um cidadão de granada com decerto mais de 50 anos a comentar o novo regulamento municipal da cidade, que manda multar todas as pessoas que se estejam a dedicar à prostituição na via pública. 'estão a ganhar a vida honradamente. para elas e para os filhos.'
a seguir, acrescenta: 'se não fizerem isto, vão fazer o quê?' outro diz: 'não estão a fazer mal nenhum. há coisas mais importantes com que nos preocuparmos'.
a aluna brasileira que foi expulsa de uma universidade por 'comportamento indecoroso' depois de ser insultada de 'puta' por ir às aulas com um vestido curto e ser escoltada pela polícia para fora das instalações a falar com os jornalistas, calma, ponderada e podre de bonita.
uma mulher a cair à linha no metro de ny e que é salva pelos passageiros no cais, que vão para a beira da plataforma fazer sinais desesperados à composição que se aproxima -- registo sobretudo um homem corpulento de cabelo branco que vai de imediato fazer sinais para dentro do túnel. o governador de ny ligou à condutora do metro que conseguiu parar a tempo, mas eu ligaria primeiro àquele homem.
obrigada a todos.
De fernando f a 11 de Novembro de 2009 às 01:56
Por falar em prostituição de rua, para quando a legalização de bordéis, e não é para a esconder, mas sim por uma questão de saúde pública e de defesa física. É um assunto tabú na sociedade, que vai sendo tempo de extirpar.
De
f. a 11 de Novembro de 2009 às 10:41
'por uma questão de saúde pública'???!!!
De Romeu a 11 de Novembro de 2009 às 11:42
Claro! Pode apanhar A gripe!
De Anónimo a 12 de Novembro de 2009 às 12:51
Olha, se calhar as dst agora andam no ar.
Cara Fernanda,
Já ontem li notícias em como o reitor da Universidade Brasileira tinha readmitido a aluna. Aparentemente o bom senso desce à terra de quando em vez...
"estão a ganhar a vida honradamente."
Exacto. Só é pena é que este não aconselhe as filhas e a mãezinha a "ganharem a vida" de forma tão honrada. Afinal, é um trabalho como qualquer outro, pois, pois...
"a seguir, acrescenta: 'se não fizerem isto, vão fazer o quê?'"
Tipo....TRABALHAR?! PEDIR AJUDA?!
"outro diz: 'não estão a fazer mal nenhum. há coisas mais importantes com que nos preocuparmos'."
Concordo. Quem decidiu apertar o certo a uma das formas de corrupção mais imorais, decadentes e nojentas não está a fazer mal nenhum, só bem. E como tal, há coisas mais importantes com que nos preocuparmos, e agradecer a quem condena o óbvio não é uma delas.
Obrigadinhos...
De nuvens de fumo a 11 de Novembro de 2009 às 10:29
Corrupção a prostituição ?
É troca directa , sexo por dinheiro, ninguém dá favores, tudo é pago.
Corrupção verifica-se em muitos casamentos, onde por um paz podre se verifica uma data de ofertas , entre as quais sexo.

Por outro lado , 10.000 anos de história garantem-nos uma coisa, a prostituição está para ficar.
Essa do pedir ajuda gosto muito, já agora a quem ?
Nuvens:
"Essa do pedir ajuda gosto muito, já agora a quem ?"
A si não era de certeza. Tem aspecto de ser alguém que não consegue dar ajuda aos outros sem receber outra coisa em troca.
Felizmente existem pessoas abnegadas que partem de princípios básicos e indiscutíveis para intervier socialmente. Como sejam:
"Que a prostituição é uma violação dos Direitos Humanos, uma exploração que decorre das injustiças e desigualdades sociais (entre homens e mulheres, ricos e pobres, adultos e crianças)."
"Que legalizar a prostituição, é legalizar máfias e organizações criminosas, que traficam crianças, mulheres e jovens tornando-os escravos dos tempos modernos, apoiando a violência institucionalizada pelo Estado, tornando-o proxeneta pactuando com criminosos."
http://gjemanuel-chaves.blogs.sapo.pt/55935.html (http://gjemanuel-chaves.blogs.sapo.pt/55935.html)
(http://gjemanuel-chaves.blogs.sapo.pt/55935.html)
De
Shyznogud a 11 de Novembro de 2009 às 12:08
De nuvens de fumo a 11 de Novembro de 2009 às 14:58
Exactamente o meu ponto de vista, o problema é a escravatura, é a exploração. A prostituiçºao voluntária é um problema entre adultos e da sua intimidade.
Já agora gostaria que me definisse prostituição, i.e., o que é uma prostituta ?
De nuvens de fumo a 11 de Novembro de 2009 às 15:01
Tem aspecto de ser alguém que não consegue dar ajuda aos outros sem receber outra coisa em troca.
Nem comento
Ainda bem que não comenta. De resto, foi só uma resposta ao facto do nuvens ter achado "graça" a que eu dissesse que as prostitutas podem pedir ajuda. Perguntou "a quem?", o que traduz duas coisas:
1. O nuvens não conhecia a existência de pessoas que ajudam mulheres a deixar a prostituição. E falando eu de prostituição em geral não venha com a conversa de que a associação que linkei é portuguesa, nem dê a entender que não existem movimentos semelhantes em Espanha.
2. A própria pergunta, e a "graça" que a hipótese lhe causou, permite-me concluir que o nuvens nem colocou a possibilidade dessas pessoas precisarem de ajuda.
Quanto a ter dito para aí que a prostituição é uma questão que só diz respeito a duas pessoas, e desde que não envolva escravatura e exploração não há problema, duas notas:
1. O nuvens é um anjinho.
2.Tenho pena da sua mãe, filhas ou demais mulheres da sua família, se tiverem de levar com esses seus conselhos/opiniões/alternativas "profissionais". Espero que não o levem a sério quando refere à prostituição dessa maneira.
Adeus.
De Romeu a 12 de Novembro de 2009 às 18:34
Pois, porque toda a gente sabe que só as mulheres é que se prostituem. E são sempre obrigadas a isso.
De Romeu a 11 de Novembro de 2009 às 10:37
Jairo Entrecosto,
Meta-se na sua vida e deixe a vida dos outros com eles. Se as prostitutas entendem que se devem prostituir é decisäo delas. Multá-las seria fazer do Estado, e de todos nós, chulos! Neste caso é como quem diz: se queres prostituir-te aqui na rua, vais ter de pagar!
Senhor Romeu:
"Meta-se na sua vida e deixe a vida dos outros com eles."
Prostitua-se se quiser amigo Romeu. Não fomos apresentados, não o conheço de lado nenhum e não me meti na sua vida ou na dos outros. Permita-me só que eu possa expressar a minha opinião: a prostituição é um MAL! Digo isto aqui ou em qualquer lado. Chama-se liberdade de expressão. As prostitutas que não concordem com a minha opinião, terão de se aguentar com a minha liberdade para dizer o que penso. Vivemos num país livre. Não confunda liberdade para dizer que uma coisa é má, errada, imoral, degradante, social e humanamente trágica, com "meter-me na vida dos outros." Caso contrário, o outro senhor que considerou a prostituição um trabalho honrado, também se está a meter na vida alheia, a vigiá-la, o que não me parece que tenha sido o caso.
"Se as prostitutas entendem que se devem prostituir é decisäo delas. Multá-las seria fazer do Estado, e de todos nós, chulos!"
Vamos ver a sua lógica tão bonita aplicada a outros casos:
-Se os drogados deste mundo entendem que deve conduzir viaturas e espetarem as respectivas trombas no próximo muro, é decisão deles. Multá-los seria fazer do Estado, e de todos nós, traficantes e dealers.
"Neste caso é como quem diz: se queres prostituir-te aqui na rua, vais ter de pagar!"
Não, não é! É uma maneira de dizer que se te queres prostituir, estás a fazer uma coisa errada! E eu estou a comentar a parte do artigo em que um tipo qualquer terá dito que a prostituição não tem nada de mal, que é um trabalho honrado como qualquer outro. Uma multa, informo o senhor Romeu que não deve saber destas coisas, não é uma percentagem dos lucros do negócio. A isso chamam-se impostos, curiosamente, aquilo que muitos defendem que as prostitutas devem pagar, fazendo, nesse caso sim, do estado e de todos nós autênticos chulos. Uma multa é uma coacção; à segunda,terceira, quarta, quinta, vai tendo diferente consequências e agravantes jurídicas.
Para o nuvens, corrupção é um sinónimo de prostituição. Não limite o conceito ao recebimento de luvas por parte de um gestor público para favorecer um empresário manhoso. Por isso, fique a saber, um cliente de uma prostituta é um miserável verme,para além de desiquilibrado mental, que corrompe alguém em situação de desvantagem moral ou social.
De nuvens de fumo a 11 de Novembro de 2009 às 12:10
Jairo,
Compreende que a lei é em Espanha e numa localidade ?
A prostituição é uma mal ? Provavelmente , mas como em tudo na vida, se for feita de livre vontade e sem condicionalismos exteriores não vejo mal nenhum, posso dizer-lhe que conheci , como amigo , pessoas que se dedicaram a esse tipo de actividade em círculos de elite e nunca vi mal nenhum.
Já a prostituta de rua, por ser usualmente alvo de todo o tipo de abusos, é outra história.
Mas neste tema, como em todos na vida, a linearidade está mais do seu lado do que do meu.
Não consigo ver as coisas a preto e branco, e quando se ataca a prostituta de rua, está-se sempre a malhar no mais fraco. Porque os chulos vão-nas obrigar na mesma a prostituir, e muitas delas, viciadas em drigas vão continuar a ter de trabalhar.
As outras, que cobram o que o jairo não ganha num mês continuarão com as suas agendas cheias.
Isto é uma medida parva , mas entendo que a defenda.
De
Shyznogud a 11 de Novembro de 2009 às 12:11
Nuvens:
"A prostituição é uma mal ? Provavelmente , mas como em tudo na vida, se for feita de livre vontade e sem condicionalismos exteriores não vejo mal nenhum."
Não sei como debater e conversar com pessoas com esta noção de Bem e Mal. Não vejo qualquer possibilidade. Não há qualquer referencial filosófico coerente nem fundamento lógico da sua parte que permita discutirmos os dois se determinada coisa é má ou boa.
Passe bem e os melhores cumprimentos.
De Anónimo a 11 de Novembro de 2009 às 12:44
Lá está. E num comentário tão pequenino sumariou toda a essência da beatice!
De nuvens de fumo a 11 de Novembro de 2009 às 14:55
Eu explico, se não houver problemas do ponto de vista dos direitos humanos, da liberdade individual, da autoafirmação etc, não me interessa nada o que eu penso do ponto de vista moral, a situação é-me indiferente.
A moral é um sub produto religioso que a mim não me interessa.
De Romeu a 12 de Novembro de 2009 às 18:56
Afinal parece que sou mesmo burro, mas eu até pensava que o problema de se conduzir drogado era que se podiam ter acidentes e mandar autocarros cheios de gente pela ribanceira abaixo, matando todos de uma vez, mas afinal não, é tão grave como prostituir-se de livre vontade.
"Vivemos num país livre. Não confunda liberdade para dizer que uma coisa é má, errada, imoral, degradante, social e humanamente trágica, com "meter-me na vida dos outros.""
Precisamente por isso você não tem o direito de me aplicar uma multa se eu, em pleno direito da minha liberdade e vontade, me decidir prostituir. Pode dizer que está errado, não pode interferir comigo. E se você defende a aplicação dessa multa, então é porque se tivesse oportunidade passaria do discurso à prática, o que é o mesmo que dizer que se pudesse você se meteria na minha vida. É difícil de perceber?
Experimente multar as prostitutas, e somente as de ruas. Acha que vão parar, acha que vão para dentro de portas? E se forem, já é diferente? Pense lá bem, você que diz que a prostituição é fruto das desigualdades e da exploração, o que é que acontece se você for retirar dinheiro a uma prostituta que o faz porque a desigualdade social assim a obriga e que tem de dar dinheiro ao chulo: será o chulo que irá perder dinheiro? Será a multa que lhe vai trazer alternativa?
O que eu não percebo, de todo, é o seu conceito de liberdade. Para você, os outros são livres desde que não façam algo que você não faria. Mas a verdade, mesmo que lhe custe, é que os outros também têm cabecinha, não tem de ser você a pensar por eles, e podem optar por fazer coisas diferente das que você faz. Ninguém o vai proibir de fazer o que você acha que é correcto e só a si lhe diz respeito, porque é que você quer proibir os outros? É você que vai definir o manual sagrado das coisas que podemos ou não fazer que só a nós nos dizem respeito? Será que me deixaria ser eu a criá-lo?
Romeu:
1. O problema de se conduzir drogado não é porque se podem matar "todos de uma vez". Quando alguém põe em causa a sua segurança e a de mais ninguém, ainda assim, pode ser multado. Caso contrário, os motociclistas sem capacete andam a ser multados por terem cabeças muito rijas que estragam os passeios quando embatem nestes, e não por correrem um risco grave de morte, da sua e da de mais ninguém, que é afinal o caso.
2. A questão da multa é discutível. Comecei por comentar o facto de alguém ter agradecido que um senhor disssesse que a prostituição é um trabalho honrado como qualquer outro.
No link que já aqui partilhei, a associação em causa é contra a proibição da prostituição, ou seja, contra a perseguição e retaliação contra as vítimas. Mas também é claro numa coisa; o acto é contra os direitos humanos e não deve ser legalizado ou visto como mais uma profissão. Não conheço a localidade em causa. A multa pode fazer sentido ou não. Depende, se, por exemplo, anos da teoria de "trabalho honrado como qualquer outro", levaram as coisas a um estado altamente degradante, e talvez a única maneira de inverter essa mensagem errada, seja aplicando multas às próprias vítimas. Não sei, desconheço os pormenores. A minha questão é que "trabalho honrado" nunca o foi nem será!
3. Uma multa não é um imposto.
4. Concordo que multar prostitutas tem a desvantagem de lhes retirar mais dinheiro e colocá-las ainda mais em fraqueza. Por isso é um assunto discutível. Mas eu comecei por referir, antes de tudo, que estas pessoas precisam de AJUDA.
Não sei se o Romeu discorda, por considerar que é um trabalho honrado como outro, ou se admite que o fenómeno está ligado a pobreza e miséria social. Se a sua opção for a primeira, não percebo a sua coerência. Tais mulheres precisam de ajuda e de ALTERNATIVA, ou não?
Depois, o Romeu entrou na provocação:
"O que eu não percebo, de todo, é o seu conceito de liberdade. Para você, os outros são livres desde que não façam algo que você não faria."
Errado. Nunca defini liberdade como "os outros serem livres desde que façam o mesmo que eu faria".
"Ninguém o vai proibir de fazer o que você acha que é correcto e só a si lhe diz respeito, porque é que você quer proibir os outros?"
Errado. Nunca quis proibir os outros. Uma coisa é dizer que algo é errado, outra é dizer que quero proibir os outros de fazerem o que acho errado. Os outros são livres de fazerem o que quiserem, incluindo actos errados. E eu tenho a liberdade de dizer se acho determinado acto errado ou não.
Mais lógica nessa cabecinha que diz ter, Romeu...
"É você que vai definir o manual sagrado das coisas que podemos ou não fazer que só a nós nos dizem respeito? Será que me deixaria ser eu a criá-lo?"
Qual manual sagrado, Romeu?! Está a pensar escrever um? Nada tenho a ver com as suas decisões.
Quem é que quis definir o que os outros podem fazer ou não?! Então não percebe, que isso já está definido à partida; podemos fazer o que quisermos: somos seres livres!
Portanto, seja mais tolerante e não se zangue: eu sou livre de dizer que a prostituição é errada e uma coisa má. Mesmo que o Romeu ache que dizer isto é errado, eu sou livre de o fazer.
Isso nunca esteve em discussão; se as pessoas são livres ou não.
Cumprimentos.
De fernando f a 11 de Novembro de 2009 às 12:31
Sim, saúde pública, refiro-me ás DST, doenças sexualmente transmissíveis, parece-me óbvio que prostituição a "céu aberto" facilita a disseminação das mesmas.
De fernando f a 11 de Novembro de 2009 às 13:00
Há muitos anos, tinha uma posição parecida com a do Jairo, foi Jorge de Sena, que ma modificou, com um artigo no jornal República, sobre esta temática. Obrigado João, não conhecia a crónica do Vasco Barreto.
De
Shyznogud a 11 de Novembro de 2009 às 17:58
Já agora, e nem de propósito, um artigo hoje no Rue89
De burns a 12 de Novembro de 2009 às 02:25
ta fixe
bora la falar de putas e bebedas para distrair a malta das peripecias ca do burgo
De Sejeiro Velho a 12 de Novembro de 2009 às 12:04
Salazar legalizou a prostituição. Por mim, acho que fez bem. A legalização protegia-as dos chulos, dos violentos, dos mau pagadores, dos que por maldade queriam transmitir a sífilis (e outras DST) que os roía por dentro. Muita coisa estava mal, com especial relevo para os aproveitamentos abusivos dos polícias, para a indignidade da obrigatoriedade das inspecções médicas: tinham que ir "à revista" todas as semanas. Mas o saldo era positivo.
A prostituição profissional feminina é uma opção de vida. Só é um mal porque está carregada dum estigma negativo, criado pela moral religiosa e pelo ciúme das mulheres bem casadas.
É uma profissão de risco, claro. Mas é menos degradante a sua sugeição ao cliente que lhe paga o que ela estabelece, do a sugeição a um patrão duma fábrica que a obriga a repetir uma tarefa até à exaustão, por um salário de miséria.
De burns a 12 de Novembro de 2009 às 14:40
ha muito tipo de prostituição
pelo menos na de rua quem é fodido sai sempre bem pago, pelo contrario ,na politica e/ou financeira quem é fodido sai sempre teso
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