Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Será justificável que todos os serviços noticiosos televisivos da manhã abram com a "notícia" (que também invade os jornais online) que afirma "Uma grávida de 34 semanas perdeu o bebé no sábado, três dias depois de ter sido vacinada contra a gripe A(H1N1). Os familiares suspeitam que os dois factos estejam ligados, mas o hospital diz não ser possível estabelecer essa relação."? Será que os media não aprenderam nada com a situação recente da criança que morreu com gripe A? Durante 2 dias, antes de se conhecer o resultado preliminar da autópsia que apontava para a existência prévia de uma cardiopatia, o barulho mediático só teve como resultado o pânico generalizado. Agora pretendem o quê? Ao menos esperem pela autópsia antes de potenciarem suspeitas que, até ver, são perfeitamente infundadas e constituem, de facto, um atentado à saúde pública.

 

Adenda: acho espantosa a reacção que este post provocou num jornalista (com especiais responsabilidades, diga-se).

 

José Manuel Fernandes afirma "A histeria dos media é proporcional ao espectáculo mediático que a ministra manteve durante semanas. Apenas isso. ". Já agora, a minha resposta a isto foi "curiosa observação. «Amor com amor se paga» é o que pretende dizer? (e muito haveria a dizer sobre esse paralelismo)"


17 comentários:
De fernando antolin a 16 de Novembro de 2009 às 09:35
Não esqueceram nem aprenderam nada. Mas the show must go on...


De JG. a 16 de Novembro de 2009 às 09:57
É lamentável que a informação da SIC esteja a descer ao nível dos tablóides e não respeitar a dor duma família!


De MTGS a 16 de Novembro de 2009 às 09:57

Estou pessimista - ninguém aprende nada com a História, a não ser que lhe convenha no imediato. As pessoas estão com pouca capacidade de ver ao longe, tanto em direcção ao passado como ao futuro.


De Ana Matos Pires a 16 de Novembro de 2009 às 11:22
Tudo a bem da informação, p'cebes? 


De nuvens de fumo a 16 de Novembro de 2009 às 11:22
Para além da vacina, há quem diga que tb bebeu água, respirou O2 ....


De António Parente a 16 de Novembro de 2009 às 11:59
A notícia do Público está muito bem escrita. Apresenta os factos imparcialmente e coloca a posição da família e do hospital. Seria bom que todas as notícias fossem assim escritas.


De Maria João Pires a 16 de Novembro de 2009 às 12:12
António, é uma não-notícia até, pelo menos, a existência de uma autópsia q confirma qqr relação causal. Pôr no mm plano, neste caso, a opinião da família e o comunicado do hospital é sensacionalismo reles.

Daqui a pouco todos os jornais passarão, à imagem do i,  a plasmar esta notícia da Lusa, só q aí já o clima de pânico está criado e ninguém lhe atribuirá a importância q merece.

O que os media portugueses fizeram hoje só tem um nome: irresponsabilidade.


De nuvens de fumo a 16 de Novembro de 2009 às 13:57
Agora há uma outra notícia de alguém que tomoua vacina e morreu !!!
Eu faço já uma aposta, todas as pessoas que tomaram, tomarão e todas as que não tomaram , vão morrer.


De maria a 16 de Novembro de 2009 às 14:29
Será justificável que todos os serviços noticiosos abram com a "notícia" de que alguém com 82 anos com problemas cardíacos morreu de gripe A, ou de alguém com obesidade mórbida morreu de gripe A? Será justificável que a senhora ministra da saúde , durante vários dias, apareça em todas as televisões a criar um clima de alarmismo? O que move a senhora ministra da gripe e o senhor francisco george?  


De Maria João Pires a 16 de Novembro de 2009 às 15:01
Não quero acreditar que esteja em presença de alguém destituido, que não perceba a necessidade de fazer todos os esforços no sentido de protelar, pelo menos até que houvesse uma vacina disponível, a propagação de um vírus contra o qual a maioria das pessoas não tinha qqr imunidade. Ou seja, parto do princípio que a maria se limitou a fazer um exercício retórico.

Já agora, as notícias das primeiras mortes, a maioria dos casos associada a grupo de risco, até pode ser encarada como um serviço de saúde pública já que permitiu q qm faz parte desses grupos tomasse consciência efectiva dos riscos.


De maria a 16 de Novembro de 2009 às 15:31

Pode acreditar, Maria João Piras, sou mesmo lerda das ideias. Por isso não consigo entender quando uma ministra da saúde ameaça processar alguém que com suspeitas de gripe A, num Centro de Saúde, se recusa a usar máscara quando, com alguma probabilidade, estou sentada, num centro de saúde ou em qualquer hospital, ao lado de alguém com tuberculose e a quem ninguém sequer se lembrou de falar em máscara. E também porque sou completamente destituída (de quê?) faço distinção entre “informar para prevenir” e “alarmismo público”.


De nuvens de fumo a 16 de Novembro de 2009 às 16:01
Que eu saiba, a tuberculose só se transmite na sua fase de iuncubaçao ( vou verificar mas a minha memória não é o que era) .
por isso o exemplo é mau.

Melhor de certeza é:
1) Febre hemorrágica
2) Sarna ( como o caso do algarve)
3) febre hemorrágica e sarna
4) gripe H1N5, H1N1, e 3)

Assim sim , exemplos que metem medo e algum nojo


De maria a 16 de Novembro de 2009 às 19:21
Se a memória não te continuar a falhar, nuvem de fumo, ainda vais descobrir que a tuberculose se apanha por via sexual. Como dizia o outro, muito esquece a quem não sabe, ou a escola da ignorância é uma grande instituição.


De nuvens de fumo a 17 de Novembro de 2009 às 10:10
Mas o exemplos que dei são melhores, de facto a tuberculse é por via aéria , engano-me, às vezes e sempre lateralmente ao assunto.

Sabe que tenho uma grande auto imagem e uma grande auto estima.
no fundo amo-me


De Maria João Pires a 17 de Novembro de 2009 às 10:29
Maria, aproveito os poucos minutos q tenho para aqui escrever e recomendo-lhe o texto  de Mª do Céu Soares Machado, Pediatra e alta-comissária para a saúde, q o Público publica hoje (p. 39). As suas dúvidas serão, certamente, dissipadas.


De Carlos Novais a 16 de Novembro de 2009 às 20:06

(hoje estacionei por aqui, calhou...)


Este cientismo elevado ao trono ofende-se com a plebe quando esta entra em pânico com as suas receitas, não quando entra em "pânico virtuoso" disseminado pelo poder.

Nos anos 70, é conhecido, um estado americano entrou em pânico com uma gripe suína, morreram...1 da doença e 25 da vacina que queriam compulsória claro está.


Todas as grandes verdades hoje em dia têm um jeito muito especial de se resumirem a comandos compulsórios iluminados e bem intencionados, o que como sabemos, torna tudo perdoável e nada perturbador do caminho para a vida eterna num panteão da república.


De Maria João Pires a 16 de Novembro de 2009 às 20:19
está a esquecer-se dos progressos impressionantes q foram feitos desde os anos 70 do século passado para garantir a segurança dos medicamentos e vacinas, carlos


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