Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
É um facto: os extremistas liberais certificados pelas mais ortodoxas universidades deixaram de orientar-se pelos sinais do mercado.
Como os mercados financeiros não confirmam os seus dramáticos alertas sobre o alegado endividamento excessivo dos estados, a autoridade que agora veneram é a das agências de rating (as agências de rating, meu Deus!).
As taxas de juro dos títulos da dívida pública mantêm-se a níveis razoavelmente baixos, mesmo as dos países com maior risco. Em contrapartida, as agências de rating baixam os índices de solvabilidade dos Estados. Quem estará mais próximo da verdade?
O sectarismo da argumentação contra a intervenção pública massiva visando impedir uma maior degradação do emprego tem destes paradoxos.
De José Viegas a 23 de Novembro de 2009 às 11:24
Olhe, o que já me anda a irritar sobremaneira é a ignorância saloia dos jornalistas de economia da televisão, mais os nabos, economistas, que convidam.
Os "sinais de mercado" não funcionam de todo neste crise como em todas as passadas devido à presença de um "regulador" que decide ou influência em grande medida a quantidade de moeda e a taxa de juro.
E isso deve-se a Keynes e todos os pós Keynes como Krugman e à crendice generalizada que inclui o monetarismo de "Chicago"; nas virtualidades do crescimento do crédito por criação de moeda em vez de mobilização de poupança prévia.
É esse simples facto que fomenta as bolhas (a doença) seguidas de inevitáveis crises (a cura) económicas e dos sistemas bancários.
Os "liberais extremistas" que ainda sancionam oss Bancos Centrais (como os neo-liberais de Chicago) ficam depois reféns no caso das bolhas/crises.
Primeiro porque não as percebem de forma integral e consistente com a sua própria doutrina económica (ao contrário da Escola Austríaca) quer em termos políticos, porque insistem na defesa deste tipo de socialismo/intervencionismo monetário (razão porque muitos economistas liberais tal como os socialistas acabam a trabalhar directamente ou indirectamente para Bancos Centrais ou equivalente).
PS: é mais um complexo académico-financeiro-regulador, tal como o complexo militar-industrial, tal como o académico-industrial-regulador nas energias renováveis via Global Warming.
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