Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
"Urg. Big piece on the front page saying that, on the one hand, some people say that we’re going to have a debt crisis any day now, while on the other hand … well, actually we never hear from the other side.As Dean says, the numbers don’t fit the scare story — a decade from now interest payments will reach a level not seen since … 1992. And the market seems unworried, since long-term rates remain low.But aren’t people like me just like the people who said “don’t worry, be happy” about house prices? Well, I could of course be wrong. But the situations are very different. In 2005 the conventional wisdom was that house prices made sense despite the fact that the numbers screamed “bubble”. Today, the conventional wisdom is that bond prices don’t make sense despite numbers that actually look reasonable. And isn’t there something weird about a conventional wisdom that’s at odds with market prices? Someone isn’t putting their money where their mouth is. This suggests that James Kwak is right: a lot of this is about scaring the government into inaction on unemployment."
Paul Krugman, aqui
De Zé Carioca a 26 de Novembro de 2009 às 08:00
Pois.
Qual é a capacidade que Portugal tem de influenciar as taxas de juro da dívida pública. Quase tanto como os EUA, não?
Mais importante e mais sério: quanto é a dívida externa americana? E a portuguesa?
Ainda mais importante: quanto vale (em percentagem do PIB) o fluxo anual de rendimentos (juros, dividendos, etc.) que os EUA pagam ao resto do mundo? E Portugal?
Krugman fala dos EUA. Podemos concordar ou discordar. Utilizar a argumentação krugmaniana para o caso português é insensato.
De
JP Santos a 26 de Novembro de 2009 às 10:09
Para o autor do post e leitores mais interessados deixo um link com o que considero ser uma análise muito interessante dos argumentos de Krugman :
http://www.econbrowser.com/archives/2009/11/yes_the_future.html (http://www.econbrowser.com/archives/2009/11/yes_the_future.html).
De m&m a 26 de Novembro de 2009 às 10:38
o J. Galamba faz lembrar aquela história de um homem
que cai de um edifício de cinqüenta andares. A cada andar, à medida que cai, ele repete para se tranqüilizar: até agora, tá tudo bem, até agora, tá
tudo bem, até agora, tá tudo bem...
O desemprego em crises combate-se com uma baixa geral do nível de salários e uma rápida liquidação do sobre-investimento acumulado na bolha e a recomposição da poupança deficiente.
Pelo caminho poder-se-ia tratar dos mais pobres em vez de se tentar salvar a totalidade dos rendimentos e salários da classe média via sobre-despesa do Estado que precisamente retira os recursos necessários a aguentar o período de crise ao resto da economia.
Os deficits são o anel de Tolkien, em princípio poderia ajudar a fazer algum bem (ainda que à custa da depreciação da moeda, introdução do erro económico, etc), acaba a fazer mal para todos. É o problema do poder e ter poder para.
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