Ninguém gosta de se apresentar como homofóbico. Foi preciso um longo e dificil processo histórico, mas, hoje, a homofobia perdeu respeitabilidade, foi marginalizada e quase banida do espaço público. Há quem lhe chame politicamente correcto e há até quem fale de censura; eu prefiro o termo decência. E é por isso que grande parte dos que são contra o casamento fazem um enorme esforço para se distanciarem de tamanho pecado. Se, hoje, certas formas claramente patológicas da homofobia foram marginalizadas, há outras, mais subtis e muitas vezes inconscientes, que ainda se arrastam na nossa sociedade.
Há quem diga que é possível ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adopção, sem, em momento algum, cair na homofobia. Discordo. Em relação ao casamento, todos os argumentos do não são, em última instância, exemplos de homofobia, pois assentam numa violência fundadora, que diz basicamente o seguinte: uma relação homossexual não tem a mesma dignidade de uma relação heterossexual e, por isso, não pode nunca aspirar ao tipo de reconhecimento que nós consideramos necessário para aceder à instituiçao a que chamamos casamento. E quando tentam dizer porquê, arranjam mil e uma maneiras de fugir à questão. E arranjam, sobretudo, mil e uma maneiras de dizer que não são eles que excluem, não são eles que não reconhecem, não são eles que cometem qualquer tipo de violência — é a tradição, a natureza ou a vontade do criador.
Mas quem não reconhece, quem comete uma violência, quem exclui somos nós. Não podemos fugir a uma responsabilidade que é nossa e de mais ninguém. Na modernidade não há uma metafísica autoritária, não há uma ordem natural das coisas que se oponha à liberdade e à responsabilidade do ser humano. Uma tradição é um universo normativo que nos interpela, mas não é lei — não obriga nem compele. A modernidade, época em que vivemos, exige uma apropriação crítica das tradições que nos foram sendo transmitidas. Aliás, para nós modernos, a autoridade de uma tradição pressupõe a existência de uma dimensão crítica e a possibilidade (e a necessidade) de uma renovação criativa dessa mesma tradição. Por tudo isto, e apesar de todos os subterfúgios retóricos, quem exclui, exclui porque recusa equiparar relações homossexuais a heterossexuais, e limita-se a dizer: vocês não são nem podem ser iguais. E não diz mais nada. Hoje, isto tem um nome: homofobia.
Em relação à adopção, o único argumento respeitavel do não tende aquele que procura salvaguardar o superior interesse da criança. Mas este argumento não colhe, ou melhor, bem vistas as coisas, a validade deste argumento depende mais uma vez do preconceito e da homofobia. A partir do momento em que: (1) já existe uma experiência considerável de crianças educadas por casais gay; e (2) a partir do momento em que a experiência historica não valida nem legitima esta exclusão, pois não consta que casais homossexais sejam prejudiciais ao desenvolvimento das crianças que se diz querer proteger, o que (continua a) fundamenta(r) tamanha resistência?
De
thestudio a 17 de Novembro de 2009 às 04:46
"Há quem diga que é possível ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adopção, sem, em momento algum, cair na homofobia. Discordo."
Só li até aqui. O Galamba não tenta argumentar, tenta apenas colar rótulos depreciativos em quem discorda da sua posição. Enfim, a velha táctica do politicamente correcto quando os argumentos escasseiam.
De S a 17 de Novembro de 2009 às 09:37
A argumentação vem a seguir; se calhar devia ter continuado a ler, pelo menos utilizava algo melhor que a ditadura do politicamento correcto (abordada no post... que não leu.).
«A modernidade, época em que vivemos»
A época moderna poderá ser balizada entre meados do séc. XV e finais do séc. XVIII.
Quanto à questão que procura levantar no «post» serei sintético e claro, um homossexual que concorde com a actual lei do casamento ou que pretenda o referendo onde a vontade do povo se expresse também será homofóbico?
De S a 17 de Novembro de 2009 às 09:38
"Em relação ao casamento, todos os argumentos do não são, em última instância, exemplos de homofobia, pois assentam numa violência fundadora, que diz basicamente o seguinte: uma relação homossexual não tem a mesma dignidade de uma relação heterossexual e, por isso, não pode nunca aspirar ao tipo de reconhecimento que nós consideramos necessário para aceder à instituiçao a que chamamos casamento."
De
pgfv a 17 de Novembro de 2009 às 12:25
homofobia não é exclusiva dos heterossexuais, tal como nada é exlusivo dos homossexuais. A orientação sexual, não define por sim mesmo qualquer carácter, qualquer modo de pensar, qualquer esquema de pensamento, qualquer modo de vida e pasme-se qualquer prática sexual individual Uniforme num grupo uniforme que seriam os homossexuais. Ver os homossexuais como todos iguais é tão disparatado como afirmar que todos os heterossexuais são iguais.
E sim, um homossexual pode ser homofóbico, e desenvolver formas de homofobia contra si e contra outros homossexuais. Chama-se a isso homofobia internalizada.
Caso queira começar por documentar-se sugiro que inicie as suas leituras por Borrillo, Daniel (2001)
L’Homophobie, “Que sais-je ?, onde é feita uma boa caracterizaçãoos dos diferentes tiopos de homofobia.
Caso queira avançar, sugiro outro clássico (um dos melhores biógrafos de Foucault) que em Papiers d'identité (2000), tem ígulamente capítulos dedicados aos diferentes tipos de homofobia.
A partir daqui, poderá partir para toda uma série de estudos mais actuais.
P.S. Ah, caso queira ir mais atrás, sugiro ainda a leitura (traduzido em português) da A Dominação Masculina Do Pierre Bourdieu, que explica em pequeno capítulo de forma bastante clara e económica a origem da homofobia,
Caro Pedro,
Por Modernidade entendo a fim de toda e qualquer metafísica, entendida enquanto ordem natural das coisas que se opõe à liberdade humana. Há várias interpretações da modernidade; a minha (reconheço que pouco ortodoxa) é estritamente filosófica e sustenta que a modernidade, propriamente dita, começou com Kant, algures no final do séc xviii, com a publicação da Crítica da Razão Pura. Apesar de todos as oposições em contrário, considero que ainda vivemos na modernidade e não em qualquer pós-modernidade ou coisa que o valha. Dois autores que defendem esta posição são Robert Pippin e Jurgen Habermas. É certamente discutível, mas não é um erro nem um lapso da minha parte
cumprimentos,
joao galamba
Vai ao mail! (isto é uma ordem)
De
PGFV a 17 de Novembro de 2009 às 12:00
Excelente post e Concordo com tudo, incluindo com "considero que ainda vivemos na modernidade e não em qualquer pós-modernidade" e isto vale para todas as áreas desde a epistemologia às ciências Sociais, à arquitectura, ao design.
Caro Pedro,
Por Modernidade entendo o fim de toda e qualquer metafísica dogmática, a insustentabilidade de toda e qualquer ordem natural das coisas que se opõe à liberdade humana. Há várias interpretações da modernidade; a minha (reconheço que pouco ortodoxa) é estritamente filosófica e sustenta que a modernidade, propriamente dita, começou com Kant, algures no final do séc xviii, com a publicação da Crítica da Razão Pura. Apesar de todos as oposições em contrário, considero que ainda vivemos na modernidade e não em qualquer pós-modernidade ou coisa que o valha. Dois autores que defendem esta posição são Robert Pippin e Jurgen Habermas. É certamente discutível, mas não é um erro nem um lapso da minha parte
Cumprimentos,
Joao Galamba
Caro Pedro,
Por Modernidade entendo o fim de toda e qualquer metafísica dogmática, a insustentabilidade de toda e qualquer ordem natural das coisas que se opõe à liberdade humana. Há várias interpretações da modernidade; a minha (reconheço que pouco ortodoxa) é estritamente filosófica e sustenta que a modernidade, propriamente dita, começou com Kant, algures no final do séc xviii, com a publicação da Crítica da Razão Pura. Apesar de todos as oposições em contrário, considero que ainda vivemos na modernidade e não em qualquer pós-modernidade ou coisa que o valha. Dois autores que defendem esta posição são Robert Pippin e Jurgen Habermas. É certamente discutível, mas não é um erro nem um lapso da minha parte
Cumprimentos,
Joao Galamba
De António Parente a 17 de Novembro de 2009 às 09:29
Dr. João Galamba
É falso que os homossexuais não tenham acesso ao casamento. O seu colega deputado Prof. Miguel Vale de Almeida pode casar. O dirigente da ILGA, Prof. Paulo Corte-Real pode casar. Podem fazê-lo nas mesmas condições dos outros portugueses. O que ambos querem é uma alteração da actual lei que lhes permita casar com pessoas do mesmo sexo. Não querem um direito mas sim um privilégio.
Seria homofobia se a actual lei determinasse, no seu articulado, que por casa da homossexualidade existisse uma proibição absoluta de casar. Não há.
Espero que não venha com a falácia da comparação com o casamento inter-racial. Neste caso, há duas pessoas de sexo diferente que cumprem os requisitos básicos e é introduzido uma restrição adicional que as impede de casar: a cor da pele. No caso das pessoas homossexuais não há nenhuma característica física que as distinga das outras pessoas e que impeça o seu acesso ao casamento. O que existe é uma vontade de que o Estado legitime, do ponto de vista moral, um determinado tipo de relação sexual. O que se pretende é que o Estado carimbe uma relação sexual com um ""aprovado, publique-se". Se fosse uma questão de direitos, reivindicavam-se independentemente do casamento. Não é isso que acontece.
Apesar das nossas óbvias diferenças de opinião tinha-o por uma pessoa séria, António. A conversa sobre os "podem casar" prova-me o contrário e, assim sendo, nem merece resposta.
De António Parente a 17 de Novembro de 2009 às 10:51
Está a ser injusta comigo. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é politica e socialmente defensável sem agressões e chavões. Há argumentos que se me fossem apresentados eu não teria resposta para eles. Já os vi em vários sites de lingua inglesa mas nunca os vi aqui. E é pena, o debate enriquecia-se.
De nuvens de fumo a 17 de Novembro de 2009 às 10:57
A sua avareza intelectual e argumentativa é um pecado, se quiser partilhar com os diminuidos mentais que aqui se babam, agradecido.
De nuvens de fumo a 17 de Novembro de 2009 às 09:54
Ontem no debate, notas soltas
A total hipocrisia dos defensores do não, já interiorizaram que não é aceitável ser-se homofóbico, a sua última fortificação é esta idiotice do referendo, onde gostariam de agitar os medos mais imbecis que assaltam o conservador português. Pela a mostra seria uma peixeirada LOL
A excelente prestação de Jorge Lacão, muito bom mesmo . Os meus sinceros parabéns para MVA pela sua argumentação clara, a sua calma e a paciência a aturar argumentos já aqui apresentados como os casamentos poligamicos e parvoíces afins. Excelente.
Penas: tive pena de não aparecer o argumento do incesto, sem dúvida guardado para a eventualidade de um referendo, tive pena de não terem perguntado porque é que as pessoas são contra o casamento.
Sarnas: Ribeiro e Castro não sabe argumentar e tenho profundas dúvidas da sua capacidade cognitiva.
O outro senhor do PSD foi ainda pior, mostrando ser um feirante com aquele argumento do Timor Leste.
Tive um ligeiro vómito com a coisa, mas lá passou. depois meteu os pés pelas mãos com as questões das dívidas, das heranças, de uma treta com empréstimos, enfim um tótó.
O antropólogo automobilizado , que percebe pouco de poligamia, poderia ter apresentado o exemplo dos Mormóns ou mesmo do >Nepal, sendo que no Nepal seria androgamia mas ficou-se por aquilo que aparece na revista maria 
Faltou-lhe esta noção de que o casamento tem de facto muitas formas, e todas elas funcionais.
Resultado: Por favor aprovem isto que não aguento mais ouvir esta gente falar da família, o núcleo da sociedade, a tradição, a adopção demonstrando uma profunda ignorância sobre a sexualidade humana, formas diversas de família e da sua funcionalidade.
Não percebi qual o problema da adopção , a não ser continuar a ser uma homofobia disfarçada.

Curto e grosso, nuvens, 'tá tudo dito.
De Paula R. a 17 de Novembro de 2009 às 10:36
Os ribeiros e castros, bacelares gouveias e antónios parentes desta vida, só são diferentes dos racistas e xenófobos, porque enquanto os últimos se recusam a aceitar-se como tal, os primeiros declaram publica e descaradamente a sua homofobia. <o:p>
Há nesta homofobia encapuçada e sem vergonha, uma necessidade desesperada de se superiorizar através da subalternização do próximo, exactamente da mesma forma que faz um xenófofo ou um racista.
A tirada do António Parente é paradigmática “é falso que os homossexuais não tenham acesso ao casamento. O seu colega deputado Prof. Miguel Vale de Almeida pode casar. O dirigente da ILGA, Prof. Paulo Corte-Real pode casar. Podem fazê-lo nas mesmas condições dos outros portugueses. O que ambos querem é uma alteração da actual lei que lhes permita casar com pessoas do mesmo sexo. Não querem um direito mas sim um privilégio.” e dispensa comentários.
Oh… António Parente, da fama de homofóbico você não se livra, ao menos seja intelectualmente honesto, e toca a pelo menos respeitar a inteligência do próximo.
De nuvens de fumo a 17 de Novembro de 2009 às 10:50
é o cinismo na sua forma pura.
De António Parente a 17 de Novembro de 2009 às 11:16
Tenha calma, Paula. Nada dispensa comentários. Se está em desacordo, argumente. Mostre-me que não tenho razão.
De Mr. Shankly a 17 de Novembro de 2009 às 11:25
Receio que tal não seja possível. É demasiado ridícula a frase referida.
Mas vou tentar: se a lei dissesse que só se pode comer peixe, e eu quisesse comer carne, quereria um privilégio? Não, pois o mesmo seria extensível a todos, não apenas a mim. por outras palavras, não só as pessoas que referiu poderiam casar com outras do mesmo sexo, como todos os portugueses o poderiam. Você incluído, António.
De Paula R. a 17 de Novembro de 2009 às 11:30
Caro António Parente,
Da minha parte já tenho a boca seca ... da sua parte só lhe falta ser honesto e assumir-se como homofóbico, e a partir dai(veja a coisa pela positiva !) fica liberto do grilhão da hipocrisia, vai ver que vai argumentar de uma forma bem mais livre ... e nós por cá sempre nos divertimos mais ;)
De António Parente a 17 de Novembro de 2009 às 11:47
Cara Paula
Não assumo aquilo que não sou nem tenho medo dos insultos, nem das intimidações irónicas. Numa socidade livre não podemos ficar prisioneiros da intolerância alheia.
De qualquer modo, para mim o debate acabou porque os argumentos estão esgotados. Há mais vida para além dos blogues e eu ontem prometi a mim mesmo que ia de férias e alguém, num momento de rara felicidade, mo recordou.
Felicidades e sem ressentimentos da minha paste... ;-)
De S a 17 de Novembro de 2009 às 13:58
O AP já ameaçou tantas vezes que ia de férias, que ia deixar de visitar este blog, que ia deixar de comentar, que ia comentar um blog seu (mas vá lá, já existe!), meses e meses disto.
Isto para dizer que já ninguém o leva a sério. Para além disso, os momentos em que essas súbitas vontades de ir de férias surgem são sempre muito suspeitos. Do estilo; puto que está a ver que perde o jogo e atira o tabuleiro e peças para o chão.
De S a 17 de Novembro de 2009 às 14:20
*começar um blog seu*
De João Gundersen a 17 de Novembro de 2009 às 10:43
Homofóbico é o substituto moderno do Fascista.
De Paula R. a 17 de Novembro de 2009 às 10:47
Ora bem visto ...
Haider não estaria de acordo com essa observação.
De Nuno Gaspar a 17 de Novembro de 2009 às 11:22
Homofóbico não sei. Fobia a pessoas como Isabel Moreira, tenho de certeza.
Em minha opinião, a posição contra a adopção é ainda mais homofóbica que a contra o casamento, porque, apesar dos sofismas induzidos, esta em geral não pugna pelo superior interesse da criança nem sequer pela constância de uma certa ideia de família, antes se funda na ideia de que o filho de um casal homossexual será homossexual, e isso é que é para eles intolerável: a multiplicação de uma opção que abominam.
De nuvens de fumo a 17 de Novembro de 2009 às 11:54
essa é que é essa
De António Parente a 17 de Novembro de 2009 às 12:04
Está errado, Rui. No meu caso, não me preocupa a multiplicação de uma opção que não me incomoda minimamente nem acredito que uma criança adoptada por homossexuais se torne homossexual tal como nem todos os filhos de heterossexuais seguem a opção sexual dos pais.
Há um livro em língua inglesa (a autora é canadiana) de alguém hoje adulto que viveu com o seu pai natural (homossexual) e o seu companheiro e que detestou a situação e sentiu necessidade de contar a sua experiência. Geralmente os inquéritos que são publicados são casos de sucesso, nunca mencionam os fracassos. Se vivemos num mundo "normal", existirão tantas situações de fracasso em casais heterossexuais como em casais homossexuais. Não se pode considerar que só os homossexuais são bons ou só os heterossexuais são maus. Infelizmente isso não é assumido por mera propaganda.
Uma criança precisa de um pai e de uma mãe, figuras que se complementam. Negar-lhe isso é não atender aos seus interesses. Não acho que uma criança tenha de ser usada como um bibelot ou uma mascote para mostrar que se é igual aos outros ou que se tem capacidade de educar. Uma criança não é um instrumento para servir o nosso egoísmo mas para irmos além dele.
De Paula R. a 17 de Novembro de 2009 às 12:14
António Parente,
Sem querer bater no ceguinho ... esse casal homossexual tinha um homofóbico em casa !
De
Marco a 17 de Novembro de 2009 às 12:21
"Uma criança precisa de um pai e de uma mãe, figuras que se complementam. Negar-lhe isso é não atender aos seus interesses."
António, e as famílias monoparentais, não atendem aos interesses das crianças? E as famílias, como lembrou um senhor no debate de ontem (que eu não apanhei quem era, mas estava lá na segunda fila do "não ao referendo"), com famílias, digamos assim, mono-sexuais, como pai e tio, pai e irmão mais velho, mãe e avó (esta, onde cresci, é a monte), etc., também não atendem aos interesses das crianças?
Nas monoparentais pode-se incluir, não só os casos de adopção e mães (ou pais) solteiras, como também divórcios, pai ou mãe emigrante...
Acha que a Segurança Social deveria intervir nestes casos, para superior interesse das crianças?
Atenção que eu disse "em geral".
Quanto à necessidade de pai e mãe não creio que esteja provada ou se possa sequer provar, porque há muita gente que cresce só com pai, ou só com mãe, ou sem nenhum dos dois, sem que isso o torne diferente ou menos feliz que os demais.
De Anónimo a 17 de Novembro de 2009 às 15:15
Alguém pode definir homofobia? Para além de arma de arremesso contra opiniões discordantes?
Agradecia.
Se calhar sou homofóbico, apesar de concordar com a extensão do casamento a casais do mesmo sexo. Assim como a possibilidade de estes adoptarem.
Por mim liberalizava-se mais, e eliminava-se o casamento de vez, uma vez que os casais unipessoais e multi-pessoais deviam ser todos tratados em plano de igualdade (embora esta seja uma questão diferente: é de número).
Acrescento que não tenho nenhuma simpatia especial em relação a homossexuais, comparativamente com heterossexuais (e todo o tipo de relação de cariz sexual consentida entre dois ou mais adultos).
Se fizer uma apreciação estética do tipo: as festas de orgulho gay são horrorosas; sou homofóbico?
Não se pode reconhecer o direito à não-discriminação e achar-se, da mesma forma, que todos os movimento ligados ao orgulho gay são (regra geral) uma ridicularia?
De Paula R. a 17 de Novembro de 2009 às 15:29
Hum, a ver .... conhece o significado de racista ? Pois digamos que é assim a mesma coisa, digamos que é o mesmo que discriminar não com base na raça mas com base na orientação sexual . Bem e discriminar o que é ? ( é ir ver à wikipedia)
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