Durante a reunião do juri, quando estes se debatiam entre pena de morte ou prisão perpétua, encontraram inspiração «divina» nas páginas da Bíblia, em particular no Pentateuco. Alguns jurados leram em voz alta excertos dos Números, "The murderer shall surely be put to death" e "The revenger of blood himself shall slay the murderer." Uma jurada realçou passagens que mostravam preto no branco qual a única decisão possível: "And if he smite him with an instrument of iron, the murderer shall surely be put to death."
De nuvens de fumo a 11 de Novembro de 2009 às 10:21
Palmira
Que grande disparate, como pisa-papeis, para fazer talas para cadeiras desniveladas, como base de copos, tem inúmeras utilizações.
E que dizer do papel bíblia, fino, macio....
De aorta a 11 de Novembro de 2009 às 10:26
pergunta a palmira se a "bíblia é para ser levada à letra ou não"???
pois, não sei... o melhor é começar por perguntar a alguns seus colegas de blog, tipo maria joão ou rogério. ou então, pergunte ao daniel oliveira ou mesmo ao carlos fiolhais...
pelos vistos todos eles fazem parte do grupo de ateus manhosos que acham que a bíblia é para ser levada a sério e não pode ser criticada...
De Anónimo a 11 de Novembro de 2009 às 10:40
aorta, a questão é que há quem diga que o que diz o saramago e demais ateus assanhados é um disparate, porque a biblia não é para ser levada a sério, é tudo simbólico, blabla. Eu acho que esse é precisamente o ponto da Palmira. Não tinhas percebido? Ah, e uma coisa é "ser levada à letra" e outra é "ser levada a sério" ;)
Pedro
De aorta a 11 de Novembro de 2009 às 11:09
mas ainda bem que existem almas iluminadas como a do pedro, capazes de nos guiar pela subtil e filosófica diferença entre o "ser levado à letra" e o "ser levado a sério".
já o pedro, nem uma coisa nem outra.
De Z a 11 de Novembro de 2009 às 11:43
Palmira, vou fingir que a Palmira é simplesmente inculta e tentar explicar-lhe.
A Igreja Católica defende, como sempre defendeu, que a Biblia têm que ser intrepertada.
A maioria das igrejas protestantes pensam que a tradição não é importante e que só interessa a biblia.
Por isso, quando um bispo católico diz que a biblia tem que ser intrepertada isso não tem valor nenhum para a maior parte dos protestantes.
Se quiser explicações mais detalhadas eu posso ir investigar o assunto mais a fundo. Faço tudo para evitar que a Palmira faças mais confusões entre católicos e protestantes e evitar assim ataques à Igreja baseados no criacionismo ou em citações biblicas sem contexto ou intrepertação.
Meu caro Z:
Não sei onde foi buscar que aqueles jurados eram necessariamente protestantes. Aliás, o apoio dos católicos americanos à pena de morte é tão grande que quando da reeleição de Bush, em que o candidato democrata era um católico, era desnecessário o Memorando confidencial que Ratzinger enviou a Theodore McCarrick, arcebispo de Washington, tornado público em Julho de 2004, que diz, no seu ponto 3
Nem todas as questões morais têm o mesmo peso que o aborto ou a eutanásia. (...) Pode existir uma legítima diversidade de opiniões entre católicos sobre uma guerra e a aplicação da pena de morte mas não em relação ao aborto e eutanásia
Este artigo de um blog católico recorda porquê:
A central aspect of the social teaching of the Catholic Church is that it remains congruent with its ancient roots, yet its support for capital punishment has been battered in recent decades to the point that large sections of the faithful believe the Church is against capital punishment, which is not true, as the Catechism teaches:
Por outro lado, há muitos católicos (nos EUA e não só) que aceitam literalmente a Bíblia. Assim de repente recordo o Senador de Deus, Sam Brownback, que propôs o «Acto de Restauração» que rezava, ente outras coisas, não serem passíveis de recurso decisões feitas por um agente judicial que reconheça, literalmente, Deus como a fonte da lei, liberdade ou governo.
Finalmente, um artigo recente no WSJ relembra a importância política da ICAR americana...
Injecting itself aggressively into the health-care debate, the Roman Catholic Church in America has emerged as a major political force with the potential to upend a key piece of President Barack Obama's agenda.
De Z a 12 de Novembro de 2009 às 09:42
Palmira,
infelizmente para si o que alguns católcios americanos dizem não faz doutrina.
A Igreja Católica, através da sua autoridade, ensina que a Biblia tem que ser intrepertada.
Para além disso, quer o Papa João Paulo II quer o Papa Bento XVI falaram contra a pena de morte.
O que o catecismo diz é que é licito ao Estado matar para defender a vida dos seus cidadãos. Tal como é legitimo matar em legitima defesa.
Contudo tem que existir uma ameça real e não poder ser removida de qualquer outra maneira.
Por fim, foi o título que a Palmira deu ao post que deu origem a minha resposta. Não confunda protestante com católicos, nem o que dizem alguns católicos com o que a doutrina católica ensina. Não é honesto.
De Anónimo a 11 de Novembro de 2009 às 15:14
Ó senhor professor, eu sou leigo na coisa, mas sei pelo menos que católicos há muitos e protestantes também, e também sei que a Igreja, desde o Vaticano II não é só a hierarquia, mas todas as ovelhas do rebanho, ou seja, todos os católicos. E também sei que no seio da Igreja há muitos grupos, fraternidadses, etc, cada uma com a sua visão das coisas, por assim dizer, algumas até bem literais. Assim, tanto há católicos que acreditam piamente que somos descendentes de Adão e Eva, como protestantes que não acreditam nisso. Aqueles jurados poderiam muito bem ser católicos e não sentir necessidade de pedir previamente à sede a interpretação autêntica da bíblia.
Pedro
De Z a 13 de Novembro de 2009 às 18:58
Pedro,
a doutrina da Igreja está exposta nos documentos próprios (Catecismo da Igreja Católica, Compêndio da Doutrina Social da Igreja, Constituições Pontificias, Enciclicas, etc.).
Uma pessoa para ser católico tem que estar de acordo com a doutrina da Igreja. Se em certos pontos discorda da mesma, então não fala como católico ou (ainda mais ridiculo seria) em nome da Igreja. Dá a sua opinião pessoal, que vale o que vale, mas não exprime o pensamento da Igreja.
Não me parece que isto seja muito dificil de perceber.
De Romeu a 11 de Novembro de 2009 às 11:44
Pelo que se vê, a Bíblia serve para tudo, é tipo self-service:
- quando dá jeito ser levada à letra, leva-se;
- quando dá jeito dizer que tem de ser interpretada, intrepreta-se (da maneira que der mais jeito);
- quando dá jeito ignorar certas partes, ignora-se.
"A Bíblia: a servir de jusitificacão para tudo desde 300 d.c."
De Sejeiro Velho a 12 de Novembro de 2009 às 11:19
Para mim, a questão põe-se assim: acredita-se ou não que os textos bíblicos foram escritos segundo inspiração divina (Antigo Testamento) ou escritos por apóstolos que tinham como missão espalhar a Verdade.
- Os que acreditam, devem segui-la à letra, sem interpretações; seria inadmissível que Deus escrevesse ou mandasse escrever coisas que podessem ser interpretadas diferentemente conforme a época em que fossem lidas.
- Os que não acreditam, devem lê-los como textos históricos muito interessantes, que nos dão uma idéia do pensamento, da justiça e da organização social do Crescente Fértil daqueles tempos.
De José Cid a 13 de Novembro de 2009 às 11:55
O seu nome de sopeira foi-lhe dado por uma freira ou pelo tal padreco que abusava de si?
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