Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
'Há coisas mais importantes do que um artigo de jornal. Há coisas que contam mais do que a nossa profissão. E, ao contrário do que muitos pensam, somos nós que escolhemos o que queremos ser e o que queremos fazer com o que somos. Somos só nós que escolhemos se queremos ser os abutres', escreve o daniel, que cita um texto notável (mais um) de ferreira fernandes. concordo com tudo, menos com a parte em que faz coincidir 'a nossa profissão' com a ideia de revelar tudo ou perguntar tudo, como se ser jornalista correspondesse a uma ideia de ausência de filtro, de decência e de pensamento, a desprezar 'as coisas que contam' em nome de uma ideia merdosa do interesse público. não, não, não.
De Maria a 17 de Novembro de 2009 às 15:13
Muito bom o texto de F.F. e também estou de pleno acordo com o primeiro comentário.
Nem todos os jornalistas "beberam do mesmo leite". Ainda bem!
De aorta a 17 de Novembro de 2009 às 16:08
e quem é que determina que filtro usar? quem vai traçar a fina fronteira entre o que é decente e o que não é? quem vai ditar as perguntas que não se fazem e indicar as coisas que verdadeiramente contam?
quem?????
De Luís a 17 de Novembro de 2009 às 17:34
Há coisas com que é difícil não concordar... ditas assim - na mais banal das superficialidades.
Custa-me a crer que ser (bom) jornalista não implique um mínimo de objectividade. Um mínimo de decência. É vê-los pular da pele de jornalista para de comentador, da de comentador para a de assessor... Qual é o filtro? O da agência? O do partido? O do amigo? Talvez as coisas que contam não sejam as que o leitor quer. Mas olho à volta, penso nos jornalistas do meu país e penso: merda para eles. Mais trabalho, mais humildade.
De aorta a 17 de Novembro de 2009 às 18:11
"Custa-me a crer que ser (bom) jornalista não implique um mínimo de objectividade"
e pronto, cá estamos nós no mundo da filosofia.
De pedro frederico a 17 de Novembro de 2009 às 18:20
Boa tarde, aí está o problema!! Nos "filtros"...por estas bandas sabe-se bem qual o predominante(mas isso nem interessa), mas já agora qual será a ideia não-merdosa de interesse público??
O filtro é quem mais ordena...
A propósito do "perguntar e saber tudo", f., quantas vezes não digo que sou psiquiatra, não coscuvilheira.
"Há coisas mais importantes do que um artigo de jornal."
Errado. Não há nada mais importante do que o teu artigo da Notícias Sábado do passado fim de semana. Estou em pulgas para que o publiques aqui. E tu, nada.
(Com que então descobriste que nos países nórdicos as pessoas não têm empregadas domésticas? Se investigares mais um bocadinho, vais descobrir - coisa inacreditável - que até compram brócolos! Que gente tão avançada!)
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