Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
João Pinto e Castro

Não é justo dizer-se que a investigação judicial portuguesa não obtém resultados.

Sem Casa Pia, Maddie, Apito Dourado, submarinos, Freeport, Media Capital ou Face Oculta, de que viveriam os nossos media? A nossa justiça, baça em matérias da sua estrita competência, brilha a grande altura na produção de conteúdos.

Fugas de informação ajudam a vender muito papel e muito espaço publicitário. Querem fazer umas continhas para estimar quanto vale 1% de audiências (1 GRP em jargão técnico) em horário nobre de televisão?

Deveremos então acreditar que essas fugas são gratuitas? Será que, por definição, não pode haver corruptos nos órgãos encarregados de investigar a corrupção?

Acresce que, ao contrário de muitos dos alegados crimes que têm vindo a público, estes, ao menos, nós temos a certeza de que sucederam, embora ignoremos as suas motivações e contrapartidas.
 

3 comentários:
De Nathalie a 16 de Novembro de 2009 às 21:15
Em Portugal não sei, mas em França o Sarkozy e o Ségala responderiam sem duvida alguma à pergunta do titulo do post... ;)


De Bruno - Planetas a 16 de Novembro de 2009 às 21:48
Que na justiça o segredo corre mais depressa que os editais já todos sabíamos, mas ainda assim seria de esperar que, de quando em vez, algum funcionário mais incauto, magistrado ou advogado distraido fosse apanhado a prevaricar, mas não, afinal de contas como reza o ditado, em casa de ferreiro espeto de pau. Partidos Políticos ideologicamente desamparados e uma Comunicação Social descartável, são alimentados por aquilo que se tornou numa espécie de carvão barato que apesar de poluir muito ainda faz a máquina andar(...)


De Sejeiro Velho a 18 de Novembro de 2009 às 09:05
É curioso que dos 7 casos que aponta como fracassos da nossa justiça, 4 envolvem entidades e interesses estrangeiros. A ineficácia parece não ser exclusiva dos nossos investigadores.


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