Carla, 28 anos, e Joana, 20, eram inteligentes, atraentes, populares. Cheias de futuro, de sonhos e de vida. No espaço de três dias e de cem quilómetros, morreram às mãos de quem dizia amá-las. Carla foi esfaqueada mais de 20 vezes à porta de casa dos pais, em Castelo Branco, na noite de 14 deste mês. Joana foi golpeada na cabeça, enfiada no porta-bagagens de um carro e lançada a uma barragem perto de Viseu, na noite de 17. As confissões dos homicidas, de 28 e 22 anos, não sossegam as perguntas. Que pode levar dois jovens estudantes - um doutorando de Genética e um caloiro de Engenharia do Ambiente - a matar, e a matar assim? Que pode ter-lhes passado pela cabeça? Que leva alguém a achar que pode roubar de uma vez tudo o que alguém é, tudo o que alguém tem? Pode isto ser amor? Pode o amor ser tão mau? E se for amor, o que é o amor? "É só porquês", diz uma amiga de Joana. É, é só.
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Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
