Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

 

Estes cartazes da APAV fazem parte de uma campanha que decorreu em Novembro do ano passado e chama a atenção para uma das faces, a mais visível, de violência para com os idosos. O abandono, contudo e infelizmente, não esgota a problemática deste tipo particular de violência. As agressões são mais frequentes do que, como sociedade, gostamos de admitir e têm-se mantido num regime de quase tabu.

Ando desesperada à procura de uma reportagem, absolutamente pungente, que a TSF emitiu há um ano sobre o tema e não a consigo encontrar porque, entretanto, o site foi remodelado. Ainda não desisti já que ouvi-la é uma experiência quase visceral. Lembro-me que começava com um caso de violência doméstica "tradicional", ou seja, de agressão no seio do casamento, a que acrescia o factor idade, mas rapidamente tomava outros caminhos, os das agressões perpetuadas não raras vezes por filhos e, não raras vezes também, em que o agressor era uma mulher.


8 comentários:
De pt a 25 de Novembro de 2009 às 11:15
eu ouvi essa reportagem. pungente, de facto.


De António Parente a 25 de Novembro de 2009 às 11:18
Em tempos referi-me aqui contra toda a violência doméstica, qualquer que fosse a sua natureza. É bom ver que já se começa a reconhecer a totalidade do fenómeno sem que isso signifique a desvalorização de algum subtipo.


De Shyznogud a 25 de Novembro de 2009 às 11:21
Começa? Faço por mim, as outras temáticas da violência doméstica - sobre idosos e crianças, por exemplo - não são interesses de agora.


De Shyznogud a 25 de Novembro de 2009 às 11:21
era falo e não faço


De António Parente a 25 de Novembro de 2009 às 11:31
Sempre vi privilegiada a violência contra as mulheres mas pode ser défice de atenção da minha parte. Tem todo o meu apoio na luta contra a violência doméstica: manifestos, petições, etc.


De Shyznogud a 25 de Novembro de 2009 às 11:38
É normal que se fale mais naquela que, de facto, é mais comum (demasiado comum, aliás, esse é o grande problema). De qqr forma não obsta a que não seja preciso insistir, e insistir, e insistir nestas outras vertentes da violência doméstica para:
1. se deixar de considerar normal e aceitável a violência exercida sobre as crianças
2. reconhecer que existe, DE FACTO, violência sobre os idosos


De fernando f a 25 de Novembro de 2009 às 11:55

Parabéns pelo post, a sua vigilância social é digna de registo.


De maria manuel viana a 27 de Novembro de 2009 às 18:43
MªJoão
há muitos anos, penso que em 2000, coordenei um gabinete numa cidade do interior, no quadro do Ministério para a Igualdade e posteriormente, quando o mesmo desapareceu, com o Ministro da Presidência, Guilherme Oliveira Martins.
a função do gabinete era a de articular todos os orgãos, serviços e mecanismos (educação, saúde, emprego, segurança social, gnr, psp, ec) no combate às desigualdades, à exclusão e a todo o tipo de violência.
se a primeira e a mais óbvia das violências que, após um período de medo e de contestação por parte de todos os que achavam que "eram questões privadas", surgiu em número tão elevado que a mim própria me espantou foi a contra as mulheres activas, ao fim de algum tempo fui descobrindo uma outra, mais silenciosa, mais cobarde ainda, contra as crianças e os idosos, com a agravante de que, quer num caso quer no outro, serem absolutamente indefesos e dependentes, e não quererem nunca denunciar ou acusar quem tanto mal lhes fazia. 
mªmanuel viana


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