método científico exige uma prova concreta. Coisa que o evolucionismo, após mais de 150 anos, e algumas acções fraudulentas (desmente?), não consegue desmontar.
Mais engraçado: para si, a teoria criacionista, com milhares de anos de idade, tenta desmoronar uma tese que surgiu há "meia dúzia de anos". Vá lá, 150 anitos.
De Anónimo a 7 de Novembro de 2009 às 23:34
Deixe-me adivinhar. Você não é cientista, certo?
O que é uma prova concreta?
Mesmo que a teoria CIENTÍFICA da evolução tenha problemas, isto é, não seja um modelo completo (é habitual as teorias terem limites de aplicabilidade, isto é, estarem circunscritas ao que compreendemos e podemos testar), está a estabelecer um termo de comparação com o quê? Com blá-blá idiota (aka criacionismo)? Ai jesus.
Faça lá o trabalho de caso e ao menos veja se compreende o que é uma explicação (comentário mais acima).
Se no seu livrinho preferido estivesse escrito "os neutrinos não têm massa". Você iria postular milhões de entidades para explicar o que se observa, mesmo bastando tomar que os neutrinos têm massa? Aliás, se você for multiplicando as entidades, então pode ter tudo o que quiser e nada em simultâneo.
Faça o trabalho de casa e veja lá o link que lhe dei acima.
De Pinto a 8 de Novembro de 2009 às 07:55
Os evolucionistas desesperados por não poder validar as hipóteses (imaginativas e delirantes), quantas vezes já forjaram fósseis?
Assim que me lembre: O “Homem” de Java; O “Homem” de Piltdown; O “Homem” de Nebraska; O “Homem” de Pequim; A mandíbula infantil de Ehringsdorf …
É engraçado que ao fim de 150 anos ainda não tenham conseguido sustentar a tese do evolucionismo, mas continuem a leccionar nas escolas como uma verdade absoluta e incontestável. Não é nada engraçado … é uma tristeza gritante.
De António Parente a 7 de Novembro de 2009 às 15:45
Discordo, Pinto. A minha discordância tem como base as discussões que tenho visto no blog do Ludwig Krippahl, vice-presidente da Associação Ateísta Portuguesa e evolucionista convicto, e alguém que escreve sob pseudónimo mas que se desconfia ser o maior criacionista português.
Agora, pode-se defender a teoria da evolução e ser-se cristão. Não há incompatibilidade nenhuma embora a nossa anfitriã Palmira gostasse que houvesse e nos tente convencer disso.
De Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 17:03
<i>Agora, pode-se defender a teoria da evolução e ser-se cristão.</i>
Exactamente. É precisamente isso que eu defendo.
De
Francisco a 7 de Novembro de 2009 às 17:07
Sério seria os criacionistas começarem por aceitar ou renegar o método cientifico - como ponto de partida para uma discussão honesta. Depois pois disso então haja discussão, entre adultos; ensinar as crianças fica para mais tarde quando a discussão tiver seguido o seu caminho. Pode ser?
De Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 17:52
S. Tomás que Aquino mostrou que com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto propõe as 5 vias de demonstração:
- Primeira via
- Primeiro Motor (/wiki/Motor) Imóvel: Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.
- Segunda via
- Causa Primeira: Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.
- Terceira via
- Ser (/wiki/Ser) Necessário: Existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.
- Quarta via
- Ser Perfeito: Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.
- Quinta via
- Inteligência (/wiki/Intelig%C3%AAncia) Ordenadora: Existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos (/wiki/Caos), logo há um ser inteligente que dispôs o universo (/wiki/Universo) na forma ordenada.
-
-
De S a 7 de Novembro de 2009 às 18:33
O Pinto acha que isto convence alguém??? Isto não é fazer uso da razão é defender e promover a ignorância.
De Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 22:31
Então volte a ler, uma, duas, três vezes; as que forem precisas. Vai ver que elas têm toda a lógica.
De
Francisco a 7 de Novembro de 2009 às 20:02
Caro Pinto que Ser tem a existência provada por estas 5 vias?
De
JP Santos a 7 de Novembro de 2009 às 21:39
À partida introduzir o "criacionismo" no ensino da biologia faz tanto sentido como dar nas aulas de geografia a teoria de que a terra é plana e o centro do universo.
É que em ciência pode haver muitas teorias mas nem todas são suportadas pelos factos.
Mas, perante a difusão dos disparates pseudo-cientificos utilizados pelos criacionistas consegue obter pergunto-me se não devia ser obrigação do ensino desmascarar essa fraude.
De fernando antolin a 7 de Novembro de 2009 às 21:47
Experimentem outro tema.Sugestão: agora que do "escândalo" do "senil" do caso "transcendente" das escutas de Belém já era e parece que isto de crucifixos está murchito,malgré Palmira, que tal a Grão-Pará poder ir construir à volta do Autódromo ?? Estão a ver o "osso" que é ?? Grão-Pará,Abel Pinheiro,com um pouco de imaginação,CDS,zás direita,Cavaco(again) e até religião outra vez digam lá se não sou amigo...
De Miguel Teixeira (19,estudante, porto) a 7 de Novembro de 2009 às 22:16
Caro Pinto e outros semelhantes,
Na minha terra perdida no monte diz-se que todos nós viemos dos peixes-gato e que um dia um saltou da água engoliu uma maçã cósmica caída da asa da águia real mítica e que virou homem. Esta é a teoria da minha terra.
Vamos passar a ensiná-la nas escolas?
Para cada teoria científica aceite e ensinada actualmente existe um sem número de teorias que foram rejeitadas por falta de provas ou porque se provou que eram falsas, o criacionismo é só mais uma delas. Mais nada. Vamos resuscita-las todas apenas porque há quem ache por convicção meramente pessoal que são verdade? Então os livros de ciências ou do que for vão ser de tal modo volumosos que terão de ser divididos em dezenas de capítulos É simplesmente ridículo falar de criacionismo como uma hipótese alternativa ao evolucionismo. Jogam em campeonatos diferentes.
De Pinto a 7 de Novembro de 2009 às 22:37
Não. Então vamos começar (começar não que isto já se faz há muito) que o Homem vem de um macaco. Coisa muito mais crível ... e provada cientificamente (não sei por qual ciência mas está bem).
Ó Miguem meteram-lhe na cabeça desde novinho que nós vinhamos do macaco. Nunca, jamais e em tempo algum tal tese ficou provada. Mas o que interessava no Séc. XIX era desmoronar o criacionsimo. Isso foi conseguido através de muito esforço político. E isso é que interessa hoje. Nada mais.
Não lhe consigo valer. Se acha que já conseguiu descobrir tudo dou-lhe os mesu parabéns. Eu continuo na ignorância.
Costuma-se dizer que "contra factos não há argumentos". Mas o senhor(a) bem tenta.
É triste e bonito ao mesmo tempo.
Além do facto que o Evolucionismo não defende que o homem veio do "macaco" como tão simplesmente diz. De facto o Evolucionismo defende uma evolução do homem que vem do seu próprio ramo evolucionário de seres semelhantes a "macacos" mas que se intitulam de hominideos, este ramo separou-se em várias ocasiões a ultima das quais deu origem para um lado ao homem e para outro aos chimpanzés (que não são macacos) isto sucedeu há cerca de 2.2 milhões de anos com o Homo Habilis e desde aí que o genus "homo" se tem vindo a desenvolver até ao presente homo sapiens.
De facto o homem pouco tem em comum com "macacos", partilhamos antepassados com chimpanzés, gorilas e orangutangos, nenhuns dos quais são "macacos". Macacos são da familia Cercopithecidae e não Hominidae, o que temos em comum é sermos ambos primatas.
Um bocadinho menos de tempo em forums e um bocadinho de mais tempo a ler não lhe fazia mal. Pode começar por aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Human_evolution (http://en.wikipedia.org/wiki/Human_evolution)
De Pinto a 8 de Novembro de 2009 às 08:25
<i>Nalgum período futuro, daqui a poucos séculos, as raças de homens civilizados irão, quase certamente, exterminar e substituir as raças de selvagens por todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos [i.e., que mais se parecem com os homens] (…) irão, sem dúvida, ser exterminados. A distância então será ampliada, pois irá separar o homem num estado mais civilizado, esperamos que o dos caucasianos, e algum macaco inferior como um babuíno, ao invés de ser como a distância no presente, entre o negro ou o australiano e os gorilas.</i>
(Descent of Man)
Entendeu? Classificando as raças humanas, encontramos o caucasiano no topo, e lá no fundo, no limite do que é humano, “o negro ou o australiano”, que estariam a uma distância evolutiva ínfima dos gorilas. Ao progredir em direcção aos super-caucasianos, a evolução também exterminaria todas as “espécies intermediárias”, de forma que a selecção natural iria eliminar os negros, os aborígines australianos e os gorilas.
E depois a Bíblia é que é um “manual de maus costumes (…) impróprio para crianças”.
Agora contextualize isto com as manifestações anti-religiosas do Séc. XIX e <i>voilá</i> … conseguirá perceber a origem das teorias de Darwin.
Bolas, Pinto, você é mesmo desonesto! Cherry picking e aldrabar no que escolhe não abona muito em seu favor...
Em primeiro lugar, Darwin, um anti-esclavagista assumido (não se esqueça que naquele tempo a escravatura é completamente aceite, sei lá, pela sua ICAR) defendia a ideia perigosa de que não havia raças biológicas diferentes, todos os homens, independentemente da cor da pele, etc.. eram biologicamente iguais, havia estádios culturais diferentes. Tb no Descent:
«Although the existing races of man differ in many respects, as in colour, hair, shape of skull, proportions of the body, &c., yet if their whole organisation be taken into consideration they are found to resemble each other closely in a multitude of points. Many of these points are of so unimportant or of so singular a nature, that it is extremely improbable that they should have been independently acquired by aboriginally distinct species or races. The same remark holds good with equal or greater force with respect to the numerous points of mental similarity between the most distinct races of man. The American aborigines, Negroes and Europeans differ as much from each other in mind as any three races that can be named; yet I was incessantly struck, whilst living with the Fuegians on board the Beagle, with the many little traits of character, shewing how similar their minds were to ours; and so it was with a full-blooded negro with whom I happened once to be intimate»
Depois, a citação que arranjou está errada; este é o excerto que alguém, ardilosamente, adulterou:
«The great break in the organic chain between man and his nearest allies, which cannot be bridged over by any extinct or living species, has often been advanced as a grave objection to the belief that man is descended from some lower form; but this objection will not appear of much weight to those who, convinced by general reasons, believe in the general principle of evolution. Breaks incessantly occur in all parts of the series, some being wide, sharp and defined, others less so in various degrees; as between the orang and its nearest allies—between the Tarsius and the other Lemuridæ—between the elephant and in a more striking manner between the Ornithorhynchus or Echidna, and other mammals. But all these breaks depend merely on the number of related forms which have become extinct. At some future period, not very distant as measured by centuries, the civilised races of man will almost certainly exterminate and replace throughout the world the savage races. At the same time the anthropomorphous apes, as Professor Schaaffhausen has remarked, will no doubt be exterminated. The break will then be rendered wider, for it will intervene between man in a more civilised state, as we may hope, than the Caucasian, and some ape as low as a baboon, instead of as at present between the negro or Australian and the gorilla»
De S a 7 de Novembro de 2009 às 23:23
Mas é que ele é a homossexualidade, os preservativos e o HIV, a educação sexual, a teoria da evolução, o ateísmo, o aquecimento global... e devo-me estar a esquecer de uns quantos.
De facto, a religião fodeu-o bem. Um caso perdido.
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