Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
textos como este lembram-me por que motivo durante tanto tempo respeitei e apreciei josé pacheco pereira: há ali uma determinação de ser verdadeiro (podemos chamar-lhe honesto), de perceber (e até de sentir, mesmo sendo -- e sobretudo por ser -- quase sempre um sentir desolado, com mágoa), de dar a perceber o que percebeu, que já não lhe encontro. tenho pena. o meu mundo perdeu com isso.
De Carlos Pimentel a 10 de Novembro de 2009 às 02:05
Lamento mas, paciência, para ser franco, nunca gostei do Pacheco, mas lamento, na mesma, que actual falta de capacidade de "sonhar" dele a tenha perturbado a si em particular; ainda que isso fosse previsível. Enfim, as minhas recordações da peça são um tudo ou nada cáusticas, de si nem por isso.
Cps.
Acho que Pacheco Pereira deixou de viajar
De fernando f a 10 de Novembro de 2009 às 15:58
Pacheco Pereira perdeu a capacidade de andar por ali, sem ser dali, e ao fixar-se, perdeu-se. Mas creio que se vai encontrar, talvez quando der com a saída.
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