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A lei que ficou conhecida "everything but marriage bill", que reconhece às uniões civis entre pessoas do mesmo sexo todos os direitos do casamento, incluindo os de adopção, foi assinada em Maio pela governadora de Washington Christine Gregoire. A Constituição do Estado de Washington prevê um período de 90 dias durante os quais os cidadãos que se oponham a uma nova lei podem recolher assinaturas para referendar essa lei. Se forem recolhidas assinaturas suficientes, a lei fica suspensa até ao referendo.
Depois das peripécias mencionadas por Colbert, a lei em causa foi referendada no princípio de Novembro. A Senate Bill 5688 foi aprovada com 53% dos votos, o que marca a primeira vez que uma lei referente a direitos dos homossexuais ganhou um referendo. O secretário de estado de Washington oficiaizará os resultados no próximo dia 24. Entretanto, em Washington DC, começaram as audições para uma nova lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo que se espera vá a votos no dia 1 de Dezembro.
Kevin Naff, editor do Washington Blade, na entrevista que segue no fim do post, referiu-se ao facto dizendo ser «incrivelmente simbólico que isto tenha acontecido na capital da Nação. É uma vitória muito importante».
A futura lei tem uma previsão que permite às organizações religiosos e aos clérigos negar «serviços, acomodação, instalações e serviços» a casamentos entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, isto não é suficiente para a delegação de Washington DC da ICAR que já fez saber, estridentemente, que pretende que a lei lhe permita continuar a discriminar os seus empregados homossexuais. Caso isso não aconteça, ameaça, deixará de prestar serviços sociais em Washington (a ICAR gere, apenas, cerca de um terço dos abrigos estatais para os sem-abrigo).
No entanto, parece que a chantagem católica não vai ter efeito, ou se tiver será contraproducente. Por exemplo, em duas entrevistas separadas, a democrata Mary M. Cheh referiu-se às exigências da Igreja como uma birra algo infantil e o independente David A. Catania disse que preferia que a cidade acabasse as ligações à Igreja do que ceder a essas exigências. Por outro lado, entidades oficiais do Departmento de Serviços Humanos, que financia e supervisiona os serviços que a ICAR vende à cidade, já informaram que o departamento não teria qualquer dificuldade em encontrar outras empresas para substituir as «Caridades» Católicas. Diria que dentro em breve em Washington, valores mais altos se levantarão para a ICAR e que, lá como cá, assistiremos ao mesmo suavizar das posições face ao casamento entre pessoas do mesmo sexo face à perspectiva de perderem significativos apoios e privilégios estatais.

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