Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
João Galamba

No debate de hoje no parlamento, Miguel Frasquilho respondeu do seguinte modo à acusação feita por Jorge Lacão de que a redução da taxa social única proposta pelo PSD constituia uma perda de receita do Estado e, simultaneamente, um custo economico para o país: "— esquece-se do benefício desta medida em termos de crescimento económico!". Traduzindo: Miguel Frasquilho acha que, no contexto actual, é melhor baixar impostos do que aumentar a despesa pública.

 

 

O PSD farta-se de dizer  que todos os "economistas credíveis" apoiam as suas medidas. Exceptuando o próprio Frasquilho, tenho alguma dificuldade em pensar em economistas que concordem com esta proposta. Atenção, estamos a falar de um descida da taxa para todas as empresas, ou seja, mais do que evitar a perda de emprego em sectores fragilizados, o PSD olha para esta medida como algo que promove a criação de emprego e o crescimento económico  No contexto actual, quem acha que a economia não cresce nem cria emprego porque a carga fiscal sobre o trabalho é demasiado elevada não sabe do que está a falar.


10 comentários:
De Nuno Gaspar a 27 de Novembro de 2009 às 20:24
"No contexto actual, quem acha que a economia não cresce nem cria emprego porque a carga fiscal sobre o trabalho é demasiado elevada não sabe do que está a falar"

Tem  a certeza, João?

"Spain’s two-tier labour system is inefficient as well as unfair. Half the workers are on permanent contracts that make them extremely hard (and costly) to fire. Most of the rest scrape by in a netherworld of short-term contracts, bouts of unemployment and the black market. Workers on short-term contracts were the first to lose their jobs when recession hit. As Elena Salgado, the finance minister, claims, this gives the system a certain flexibility. But it is bad for productivity. Inefficient workers on permanent contracts are protected. There is no incentive to train the young and the temporary.
A further rise in unemployment may come from smaller companies squeezed between tough labour laws and a credit drought. Given protection for permanent employees and limited wage flexibility, many small and medium-sized enterprises risk bankruptcy. And unemployment is itself a cause of future woes. It costs the state money in lost tax revenues and extra benefit payments. It triggers mortgage defaults and depresses consumer spending"
in Economist desta semana


De Morgadinho a 27 de Novembro de 2009 às 20:26
Mas a intenção do Governo com o Código Contributivo era aumentar a receita? No fundo, o Código Contributivo aumentava os "impostos"?


De IBn Erriq a 28 de Novembro de 2009 às 01:19
Pois não, quem pensa diferente de Galamba, não sabe o que está a pensar!

Aprendeu isso com alguém de Pernes ou foi na faculdade?

Ele há com cada um!


De Conection a 27 de Novembro de 2009 às 23:05

"No contexto actual, quem acha que a economia não cresce nem cria emprego porque a carga fiscal sobre o trabalho é demasiado elevada não sabe do que está a falar."

Desta vez não posso concordar. A baixa de impostos permite aumentar o rendimento disponível o que, não sendo esse excedente destinado à poupança, fará aumentar o consumo e consequentemente o crescimento económico. No estado em que temos o défice, penso que a solução desta vez não passará de todo pelo aumento da despesa pública.

Mas eu sou mais um economista, mas este dos <pouco credíveis>.


De jcd a 28 de Novembro de 2009 às 06:28
"No contexto actual, quem acha que a economia não cresce nem cria emprego porque a carga fiscal sobre o trabalho é demasiado elevada não sabe do que está a falar."


Quem não percebe que a oneração fiscal e legal do trabalho é um dos principais factores que impede a economia de crescer é que, definitivamente, não sabe mesmo do que é que está a falar.


De Carlos Marques a 28 de Novembro de 2009 às 12:11
Querem mais rendimento disponível das famílias para mais auto-estradas e tgvs e outras iniciativas de criação de trabalho temporário? Então cortem na despesa. Comecem pelos Governadores Civis, que toda a gente sabe para o que servem, e pelos deputados, pois um terço chegava e sobrava e os dois terços restantes servem quase exclusivamente para premiar os devotos e/ou fazer claque. Quantos deputados há na Suécia? Ou na Irlanda? Parece-me que temos um Estado macrocéfalo, atrofiado, monopolista e bloqueador da sociedade civil.


De António de Almeida a 28 de Novembro de 2009 às 13:32
E que tal cortarem alguns jobs aos boys? Nomeadamente aqueles que nada produzem ou acrescentam à sociedade, mas apenas existem para manter ocupados os titulares do cartão do partido.


De João Pereira da Silva a 28 de Novembro de 2009 às 14:29
João Galamba,


Até quando defenderá o indefensável? Haja bom senso... um poucochinho pelo menos.


De Osorio a 28 de Novembro de 2009 às 15:28
"No contexto actual, quem acha que a economia não cresce nem cria emprego porque a carga fiscal sobre o trabalho é demasiado elevada não sabe do que está a falar."


Com todo o respeito, eu diria que quem não sabe o que está a dizer é o João Galamba.


De Carlos Marques a 28 de Novembro de 2009 às 17:58
João Galamba, ainda volto para lhe dizer mais uma palavra: Dubai. Das obras públicas como jogada na roleta.


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