Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Está a chegar à fase final o "Processo Duch". Kaing Guek Eav, conhecido por Duch, é um dos rostos do horror khmer já que foi director do principal centro de torturas do regime de Pol Pot, o tristemente célebre S-21. Este centro de detenção, e o cortejo de atrocidades que lhe é associado, serviu de base ao documentário que se segue. Não é para ser visto num bocadinho, a meio de um dia atarefado, mas aqui fica, porque me parece ser um documento importante sobre um dos mais bárbaros regimes políticos do século XX. Ah! Ao contrário do que acontece por cá, a imprensa internacional - particularmente a francesa, por motivos que a história explica, claro - anda a seguir com atenção este julgamento. Não será difícil encontrar nos principais jornais internacionais inúmeros artigos sobre o assunto.

 

aviso: o player da primeira parte está a querer desatinar, se não conseguirem ver podem ir directamente à página do google video onde se encontra.

 

 

5 comentários:
De Bruno Almeida a 24 de Novembro de 2009 às 17:27

Acompanho o Jugular há algum tempo e é com agrado que vejo uma referência à história recente do Cambodja. Estive lá em Julho deste ano, e tive oportunidade de visitar o museu do genocídio, exposto num edifício, outrora uma escola transformada no mais importatnte centro interrogatório e de torturas do regime de Pol Pot, em Phnom Pehn, capital do país.


O ambiente que se encontra neste museu é impressionante. A dor ainda se sente, e o ar sufoca.  Durante a viagem tive ainda a oportunidade de ler o livro "First they killed my father", história real, escrita por uma sobrevivente às atrocidades cometidas pelo khmer rouge.


Não sei se este livro está disponível em Portugal, mas de qualquer maneira na altura senti-me estupidamente ignorante face ao que se tinha passado no Cambodja. Tudo isto começou em 1974 ou 75 (não me recordo), altura em que eu ainda não era nascido, o que não desculpa o facto de desconhecer estes factos da história. Pior é mesma a sensação que tenho de que estes acontecimentos passaram praticamente ao lado do conhecimento ocidental.


Cada realidade tem a sua importância, mas a verdade é que o Estado Novo, comparado com o regime do Pol Pot, foi uma brincadeira de crianças.


De Shyznogud a 24 de Novembro de 2009 às 17:40
Já agora, sugiro-lhe também este post


De Bruno Almeida a 24 de Novembro de 2009 às 18:11
Obrigado pela sugestão. Infelizmente não acompanho o blog assim há tanto tempo.


Se entretanto, no caso de nunca ter lá estado, quiser que lhe disponibilize algumas fotos do museu ou do Cambodja no geral, não hesite em contactar-me. (penso que o endereço de e-mail que coloco nas minhas informações lhe está acessível).


De Shyznogud a 24 de Novembro de 2009 às 21:22
Obrigada, Bruno. Estranhamente o seu endereço não me surge onde devia mas não é grave, se fosse possível gostaria de ver algumas das imagens que tirou no museu, sim. O mail do Jugular serve bem (recebo-ono meu próprio endereço), está aí ao lado na coluna da dta.


De BlackPaulo a 25 de Novembro de 2009 às 02:40
Eu estive no Cambodja em 2002., tinha eu 22 anos. Foi uma das primeiras viagens que fiz, e a mais chocante de todas juntamente com o Nepal em 2004, quando Gyanendra ainda estava no poder. Foi chocante pela pobreza que vi, os edificios destruidos (nos arredores de Phnom Pehn), gente subalimentada, as estradas de terra no centro da cidade...  Atravessei o pais tambem, pois queria ver tudo o que fosse possivel em vez de apanhar um aviao, e aquilo que vi foi uma populacao de rastos, esquecida. Ja ouvi de amigos que tem mudado bastante, suponho que a muito se deve a entrada na WTO. Mas pelo que leio as desigualdades irao continuar agora que tem surgido grandes familias a dominar o real estate market, despejando muita gente para a rua em nome do crescimento.
O regime dos Khmer Rouge foi um dos mais atrozes da historia. Nunca havera justica que baste.


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