Serei, quiçá, particulamente susceptível em certos temas e isso explicará o profundo desconforto (para ser meiga) que senti ao ler o texto de Miguel Gaspar na Pública sobre o assassinato de uma das miúdas - a Joana - de que se tem falado muito. Estou cansada de textos que romantizam aquelas mortes. Pior ainda quando alguém resolve escrever sobre o tema usando o plural numa frase que começa assim "A fronteira que ultrapassaram"... Ultrapassaram o raio que o parta. A fronteira do que quer que seja foi ultrapassada por uma só pessoa, aquela que matou a outra e ponto final.
No meu caso o desconforto foi repulsa e tive que interromper a leitura a meio. Como se pode entrar em devaneios sentimentalistas perante uma história concreta, recente e com estes contornos?
Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
