Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Ontem, no aniversário da sua publicação, a Christie's leiloou uma primeira edição d'«A Origem das Espécies» de Charles Darwin. O livro, arrematado por mais de 100 mil libras, £103,250 para ser exacta, foi redescoberto acidentalmente numa casa de banho para hóspedes numa mansão antiga em Oxfordshire. Aparentemente, durante 150 anos nenhum dos hóspedes identificou a obra de peso oferecida magnanimamente como literatura light  para a privada. O reconhecimento aconteceu quando o genro do dono da casa visitou uma exibição em honra de Darwin em que figurava proeminentemente um dos 1250 exemplares vendidos em 24 de Novembro de 1859.

 

Não sei que mais literatura ostenta aquela prateleira nem se contém outras edições raras mas que é certamente uma muito curiosa (e neglicenciada) prateleira de casa de banho não tenho dúvidas!


7 comentários:
De JMG a 26 de Novembro de 2009 às 00:50
Por aqui se vê a muito duvidosa higiene dos donos da casa. Se tomassem banho com frequência, há muito que a humidade teria dado cabo do livro. De resto, os filhos da Ilha também têm horror ao bidé, esse móvel tão mal compreendido, mesmo entre nós.


De Zé Carioca a 26 de Novembro de 2009 às 08:03
...os filhos da Ilha também têm horror ao bidé, esse <b>móvel</b> tão mal compreendido...


Acontece que o bidé não é um móvel.


De JMG a 26 de Novembro de 2009 às 11:25
Ah bom, então é um imóvel? E está sujeito a registo?


De Zé Carioca a 26 de Novembro de 2009 às 11:35
O meu bidé está aparafusado ao chão, e é nesse sentido imóvel. As cadeiras e as mesas aqui em casa são móveis e são efetivamente fáceis de mover.

Persumo que na sua casa, o bidé possa se movido facilmente: presumo até que freqüentemente circule o seu bidé pela cozinha e outros compartimentos. A idéia é boa e prática.


De JMG a 26 de Novembro de 2009 às 23:00
Confesso e reconheço embaraçado: O meu bidé não se desloca pela casa. O mesmo acontece às minhas estantes que, por serem muito altas, estão aparafusadas à parede, o que na sua tese lhes retiraria a qualidade de móveis. Numa dessas estantes fui à prateleira dos dicionários, retirei o Houaiss e procurei a entrada "móvel". Diz o seguinte, nº 10: peça do mobiliário (neste caso, digo eu, do mobiliário sanitário). O nº 12, relativo à acepção jurídica da palavra, também tem aqui cabimento.
Enfim.


De Zé Carioca a 27 de Novembro de 2009 às 07:53
Este debate é mais importante do que parece.

Um dia, eu arrendei um apartamento mobilado (ou seja com móveis) no centro de Porto Alegre. Tinha bidé, estantes, mesas e cadeiras.

Depois sai dali e vim para Cascais onde rapidamente arrendei um aparatamento não mobilado (ou seja sem móveis): não tinha cadeiras, nem mesas. Tinha uns armários nas paredes. Tinha bidé.

Acho que foi aí que aprendi que o bidé não é um móvel.


De miguel soares a 26 de Novembro de 2009 às 11:49
negligenciada? ainda bem! se 150 anos depois o livro ainda está impecável...


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