Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
"A administração da companhia Portuguesa das Águas EPAL informou recentemente os seus colaboradores sobre a sua colaboração com a companhia nacional das águas de Israel Mekorot, designadamente acerca das “questões de segurança no fornecimento de água”.
Um estagiário da EPAL que visitou recentemente a Cisjordânia reagiu às notícias informando os seus colegas acerca da forma como Israel está a privar os Palestinos do acesso à água, fazendo referência ao relatório de 27 de Outubro da Amnistia Internacional sobre a situação. A EPAL respondeu imediatamente despedindo o estagiário no espaço de uma hora"
Aqui
Custa-me deveras a crer que o funcionário tenha sido despedido apenas por ter informado os seus colegas sobre as práticas da companhia de águas israelita.
Mais provavelmente, o que o funcionário efetivamente fez foi criticar a política da EPAL de colaborar com a companhia israelita.
Se é isso que o funcionário fez, então foi parvo e, provavelmente, terá merecido ser despedido. Os israelitas podem fazer coisas horríveis mas, em matéria de poupança de água e gestão da rede, estão provavelmente muito mais avançados do que a EPAL. Pelo que, a EPAL terá todo o interesse em colaborar (e aprender) com eles.
A internacionalização da economia portuguesa não pode ser feita com base em só colaborar com pessoas e empresas que achamos moralmente perfeitas. Tem que se colaborar com quem quer que seja com quem tenhamos alguns interesses em comum.
De fernando antolin a 12 de Novembro de 2009 às 19:29
Posso acalentar a esperança que uma parceria EPAL ou EDP com Hammas ou Hezbollah me permita poupar nas contas ?? Inch'Allah...
De ricardo g. francisco a 12 de Novembro de 2009 às 20:02
João,
A piada maior da notícia é que ela nos lembra que empresas públicas feitas para dar resposta "a necessidades que apenas o sector público pode dar" usam os recursos financeiros que têm não para desenvolver a sua missão mas sim com aventuras internacionais.
A EPAL há muito que ultrapassou a sua missão. Irrelevante, bem sei. Pelo menos para os digníssimos governantes deste país.
Luís Lavoura, se continua assim vai apanhar uma úlcera.
De Alfacinha a 13 de Novembro de 2009 às 02:03
É, eu acho que o João Galamba é um crente.
http://www.amnesty.org/en/region/angola
De Anónimo a 13 de Novembro de 2009 às 13:35
DEsculpe, não percebi, era uma crítica à EPAL?
De ricardo g. francisco a 13 de Novembro de 2009 às 19:05
João,
O comentário sobre o texto do Carlos Santos...entendo que não o publicasses por ser rasteirinho. Os outros...bom...apenas posso concluir que tocam em feridas complicadas. Fica-te mal.
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