Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

um jornal cita um blogue que cita o jornal que cita o blogue que cita o jornal. de caminho, o jornal esqueceu-se de fazer o trabalho de jornal: verificar se aquilo que digo é ou não correcto. eu ajudo: que tal por exemplo lerem a tal da biografia e falarem com a biógrafa e com a editora? que tal questionarem a comissão da carteira de jornalista quanto à forma como considera que a matéria em causa se tornou de 'conhecimento público'? que tal tentarem perceber o que é o 'interesse público' da matéria? que tal pensarem só um bocadinho na forma como se pode atestar com rigor e respeito pela deontologia a existência de uma relação de 'namoro'? que tal pensarem?


21 comentários:
De fernando antolin a 13 de Novembro de 2009 às 15:45
A sua vida é a sua vida e tudo isto é atrozmente ridículo.

Que a aproveite e continuemos a discordar por muitos e bons anos.salud.


De aorta a 13 de Novembro de 2009 às 15:58
você dá tanta importância a esta merda, que esta merda está quase a tornar-se, de facto, numa coisa importante.


De Cláudia Oliveira a 13 de Novembro de 2009 às 16:17
Dá trabalho...


De Romeu a 13 de Novembro de 2009 às 17:24
Estava aqui a tentar imaginar a Fernanda na tv a dizer:


"OK, tenho uma opinião sobre este assunto, mas antes tenho de fazer a minha declaração de interesse: Eu tenho uma relação íntima com o Primeiro Ministro."


Que outra forma de o dizer?
Até o Sindicado dos Jornalistas acha que se deve devassar totalmente a vida privada de qualquer um somente para se saber se opiniões coincidentes poderão eventualmente ser motivadas por questões de interesse... enfim, onde é que isto vai parar...


De aorta a 13 de Novembro de 2009 às 18:06
"Até o Sindicado dos Jornalistas acha que se deve devassar totalmente a vida privada de qualquer um"

e desde quando dizer que "A é namorada de B" corresponde a "
devassar totalmente a vida privada de qualquer um".

olha este agora.


De David Fernandes a 13 de Novembro de 2009 às 18:25
f,

Não percebo metade do barulho. Mas sobretudo não percebo porque raio não há-de alguém poder defender em público aquele que é seu "relacionado"?!?!? (podia dizer amor, marido, namorado(a), esposa, companheiro(a), etc, mas para tentar não ferir NENHUMA susceptibilidade ...)

Isso é que me confunde.

Dou exemplos particulares meus que não servirão para grande coisa:

1-nunca ninguém me ouvirá dizer mal da minha "relacionada" em público;

2-em público, parte das vezes que estou do lado dela, é APENAS porque temos isto que temos (em particular ... é diferente);

3-porque quero manter estas regras básicas (só minhas), fujo a sete pés de algumas situações;

Não sei se me fiz entender.

Quanto ao mais: palermices de jornalistas.

[] e boa vida com ou sem alguém a par

David


De fernando rosa a 13 de Novembro de 2009 às 18:44
continue a ser quem é! nos gostamos da f. assim. . jornalismo desse é falta do que fazer.


De caramelo a 13 de Novembro de 2009 às 21:27
Fernanda Câncio, eu não percebo muito de jargão jornalistico, nomeadamente coisas de carteira e deontologia. Esclareça-me então, por favor: Está a acusar a tal biógrafa e outros jornalistas de mentir, ou está a acusá-los de não terem seguido o caminho deontológicamente certo para chegar à verdade?

Não é que eu tenha alguma coisa a ver com isso; sei perfeitamente que saber se o PM namora, ou com quem namora, ou se é casado e com quem é casado, enfim, quem é a sua "relacionada", como diria ali em cima o David, tem tanto interesse publico como saber quem é a tipa que há bocado tocou à campainha ali do meu vizinho que é professor de natação. Tudo isso, está muito certo. Eu faço aquela pergunta, porque queria saber se fiz figura de parvo quando, noutros sítios, a propósito da cena do referendo do casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendi que a F. não tinha nada que esconder as opiniões só por causa de namorar com, cof cof, o nosso primeiro ministro José Sócrates, nem este tinha de se sentir constrangido com isso. Meti a pata na poça?


De f. a 14 de Novembro de 2009 às 01:41
caramelo, não percebi a sua pergunta. a sua posição citada não era de princípio?

quanto ao resto, é um pouco complicado -- e longo -- estar a explicar tudo do início, pelo q aconselho a leitura do post anterior q fiz a propósito da decisão da comissão.


De caramelo a 14 de Novembro de 2009 às 13:42
Fernanda, a "posição de princípio" que sempre manifestei é que duas pessoas adultas que namoram ou estão casadas não devem, por isso, sentir-se obrigadas a calar as suas opiniões, ou condicionar as suas decisões por esse facto, envolva isso, ou não, o PM ou o presidente da república. Outra posição de princípio, que em nada implica com a primeira, é que os relacionamentos de um primeiro minstro, namoro ou casamento, têm sim senhor, interesse público e deve ser declarada abertamente. A parte do meu anterior comentário em que dizia o contrário era, obviamente, irónica.

A pergunta que fazia era, creio, bastante clara: perguntava se acusa a biógrafa ou os jornalistas de mentir ao dizerem que namora com o PM, ou se os acusa de chegar à verdade, através de meios que consiera ilícitos deontologicamente. Responde se quiser, goes without saying.


De f. a 14 de Novembro de 2009 às 16:25
bom, por partes.

quanto à sua posição de princípio sobre os relacionamentos de titulares de cargos públicos, parece-me um pouco confusa. um casamento é por definição a assunção pública -- a notificação pública, até -- de uma relação. um namoro não o é obviamente. talvez, p perceber o sentido da sua exigência, devesse pensar num titular d cargo público que mude de namorado/a todas as semanas. quereria o quê, comunicados oficiais sobre isso? e, sobretudo, dá-se conta do ridículo de achar q tem o direito de saber cpom quem as pessoas se relacionam a esse nível? (pergunta retórica, já percebemos que não se dá).

quanto à minha 'acusação'. caramelo, claramente não se deu ao trabalho de perceber o q diz a tal biografia sobre o assunto. eu tive d m dar ao trabalho, e o q a biógrafa faz é citar uma pessoa a esse respeito, pessoa essa q alega a existência da dita relação em 2005, e citar revistas e imprensa cor-de-rosa sobre o mm assunto. ou seja, é absolutamente despropositado (para dizer o mínimo) que a comissão da carteira fale do constante na biografia como a assunção pelo biografado da existência da relação. de resto, eduarda maio, a autora, assim como a editora (esfera dos livros) sustentam que o biografado não teve conhecimento prévio do texto do livro.

sobre as 'notícias' que têm saído sobre o dito relacionamento, nomeadamente as q s apoiam em fotografias não autorizadas ou em declarações de sabe-se lá quem, são, obviamente (mesmo se aparentemente a comissão da carteira acha q não, já q só pode  considerar partir para a denominação de 'facto público' a partir desse tipo de 'notícia') ilícitos deontológicos e, mais q ilícitos deontológicos, crimes previstos no código penal.


De caramelo a 14 de Novembro de 2009 às 23:49
A Fernanda insiste em querer fazer-me sentir como se estivesse a espiar pelo buraco da fechadura do quarto do meu vizinho ;)

Fernanda, o interesse público que subjaz ao anúncio público de um casamento, é diferente do interesse público de que estamos a falar.  Este é o interesse publico de saber com quem um PM é casado, namora, tem união de facto e até, no limite, com quem troca piscadelas de olho. Isto, porque um dos membros dessa relação está em posição e tem a oportunidade para conceder favores, ilícitos ou simplesmente ilegitimos, por via das suas funções públicas. Dito isto, e como já tive oportunidade de dizer, não considero, por exemplo, que seja conceder um favor ilícito ou ilegitimo, concordar ou ser influenciado pelo(a) parceiro(a) em questões de princípios. 
Não é preciso anunciar nada em Diário da República; basta que se assumam as coisas naturalmente, com clareza e com sentido da responsabilidade.
Mas eu sinto-me aqui a ensinar o padre nosso ao vigário. Pior, sinto-me gozado pelo vigário. Na verdade, a questão é essa. Pouco me importa com quem o PM namora ou casa. Não gosto é que façam de mim parvo e ainda por cima sou teimoso.


De Joao Hartley a 13 de Novembro de 2009 às 21:56
Comissão de Carteira de Jornalistas CCJ ), Entidade Reguladora Comunicação ERC ), Comissão Nacional de Eleições CNE ), e por aí fora... este país está cheio de entidades que se dizem reguladoras, mas cheira-me é que sempre que dizem ou decidem algo desregulam tudo. Estranho. Ou nem por isso...


De Maria a 13 de Novembro de 2009 às 22:02
Eles estão muito incomodados só porque a F. é capaz de os incomodar. Mantenha a sua isenção, tal como dizem os juízes que o são e deixe-os/as falar. O que eles querem é folhetim para revistas e jornais alcobiteiros. Continue. Terá o nosso apoio.


De Miguel Marujo a 14 de Novembro de 2009 às 01:53
mas do jornalismo dos outros, a senhora jornalista do Público gosta de desdenhar: http://twitter.com/rborjasantos/status/1424875059


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