Sábado, 28 de Novembro de 2009
Ana Matos Pires

Fernanda, a mim também "não me faz sentido, qualquer sentido, atribuir a 'culpa' a jogos de computador ou a quaisquer alegadas desagregações familiares", assim, sem mais, qual psicopatia colectiva que põe a culpa fora de nós. Há muito por fazer, não existem respostas definitivas, mas há gente a tentar saber mais sobre isto, que de novo não tem nada. E esta outra abordagem do tema também me parece muito, muito importante.

 

 


9 comentários:
De Lutz a 28 de Novembro de 2009 às 16:48
Também acho que não é dada a resposta culpando a sociedade, jogos de computador ou essas coisas. O que obviamente não significa que a sociedade - nós - temos obrigação de procurar proteger-nos. O facto de existirem pessoas sem consciência, sem "alma" ou sem empatia, intriga-me desde que me confrontei com o holocausto. Isso foi como adolescente. Entretanto estou certo de já ter-me cruzado com pessoas desse tipo na minha vida, sem ter uma profissão ou outras circunstâncias que me aproximassem especialmente deles. Não são assim tão raras, tal como se explica no excelente segundo link que a Ana deixou. Muito obrigado, Ana e, naturalmente, Fernanda, pela grande reportagem!


De Anónimo a 28 de Novembro de 2009 às 18:44
Repare, vou provar por A+B porque razão você é mais psicopata do que muitos daqueles que você julga que o são.


Para tal, vou usar aquele segundo (estúpido) link que aparece no post. Parece-me que a punch line daquele link é "os psicopatas não têm consciência". Ora, como é que alguém que se assume como tendo consciência (você), pode conscientemente dizer que há alguém no mundo que não tem consciência? Isso não me parece lá muito consciencioso. Dá-lhe jeito pensar isso, é? Não têm consciência e pronto, enquanto você tem? Permita-me discordar, você tem tanta como qualquer outra pessoa. E só por dizer isso, sei que tem menos do que muitas pessoas. Mas está sempre a tempo de melhorar, claro.


De resto, deixe-me dizer-lhe que as especulações dos dois links do post são completamente idiotas. As pessoas que cometem aqueles crimes são pessoas normais que viveram no passado algum tipo trauma. Em geral, sofrem bastante e não sabem como eliminar o sofrimento imenso que sentem e desejam que a vítima sinta parte desse sofrimento. Uns refreiam-se, outros não.


De Ana Matos Pires a 29 de Novembro de 2009 às 19:44
Suponho que o comentário me era dirigido e que só por lapso seu, Anónimo, aparece como resposta ao comentário do Lutz. Tomando isto como correcto sempre lhe digo para ir à merda. 


De JP Santos a 29 de Novembro de 2009 às 13:43
Sem querer entrar demasiado na análise dos casos concretos, as descrições os dois casos configuram comportamentos patológicos mas não casos de psicopatia/sociopatia apresentando sim, claros sinais de disfunções de natureza obsessiva que culminaram em tragédia mas que tem raizes psicológicas interiamente distintas dos casos dos homicidas em série celebrizados por Hannibal Lecter ou de assassínos em massa como os de Columbine.


De Ana Matos Pires a 29 de Novembro de 2009 às 19:49
Mas desde quando é que a psicopatia é apanágio dos assassinos em massa? E "disfunção de natureza obsessiva" onde? Ver (ou rever) o Melhor é Impossível talvez ajude, digo eu.


De JP Santos a 29 de Novembro de 2009 às 20:23
Talvez me tenha exprimido mal pois não penso que a  psicopatia seja exclusivo os assassinos em massa, podemos ficar com a referência do link que indica "Imagine - if you can - not having a conscience, none at all, no feelings of guilt or remorse no matter what you do, no limiting sense of concern for the well-being of strangers, friends, or even family members. Imagine no struggles with shame, not a single one in your whole life, no matter what kind of selfish, lazy, harmful, or immoral action you had taken". Ora nada indica que isso fosse o caso dos agressores.
Quanto à questão da obsessão recomendo o livro de John Moore "Confusing Love with Obsession" que não tem nada a ver com o tipo de comportamento compulsivo ou possessivo caracterizado pela personagem representada por Jack Nicholson em "Melhor é Impossivel".


De JP Santos a 30 de Novembro de 2009 às 09:32
Correcção: não queria dizer "compulsivo ou possessivo" mas sim "compulsivo-obsessivo".

 


De Ana Matos Pires a 30 de Novembro de 2009 às 11:14
Não é para levar a sério, pois não? Como é isso do "compulsivo-obsessivo"? Não me apetece brincar às psizices, lamento, o assunto ´de emasiado sério e perturbador.


De JP Santos a 30 de Novembro de 2009 às 12:28
Peço desculpa se em algum momento dei a ideia de considerar o assunto menos sério ou perturbador. Faça-me a justiça de acreditar que tal não  corresponde de modo algum ao meu pensamento sobre o tema.
Sinceramente se há coisa que abomino é picardias inúteis (e perdoe-me a franqueza, posições de arrogância), por isso para da minha parte encerrar o assunto, e uma vez que nem todos terão uma biblioteca à disposição, deixo apenas dois links da wikipedia que poderão dar uma ideia daquilo a que me queria referir: http://en.wikipedia.org/wiki/Obsessive%E2%80%93compulsive_disorder (http://en.wikipedia.org/wiki/Obsessive%E2%80%93compulsive_disorder)
e
http://en.wikipedia.org/wiki/Obsessive_love (http://en.wikipedia.org/wiki/Obsessive_love)
que poderão pesquisar utilizando os termos "obsessive compulsive disorder" e "obsessive love".




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