Umas das críticas feitos ao governo foi que as obras públicas só beneficiam as grandes empresas (leia-se: este programa de investimentos é feito à medida da Mota-Engil e do amigo Coelho). Pois bem, o jornal de negócios tem uns dados que parecem desmentir contrariar os críticos:
"O programa de modernização de escolas está, neste momento, a funcionar como um balão de oxigénio para muitas pequenas e médias empresas de construção que pesam, segundo as contas do Negócios, quase metade dos mais de mil milhões de euros que já foram colocados a concurso até agora (...) João Sintra Torres afirma que cada escola pode chegar a ter entre 50 e 80 empresas a trabalhar em várias actividades necessárias e que o programa deverá criar até 25 mil empresas (...) além dos "gigantes" Mota-Engil, Somague, Soares da Costa e Edifer, foram adjudicadas empreitadas a sociedade como a Patrícios, Edivisa, Ladário ou Cantinhos, entre muitas outras, que ganharam por vezes dezenas de milhões de euros em contratos (...)" (página 6 do Jornal de Negócios de 12 de Novembro de 2009)
O Negócios não tratou de apurar a nacionalidade dos trabalhadores, pelo que se espera que Ferreira Leite diga que estes 25 mil trabalhadores são todos de Cabo Verde e da Ucrânia e que, por isso, este programa prejudica Portugal.
Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
