Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Pelo Peão fiquei a saber que passaram, há 2 dias, 60 anos da morte de António Aleixo. Há coinicidências curiosas. Filha de alentejana, habituei-me, desde múda, a ouvir recordar quadras dele em família mas há anos que não me lembrava da figura, até que ontem, numa caixa de comentários do Arrastão, encontrei o T.MIke a "declamar" uns versos. Por serem tão adequados aos tempos que correm copiei-os para o meu Facebook e agora, à laia de homenagem, faço o mesmo aqui.
Ele há gente tão mesquinha
De tão baixa condição…
Censuram a vida minha
Por não ser como eles são !
Se te censuram, estás bem,
P’ra que a sorte te perdure;
Mal de ti quando ninguém
Te inveje nem te censure!
(António Aleixo)
De jobforboys a 18 de Novembro de 2009 às 09:59
"Evocando Aleixo"
tá ver, a mim também me deu "jeito" parafrasear Aleixo.
Será coincidência?...
Co'o mundo pouco te importas
porque julgas ver direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê o seu proveito?
De
Shyznogud a 18 de Novembro de 2009 às 10:04
Ainda bem que lhe dei o mote para repescar outros versos de Aleixo (e olhe q o q fez não foi parafrasear, foi citar, sejamos precisos).
De jobforboys a 18 de Novembro de 2009 às 11:57
E para ficar claro, será que citei ou copiei?
Conto com a sua preciosa ajuda.
De
Shyznogud a 18 de Novembro de 2009 às 12:01
é irrelevante, é uma citação (espero ter ajudado, de vez em qdo dão-me ataques de boa samaritana).
De fernando antolin a 18 de Novembro de 2009 às 16:17
Só por ser tão boa samaritana,brevemente aqui deixarei outra receitazita,agora que se aproxima a quadra da perdição gastronómica...
De
mdsol a 18 de Novembro de 2009 às 10:49
"Sei que pareço um ladrão
Mas há muitos que eu conheço
Que não parecendo o que são
São aquilo que eu pareço"
"P'ra mentira ser segura
E atingir prfundidade
Tem de trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade"
"Uma mosca sem valor
Poisa c'oa mesma alegria
Na careca de um doutor
Como em qualquer porcaria"
"A quadra tem pouco espaço
Mas eu fico satisfeito
Quando numa quadra faço
Alguma coisa de jeito"
E muito mais, como sabe. Estas algumas das mais "usadas" no "meu tempo".
:))
De maria de albuquerque a 18 de Novembro de 2009 às 11:55
Vós, que lá do vosso império
prometeis um mundo novo
Calai-vos! Porque pode o povo querer um mundo novo, a sério!
Forçam-me, mesmo velhote, de vez em quando
a beijar
a mão que brande o chicote,
que tanto me faz penar.
O António Aleixo era algarvio, de Vila Real de Santo António (ou seria de Loulé?)
De
Shyznogud a 18 de Novembro de 2009 às 11:56
Sei q sim mas os alentejanos tinham um verdadeiro culto por ele.
De fcl a 18 de Novembro de 2009 às 14:23
Loulé
De
Simão a 18 de Novembro de 2009 às 18:00
tb acho q era de loulé
De natália santos a 18 de Novembro de 2009 às 17:31
Anteontem, das 21h às 22h deu na RTP2 um programa sobre António Aleixo em que os filhos dele foram entrevistados, tal como filhos e outros familiares das pessoas que o ajudaram.
Foi muito bom vê-los. Não sei, como que reforçou a realidade da presença dele não na nossa poesia, que não precisa, mas enquanto pessoa, ser sofredor, com dificuldades de toda a ordem.
Teresa Rita Lopes falou sobre ele e mais que isso, disse versos de António Aleixo, que é a melhor maneira de falar dele (ou de qualquer poeta)
Uma coisa que ela constatou, foi que muitas pessoas conhecem de cor muitos poemas dele.É, nesse sentido, um poeta vivo.
Num Centro de Dia onde vou, há alentejanos e um de 75 anos, por exemplo sabe quadras de Aleixo e di-las impecavelmente. Para além deste, outros utentes também conhecem a sua quadra, a que mais os marcou.
No anúncio que o DN fazia ao programa dizia que se iria falar sobre qual é o lugar de António Aleixo, de que ele seria mais que um poeta popular, se por popular (digo eu) se entender "coisinhas fáceis, simpáticas, repetitivas."
Não foi por aí o programa. Mas para mim foi uma grandre alegria ver Teresa Rita Lopes, uma das maiores especialistas em Pessoa, a falar de Aleixo, a dizer a sua poesia Quer dizer qualquer coisa sobre a real importância dele.
Se Aleixo e Pessoa se tivessem cruzado ! O génio analfabeto e o homem que queria desaprender ...
Pergunto-me muitas vezes: de onde veio este homem ?
Acho que foi o Prof. Joaquim Magalhães que lhe disse para ler Gil Vicente, e fazer uns Autos. E ele fez autos belíssimos ! Assim, tão simplesmente! "Faça!" e ele fez...
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