A falácia do espantalho é uma das falácias favoritas dos criacionistas que a ela recorrem com frequência em jeito de fim de conversa. A abiogénese é um destes stoppers e, claro, foi citada na discussão da série sobre evolução deste fim-de-semana; «Delusions», «Embrace Your Inner Fish» e «Esta gente passa-se big time». Normalmente a abiogénese é citada em conjunto com variantes do argumento teleológico de William Paley, um teólogo inglês do século XVIII, que se pode resumir em cinco pontos:
1) Os artefactos humanos são produtos de desenho inteligente;
2) O Universo assemelha-se a artefactos humanos;
3) Então o Universo é um produto de desenho inteligente;
4) Mas o Universo é complexo e enorme em comparação com os artefactos humanos;
5) Assim, existe um designer poderoso e inteligente que criou o Universo.
Para Paley (cinquenta anos antes da publicação d'«A Origem das Espécies»), tal como um relógio pressupõe um relojoeiro, a complexidade dos organismos vivos seria uma evidência da existência de um criador, um argumento que poderia fazer sentido à luz do conhecimento do século XVIII mas é completamente atávico no século XXI.
A desmontagem magistral deste argumento esteve na base do best-seller de Richard Dawkins, «O Relojoeiro Cego», publicado entre nós pela Gradiva. Como afirmou John Maynard Smith à New Scientist na altura do lançamento:
«O segredo de um bom livro de divulgação científica é fazer-nos compreender as ideias expostas: a boa escrita tem por detrás um pensamento claro. Ao ler O Relojoeiro Cego, senti-me frequentemente atónito com a clareza com que Dawkins vê os problemas. É evidente, contudo, que Dawkins não perdeu o sentido do fascínio com o mundo natural ao ampliar a sua compreensão intelectual deste. Quem me dera saber escrever assim.»
Pensar-se-ia que hoje em dia o conhecimento científico acumulado mostraria a puerilidade da falácia do relógio, em particular considerando que as partes de um relógio são inanimadas e não se alteram ou evoluem. Aliás, esta falácia faz-me lembrar aqueloutras que assentam na total incompreensão do que seja a entropia, também abundantemente debitadas pelos criacionistas nacionais, que confundem entropia com desordem macroscópica e perda de «informação», o que quer que queiram dizer com este dislate.
Este vídeo de 9 minutos desmonta de forma muito didáctica as patetadas criacionistas, nomeadamente ilustra o ponto que passa ao lado de todos os criacionistas: o evolucionismo não pretende explicar a abiogénese - a formação da primeira molécula com capacidade de auto-replicação a partir de material não biológico -, apenas a evolução (incontestável) das espécies.
Assim, a objecção criacionista é falaciosa uma vez que o evolucionismo é independente de qualquer hipótese abiogénica, ou seja, apenas explica a evolução das espécies a partir de ancestrais comuns sem propor qualquer teoria sobre como esses ancestrais surgiram. Isto é, se o evolucionismo não trata da abiogénese é apenas natural que não tenha respostas para ela. Nem a mecânica quântica nem a teoria da relatividade têm respostas para a abiogénese e isso não é equivalente a dizer que estão «erradas» e que se deve oferecer como alternativa a ambas uma qualquer explicação religiosa assente na fé e não em factos!
O vídeo mostra como se pode «evoluir» um relógio, mas existem inúmeros exemplos biológicos de organismos que evoluiram relógios celulares, na realidade a maioria dos organismos do planeta parece ter múltiplos relógios, o mais simples dos quais encontrado nas cianobactérias*. Na realidade, considerando que se pensa que estes procariontes tenham sido os ancestrais de todas as formas de vida na Terra, é muito provável que os relógios celulares actuais tenham evoluído do relógio molecular das cianobactérias primitivas.
*As cianobactérias, anteriormente conhecidas como algas azuis, são microrganismos procariontes (sem membrana nuclear) que vivem na Terra há pelo menos 3800 milhões de anos, pensando-se que tenham sido os ancestrais de todas as formas de vida na Terra. Os eucariontes (com membrana nuclear) terão surgido entre 2000 a 1400 milhões de anos atrás e os organismos multicelulares terão feito a primeira aparição há cerca de 700 milhões de anos. Actualmente é aceite que alguns organelos - por exemplo, os cloroplastos e mitocôndrias - das células eucarióticas tiveram origem em procariontes que se adaptaram à vida intracelular por endossimbiose.
Os estromatólitos de Bitter Springs, na Austrália central, exibem fósseis muito bem conservados que mostraram pela primeira vez que há mais de 850 milhões de anos existiam cianobactérias morfologicamente modernas que partilhavam o habitat com outros seres capazes de fotossíntese, as algas verdes, eucariontes igualmente descobertos na mesma formação.
A evolução da vida na Terra como a conhecemos foi muito provavelmente possível devido à acção destas bactérias que libertaram o oxigénio que alterou a composição da atmosfera primitiva e possibilitou a formação da camada de ozono (O3) que protegeu da radiação ultravioleta organismos mais sensíveis.
Algumas cianobactérias, designadas extremófilas, conseguem viver em condições extremas como sejam fontes termais, com temperaturas de aproximadamente 74ºC, águas geladas ou meios de salinidade muito elevada.
Nas últimas décadas, os avanços da oceanografia permitiram a descoberta de inesperadas comunidades a profundezas superiores a 3000 metros, onde a luz do sol não penetra e a fotossíntese não é possível. Estes biossistemas são possíveis devido à existência de arqueobactérias associadas a fontes quentes vulcânicas que são capazes de quimiossíntese. Pensa-se que as primeiras biossínteses, efectuadas por um replicador primevo, tenham acontecido neste tipo de ambientes, muito comuns na Terra primitiva. É também possível, como o demonstram muitas experiências laboratoriais, que metais ou minerais, como a pirite ou a magnetite, tenham sido os catalisadores químicos das sínteses biológicas antes da evolução de enzimas.
A química das cianobactérias, as nossas «fábricas» de oxigénio já que são responsáveis por cerca de 70% da fotossíntese realizada no planeta, tem sido investigada e explorada (nomeadamente para a produção de um combustível limpo do futuro, o hidrogénio) em inúmeros laboratórios, um pouco por todo o mundo.
Um aspecto desta química que tem despertado muito interesse tem a ver com o mais simples relógio molecular descoberto até hoje, constituído por apenas três proteínas, KaiA, KaiB, e KaiC. Estas três proteínas permitem às cianobactérias acertarem com uma precisão impressionante o seu ritmo circadiano. Os ciclos circadianos são os osciladores bioquímicos com período de 24 horas que tornam as viagens intercontinentais complicadas para as muitas pessoas que demoram semanas a ajustar os seus ritmos de sono ao novo fuso horário.
Na Science de Outubro de 2007, cientistas de Harvard e do Howard Hughes Medical Institute descreveram em detalhe como este trio de proteinas colocado num tubo de ensaio com o combustível biológico ATP mantém um ritmo circadiano preciso por períodos longos de tempo. Mesmo na ausência de estímulos externos, isto é, sem luz, este relógio molecular exibe uma grande precisão ao longo de várias semanas.
As proteínas Kai não foram encontradas nos humanos mas a elucidação deste mecanismo pode lançar luz sobre os relógios biológicos de outras espécies. Antes de as cianobactérias nos terem surpreendido com esta reacção oscilante, de período bem determinado e independente da existência de ADN e outros componentes celulares, pensava-se que era necessário todo um organismo para manter o ritmo circadiano. Estes microorganismos mostraram-nos que é possível um relógio molecular mais preciso que o do meu computador apenas com três (macro)moléculas!
Ler também Mojzsis, S.J., Arrhenius, G., McKeegan, K.D., Harrison, T.M., Nutman, A.P. Friend, C.R.L. (1996) Evidence for life on Earth before 3,800 million years ago, Nature 384, (6604): 55-59.
De
Marco a 9 de Novembro de 2009 às 14:08
Nunca pensei que existissem criacionistas na Europa, muito menos em Portugal - e veementes que eles são!
Declaro já que sou cat. ap. rom., embora já não tão praticante como fui em tempos. Ainda acredito na mensagem, mas não tanto no mensageiro.
Nessa condição, não vejo nada nos textos de Palmira, como já foi acusada, que indique a exclusividade do evolucionismo aos ateísmo ou ao agnosticismo. No entanto, vejo uma tentativa de colagem do criacionismo à religião, sobretudo à ICAR, embora admita que o extremar de posição tenha origem nalguns comentários.
O criacionismo, para quem não sabe, é quase exclusivo do protestantismo. A própria ICAR aceitou, oficialmente, o evolucionismo, a 10 de Fevereiro deste ano.
O que a ICAR (e outras religiões, suponho, mas só falo do que sei) defende é que depois de inicializadas todas as variáveis, Deus (ou Javé, ou Alá ou o que lhe quiserem chamar) "deixou rolar"; por este ponto de vista, a evolução das espécies estava programada desde o tempo zero. Ver, por favor, os trabalhos de S. Tomás de Aquino e S. Agostinho.
No dia em que um físico me explicar o Big Bang em t=0 (e não em t > 0), declaro-me oficialmente agnóstico. Até lá, continuem a mandar postais.
Abraços!
P.S.: a teoria do Big Bang foi incialmente avançada pelo padre (yeps, padre da ICAR) Lemaître e confirmada posteriormente por Hubble no final da década de 1920.
De nuvens de fumo a 9 de Novembro de 2009 às 15:39
<b> No dia em que um físico me explicar o Big Bang em t=0 (e não em t > 0), declaro-me oficialmente agnóstico. Até lá, continuem a mandar postais. </b>
E quem disse que tem que haver um sentido ? Essa ideia, a de que estruturas como o Universo podem ter um sentido compreensível por uma criatura como nós, é francamente do mais optimista que tenho visto.
E o argumento de ignorância não é o melhor método argumentativo. Lá porque não se sabe nem nunca se saberá o que provocou o início não quer isso dizer que tenha sido um deus.
E se a sua crença se baseia apenas no espanto pela criação , diria que é pouca a sua fé. 
De
Marco a 9 de Novembro de 2009 às 18:37
"E quem disse que tem que haver um sentido ? Essa ideia, a de que estruturas como o Universo podem ter um sentido compreensível por uma criatura como nós, é francamente do mais optimista que tenho visto."
Ui? Então, tem que existir um sentido, ou não? A ciência não existe para dar sentido ao que conhecemos? Ou afinal nem tudo tem que fazer sentido, e a ciência é apenas um passatempo caro e perigoso? Mas adiante, que isto é tão fraquinho...
A questão nem é tanto sabe "o que" ou "quem" provocou o Big Bang; decorre das equações que, em t = 0, a energia (e, consequentemente, a massa) é infinita.
A acreditar na ciência (e eu acredito), é necessário acreditar que, naquele ponto temporal, houve algo transcendente a dar o pontapé de saída para o nosso Universo - porque a ciência não tem "entidades infinitas".
Agora... chame-lhe o que quiser! Os físicos têm particular predisposição para termos como "ponto de singularidade gravitacional", há quem lhe chame destino, the force... eu chamo-lhe, simplesmente, Deus.
Finalmente, não tenho que justificar as bases da minha fé; mas, se o tivesse de fazer, preferia fazê-lo recorrendo à argumentação de Pascal, ou não fosse eu programador...
De nuvens de fumo a 9 de Novembro de 2009 às 19:38
Já vi a sua confusão.
A ciência busca a verdade, as regras da nossa realidade, a fórmula por detrás do acontecimento, a regra, etc
Excentricidades matemática há no dia a dia e não querem dizer nada mais do que isso, são anomalias dos modelos matemáticos que temos. Lá porque a matemática que usamos não é perfeita nada nos diz de coisa alguma a não ser dela própria. 
A argumentação de pascal , como a prroria linguagem , está um pouco desactualizada. Pascal era sem dúvida um génio na matemática e um pensador fracote na lógica ética.
O argumento de PAscal não funciona, até porque é necessária fé para se acreditar, pelo menos a ICAR coloca a fé verdadeira como fundamental, pressinto que a fé à lá PAscal não abra as portas do céu de e ele possa ter tido um surpresa bem chifruda para aprender a não querer interpretar os designíos do divino .
Pascal ao determinar uma lógica no acesso ao transcendente perdeu-o de vista. O trancendente , atinge-se pelo coração, não pela mente, mas isso há por aqui quem lhe explique bem melhor que eu.

Meu caro Marco:
Juro que não percebi esta: «No entanto, vejo uma tentativa de colagem do criacionismo à religião»
Como é óbvio, apenas quem acredita no Criador pode ser criacionista, não há uma tentativa de colagem, há a constatação de um facto (e do dicionário...)
Se reparar, no post incial eu falei em grupos evangélicos mas de facto quem se ouriçou todo contra a evolução foi um católico.
Já agora, Tomás de Aquino e Agostinho de Hipona eram, como devria ser óbvio, criacionistas. aliás este último foi o grande «teórico» e divulgador da creatio ex nihilo. Para combater as concepções emanistas do neoplatonismo, sustentou no seu livro De natura boni que o Universo foi criado por Deus a partir de nada.
OK, a convicção cristã de que Deus teria realmente criado o mundo a partir «de nada», a famosa creatio ex nihilo, estabeleceu-se e progrediu sobretudo no século II d. C., assente nas teses de Basilides e de Justino.
Curioso, curioso é o trabalho do meu filósofo favorito, Epicuro. o aforismo ex nihilo nihil fit (do nada, nada se faz), que resume a posição epicurista sobre a origem do Universo, permanece actual.O aforismo foi inspirado numa das Sátiras do poeta estóico Pérsio e significa simplesmente que nada é criado, tudo se transforma. Ou seja, é a primeira formulação do que hoje apelidamos Lei de Lavoisier: na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
De
Francesco a 9 de Novembro de 2009 às 14:45
:) Já vi servirem-se do mecanismo do tempo de muitas maneiras, mas assim não.
Por mero acaso, a cara F. Silv utilizou ontem a falácia do espantalho (da qual é especialista, acrescente-se) cquando lhe perguntei se era especialista de biologia: bastava um sim ou não mas decidiu falar-me de jornalismo científico, da carreira académica da filha (já agora, parabéns) e acabou no Caim de Saramago e na interpretação da Bíblia.
não entendeu mto bem o manual de falácias que o Desi lhe recomendou, caro AP. ou leu bem demais uma vez que, se a minha resposta não é falaciosa, a sua pergunta retórica, para a qual sabia muito bem a resposta, é ela própria uma falácia lindissima :)
Erro seu, cara FS. Falámos desse assunto há uns anos mas não temos intimidade suficiente para seguir o curso da sua vida e conhecer todos os detalhes. Por isso, a pergunta foi uma actualização. Vejo que não houve alteração nenhuma.
O Desidério (entre homens não usamos diminutivos, é tudo muito formal) não me recomendou nenhum manual das falácias, talvez o tenha feito a si mas a mim com certeza que não. Aconselhou-me ler a bibliografia básica e eu segui o conselho. Por isso, sinto-me muito confiante para lhe fazer a mesma recomendação: leia também a bibliografia básica, aprenderá muito. Poderá sempre recorrer à minha ajuda para esclarecer qualquer dúvida que lhe surja ;-)))
Então refresco-lhe a memória :) com exemplos retirados da Crítica:
Falácia do espantalho
O argumentador, em vez de atacar o melhor argumento do seu opositor, ataca um argumento diferente, mais fraco ou tendenciosamente interpretado. Infelizmente é uma das "técnicas" de argumentação mais usadas.
Exemplos:
1. As pessoas que querem legalizar o aborto, querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado.
2. Devemos manter o recrutamento obrigatório. As pessoas não querem o fazer o serviço militar porque não lhes convém. Mas devem reconhecer que há coisas mais importantes do que a conveniência.
Prova: Mostre que o argumento oposto foi mal representado, mostrando que os opositores têm argumentos mais fortes. Descreva um argumento mais forte.
E agora reflicta, um bocadinho que seja, na relevância que tem a minha formação na «conversa» que se desenrolava. E veja lá se percebe porque razão a sua pergunta foi uma falácia do espantalho :)
Cara PS
Não ataquei nenhum argumento seu nem estava interessado naquela discussão. Achei que exagerou na forma menos civilizada como tratou o Pinto: charlatão, desonesto, pateta, ignorante foram expressões que utilizou directa ou indirectamente na sua conversa. Quem a lesse e não conhecesse pensaria que a PS era a maioria autoridade em Biologia que existia ao cimo da Terra e que o Pinto era um galináceo que picava por maldade a sua querida Biologia.
A minha intervenção foi efectuada com o fim de a desviar um bocadinho do Pinto, que estava a ser cruelmente depenado e estava pronto a passar a a frango de churrasco durante a tarde de Domingo, d levá-la a reflectir que se o Pinto não tem formação académica especializada em Biologia a PS também não tem. Pode ter mais cultura geral nesse campo mas isso não lhe dá autoridade para desancar quem comenta os seus textos.
Nunca me viu, nem ninguém (acho eu), comentar ou contradizer o que a PS escreve sobre química. Tem um doutoramento, é uma autoridade na matéria, fala com uma linguagem técnica especializada que eu nem muitos comentadores dominamos, por isso registo o que escreve e até agradeço pelas coisas úteis que ensina.
Parece que foi em vão a minha chamada de atenção porque a PS não percebeu nada e achou que eu a estava a "atacar" e a contrapor alguma coisa em relação aos seus argumentos. Não o fiz, fique claro.
De nuvens de fumo a 10 de Novembro de 2009 às 14:38
Caro A.Parente
Hoje soube por uma pessoa próxima que teve de se deslocar a uma clínica que pratica na legalidade oabortos, que os grupoides pró vida fazem manifs à porta importunando as pessoas que ali se deslocam.
Este caso, motivado por uma infeliz situação genética, não se enquadra sequer no quadro a preto e branco dos maus e dos bons, tendo o mesmo tratamento verbal. Eu pessoalmente, sou pessoa para se um dia tiver o azar de ter de encontrar tais pessoas lhes mostrar a genitália, que outro tipo de atitude não merecem.
Gostaria de saber a sua opinião sobre estas actuações de claque de futebol e desde já deixar a minha repugnância por esses imbecis.

Caro Nuvens de Fumo
O direito à manifestação está regulamentado por lei. Se entende que alguma coisa não está certa deverá apresentar queixa junto das entidades competentes.
Quanto à exibição da sua genitália, vê-se que sente um enorme orgulho nela e a encara como um instrumento para aterrorizar os seus concidadãos. Pondere, no entanto, antes de a mostrar publicamente, se essa admiração, orgulho e capacidade de aterrorizar, será partilhada por todos os que a observarem, para não cair numa situação em que o terror que imagina se transforma em sonoras gargalhadas e em escárnio.
De nuvens de fumo a 11 de Novembro de 2009 às 14:59
Caro António Parente
Eu disse "a" não a minha, mas com agrado vejo que esta lhe desperta curiosidade 
Pressinto que se fosse numa missa me diria que era o novo ateismo e mais uma data de tretas
Caro Nuvens de Fumo
Vejo que há aí uma enorme falta de auto-estima. Fico surpreendido.
Quanto à minha curiosidade, é um equívoco seu. Nada no Nuvens de Fumo me desperta curiosidade. O NF não é o centro do meu mundo. Nem a periferia. Concretizando com mais detalhe, não faz parte dele
Quanto a ser numa missa, eu diria muito simplesmente que o NF devia consultar um psiquiatra para obter ajuda profissional. Neste campo, nada posso fazer por si.
De nuvens de fumo a 11 de Novembro de 2009 às 16:37
Não entendeu, na missa a manif, pressas.
Entendeu ?
Uma missa para os católicos está como um aborto para os ateus?
Genial nuvens. Mas olhe que há ateus que não vão achar graça.
Nuvens de Fumo
Vou-lhe fazer uma confidência: estou em casa, doente. Estou com febre, dores no corpo, tosse, dor de cabeça.
Em síntese, não me sinto muito católico e já nem me lembro como é que a nossa covnersa começou. Vai-me desculpar. Fica para outro dia. Um abraço.
Se me permitem meter a foce em seara alheia: nuvens quando recebemos uma resposta como aquela que o António Parente lhe deu, o melhor é sair de mansinho e não dizer mais nada.
O nuvens levou, como se dizia nos meus tempos de futebol de rua, uma "ganda ova". Acontece aos melhores... :)
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