Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
"O Eurostat revelou hoje os dados preliminares do crescimento económico na Zona Euro e na União Europeia a 27, ambas mostrando crescimentos trimestrais. Portugal está entre os países que mais cresceram no terceiro trimestre, quando comparado com o trimestre anterior. A economia nacional expandiu-se 0,9%, contra os 0,4% de média da Zona Euro. A única economia da União Europeia que cresceu mais do que Portugal foi a Eslováquia, com o PIB a aumentar 1,6% em relação ao segundo trimestre. A Áustria cresceu a um ritmo igual ao português, 0,9%, recorde da Zona Euro"
Campos e Cunha e César das Neves pedem cautela. Frasquilho desvaloriza. Há economistas que só se entusiasmam quando ameaçados pelo Apocalipse. Quando a única ideia que defendem é que este governo é um desastre, outra coisa não seria de esperar. O fim do mundo não é algo empiricamente verificável, é o pressuposto das suas "análises".
De aires bustorff a 16 de Novembro de 2009 às 07:56
Esta é que é a face visivel de Portugal, do Governo, dos portugueses que se assumem no concreto do dia a dia
o resto é diversão disto exactamente!!!
abraço
De
JP Santos a 16 de Novembro de 2009 às 10:47
O crescimento do PIB no 3.º trimestre é um sinal positivo que se soma a outros que tem vindo a ser conhecidos não só em Portugal mas no mundo em geral.
Dito isto, para o bem e para o mal, tende a exagerar-se a importância das décimas de crescimento do PIB trimestral o que é um erro.
Em primeiro lugar porque os valores do PIB são uma estimativa (um pouco à semelhança das sondagens eleitorais) e não um valor exacto sendo frequente que os valores sejam revistos (para cima ou para baixo) passados uns anos e se venha a descobrir que afinal em vez de um decréscimo tinha havido um crescimento (ou vice versa). Isto é especialmente verdade para os valores trimestrais porque são estatisticamente tratados para atender aos factores "sazonais" (para em linguagem técnica obter valores dessazonalidados que permitam por exemplo comparar o 4.º trimestre - do Natal - com o 2.º trimestre) e esses factores estão sujeitos a amplas revisões.
Em segundo lugar e fundamentalmente porque o valor de crescimento do PIB não nos diz nada sobre a sua sustentabilidade. Para dar um exemplo, o PIB num trimestre pode aumentar porque simplesmente as empresas acumularam sticks que não conseguiram vender mas isso não augura nada de bom para a sustentabilidade do crescimento.
Por isso alguma cautela na análise dos dados do PIB é sempre um bom conselho, fundamentalmente quando como é o caso se trata de meras estimativas rápidas em que não existe informação detalhada sobre a evolução das componentes do PIB.
De fernando antolin a 16 de Novembro de 2009 às 10:56
JPSantos, que mauzinho ! Lá estragou a redacção ao João ! Não se faz, aquilo estava tão bem alinhavado, tão escorreito...
De Francisco a 16 de Novembro de 2009 às 14:38
JPSantos, isso não se faz...o Galamba, que nitidamente percebe muito pouco de economia, achava que estava a fazer um favor ao José e o senhor faz-lhe uma desfeita dessas. (Isto porque o Galamba sabe o que o José faz pelos seus amigos...)
Ò Galamba, já alguém lhe disse que a nossa economia é das piores (menos produtivas, que menos cresce, que menos produz, que menos investimento estrangeiro atrai, menos educada, etc etc) dos 27? Já leu que a nossa economia anda a divergir há décadas da média europeia? Já se informou que a dependência da nossa economia leva a que esta tenha um beta bastante reduzido? Continue a defender um estado grande e a fazer favores às politicas socialistas que levaram o meu pais para o buraco, mas pelo menos cultive-se, informe-se, e depois, se não fizer as malas, encontre coragem para escrever postas destas sem se sentir envergonhado.
De Lucia Duarte a 26 de Novembro de 2009 às 18:28
Caro João Galamba,
Os seus detractores ainda não perceberam que os modelos teóricos, sejam eles quais forem, podem discutir-se de forma cordial e séria. As ideologias podem assumir-se como utopias, caminhos, o debate de ideias é muito diferente de chincana e polémica fanática e mal educada, felizmente.
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