Domingo, 8 de Novembro de 2009
João Pinto e Castro

Após um breve interregno forçado pelas eleições (que, como se sabe, só servem para gastar dinheiro) o protagonismo na nossa vida política regressou, como é normal e louvável, aos Martins, aos Palmas e às Moura Guedes; às escutas e às fugas de informação; às declarações dos sindicatos dos magistrados e do Procurador-Geral da República; às movimentações nos bastidores de fontes anónimas, investigadores diligentes e jornalistas militantes.

Um dia, quando eles se zangarem, talvez venhamos a ter acesso às escutas que fazem uns aos outros. Entenderemos então como funciona a república dos bufos e quem a comanda.


5 comentários:
De zeca a 8 de Novembro de 2009 às 01:38
Bufos? Isso mesmo...
E eu a pensar que me tinha livrado deles à muito tempo!


De AL`garvio a 8 de Novembro de 2009 às 03:02

Não sei nem entendo,como é que a "merda" da nossa justiça deixa passar para a comunicação social materia que está em segredo de justiça.o sindicato dos magistrados e dos agentes da justiça, que são tão opinadores sobre assuntos coorporativos,não se manifestam sobre as fugas de informação ,deixam-me ,muito desconfiado sobre a suas intenções e levam-me a não acreditar nas suas decisões.
PS-desculpem o meu portugues mas só tenho o antigo 6ºano,e escrevo no computador graças as novas opurtonitades.


De Ricardo a 8 de Novembro de 2009 às 16:52
Devemos estar mais preocupados com os bufos e jornalistas, ou com os corruptos e corruptores?  


Interessa mais a forma do que o conteúdo?


De Fernando a 9 de Novembro de 2009 às 22:01
Infelizmente não é uma questão de forma ou de conteúdo. Isso era o que se pensava no tempo da Inquisição ou o que justificava a PIDE.


De MFerrer a 10 de Novembro de 2009 às 22:24
 O que de facto me pasma é a completa falta de pudor que se apoderou desses senhores que se dizem da Justiça.
É que, em compita com os pseudo-jornalistas e os pseudo comentadores independentes, estes representantes corporativos arriscam serem elevados à condição de herois da populaça, da boçalidade e, de repente, acordarem com saudades da democracia que todos os dias cobrem de estrume.
E já agora: Mas haverá alguém que acredite que estes erros jurídicos que se acumulam possam, ser simples lapsos e não constituam um fortíssimo ataque à democracia? À ordem jurídica?
Ao Estado de Direito? às garantias e direitos individuais?
MFerrer


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